quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Puma GTE 1971 Espartano de corrida (2)

Recebi um e-mail do Rodrigo Fontes Martins, mostrando o Puma GTE 1971 Espartano que era do pai dele:
"As fotos são do meu pai correndo neste Puma entre 1968 e 1972. A carroceria de corrida foi substituída por uma de rua e vendida para uma pessoa, que eu não sei quem era, que morreu em um acidente, no Puma que recebeu essa carroceria Espartana. O autódromo era antiga pista de Interlagos, mas ele também correu no sul. O piloto era José dos Santos Martins Júnior, meu pai, ainda vivo. Rodrigo F. Martins"
Então meus caros amigos, esse era um dos três Puma Espartano que se perdeu em acidentes. O modelo Espartano começou desde o tempo dos Malzoni, seguindo nos Puma GT VW. A especificação "Espartano" designava o carro feito para corridas, bem mais leve, por ter a fibra mais fina, além de outras diferenças já comentadas em publicação mais antiga. A pedido dos pilotos, a Puma modificou a traseira do GTE, tornando o capô maior para fácil acesso em todas as partes, principalmente os carburadores. Com isso, o vigia ficou menor e as colunas laterais traseira formavam um desenho parecendo um defletor aerodinâmico, para não perder as linhas do carro. Esse modelo fabricado entre 1971 e 1972, não passou de dez unidades sem, contudo termos confirmação oficial desse número. Hoje, sabe-se que desse modelo apenas três sobrevivem, outros três se acidentaram e o restante ninguém conhece o paradeiro. Esse Puma de José dos Santos Martins deve ter sido preparado na concessionária MM, como mostra o grande logo na lateral do carro. Outro fato interessante é a grande tomada de ar lateral inferior, que não existia no Espartano e no Puma do José foi feito, supondo-se que nesse caso, o motor e os freios precisavam de muita refrigeração, imaginem o quanto andava. Também ele deveria participar de corridas longas, quase sempre com parte noturna, conclusão óbvia pelos grandes faróis auxiliares instalados na dianteira e pelo capô maior, para abrigar o tanque de 80 litros. Para vocês verem como eram as corridas antigamente, existia sim a preocupação de alivio de peso, mas não era uma "neura" como hoje em dia, muitos carros mantinham os painéis originais e nesse caso, até as lanternas de sinalização laterais originais. Rodrigo muito obrigado por compartilhar as fotos e a história do belo Puma 48, uma homenagem ao seu pai.

16 comentários:

Anônimo disse...

nunca tiha visto estas fotos
fiquei muito contente ao ver umas parte da historia sendo contada aqui. parabéns mais uma vez pelo blog.ps Df

Unknown disse...

Felipe, fico lisongeado pela sua belíssima homenagem. Foi um grande prazer conhecer uma pessoa com o seu nível de conhecimento e principalmente de educação.
Mas um detalhe interessante e mantido na carroceria atual de rua é o sistema de refrigeração de óleo com cárter seco e radiador na dianteira. Outra raridade.
Um grande abraço para vc e para todos do Puma Clube.
Rodrigo F. Martins

Anônimo disse...

Um Lorena perseguindo um Puma no traçado antigo de Intergalos.....que sonho

Anônimo disse...

Rodrigo, tenho um site sobre o Lorena (www.webng.com/lorenagt)
e nunca tinha visto esta foto. Ainda mais junto com este Puma,
que sempre achei lindo naquela cor "verde cheguei". Não tinha
certeza se era ou não um "espartano".
Voce sabe em que prova e data foi isto ???
O unico Lorena com numero 11 tenho registro é o do Jacob Kourouzan
que correu nas provas de estreantes, mas não tinha a tomada de ar na frente, embora o capo preto e a pintura do numero "11" sejam muito semelhantes.
Se voce tiver informações sobre o a prova e o Lorena por favor entre em contato comigo (lorenagt@pop.com.br).
Pessoal e Felipe, perdão por usar o espaço do Puma, mas como voces são apaixonados por Puma eu sou por Lorena (mas já tive uma "amante", como diz o Felipe, um Puma 1969 que não sei onde foi parar).

Leo Gaúcho disse...

Karakas!!!Rodrigo exelente contribuição para o blog!!!Cara, que coisa "chique" esta espartana.O carro devia andar muito.Pois é Felipe, chama atenção estas entradas laterais, devia ser um P.. desvio de ar, prncipalmente para as camisas do motor.Chama atenção as "venezianas" no vidro traseiro, e mais, parece que a parede de fogo está praticamente encostada no banco traseiro.Um sonho de carro!!!!

Leo Gaúcho disse...

Reparem que onde está a posição original da placa parece haver o radiador de óleo.Portanto, presumo que, conforme Felipe salientou, a abertura de entrada de ar frontal("gradinha") foi retirada para deslocamento do ar para os freios e a abertura traseira deva ser com o mesmo preocedimento.É, além da preocupação com o peso, a refrigeração dos freios parecia ser um íten que também era observado!

Felipe Nicoliello disse...

Obrigado DF.
Rodrigo, vc que foi gentil demais. Realmente pouco vemos o antigo sistema de refrigeração.
Rafael, prá mim tb, são belíssimas lembranças.
Mário, vc não tem que se desculpar, esse espaço é todo seu, use e abuse como quiser, vc manda meu caro e grande colaborador.
Leo, o Marcos, um novo amigo, que corria tb, disse que o Puma do dentista era um furor. Eu não lembro bem se era esse o Puma, mas tinha um Puma da MM que meu deus, era de arrepiar.
Com certeza Leo, havia a preocupação com a fadiga dos freios, ainda mais em Interlagos antigo, onde o miolo era travado e no anel externo, as altas velocidades exigiam muito dos freios. Hoje em dia, na F-Classsic, o pessoal põe disco nas quatro, porque senão ficam sem freios. E olha que o circuito destravou um pouco e a velocidade não aumentou muito, dos carros atuais para os antigos.

Mestre Joca disse...

Este Puma pertenceu originalmente ao Angi Munhoz que costumava fazer dupla em provas longas com o Freddy Giorgi, de 69 a 1970.
O José Martins - era dentista, salvo engano - manteve a pintura e o numeral com que o Angi sempre correu, o #48.
Que eu me lembre o José Martins disputava somente provas de Estreantes e Novatos da Divisão 3 (carros de Turismo modificados) e Div-2 (carros GT) que corriam juntas.
Realmente o Puma era um furor e o Zé Martins tocava muito bem.
Um belo resgate histórico.

Leo Gaúcho disse...

Mestre Joca!!!!Que legal ver vc aqui!Acompanho seu blog e acompanhei a saga de vcs em P. Fundo.Show, parabéns!!!Pois é Felipe, na época os freios a disco eram utilizados principalmente no eixo dianteiro.Pergunto, naquela materia de A.E., o Puma está equipado com freios a disco na dianteira.O kit é nacional ou importanto, lembrando que as rodas são de 5 furos.

Anônimo disse...

Estive observando e mais 2 detalhes me chamaram a atenção neste Puma:

- Um só limpador de para-brisa, varrendo 180 graus, é isto mesmo?

- Tem uma espécie de veneziana na vigia traseira, semelhante ao Lamborghini Miura.

Felipe Nicoliello disse...

Mestre Joca,
É uma grande honra tê-lo aqui, nos dando as históricas informações. Muito obrigado.
Sandro,
Não era padrão, mas muitos pilotos trocavam o sistema de limpador cruzado, pelo único. Pelo simples fato de que em alta velocidades, os limpadores acabavam se tocando, e o salseiro estava formado. Não podemos esquecer que em corridas com chuva, as velocidades ainda são bem mais altas que em ruas ou estradas.

Unknown disse...

Felipe, falei com o José MArtins (meu pai) e tenho mais alguns esclarecimentos sobre as fotos:
As tomadas de ar das portas eram destinadas à refrigeação do freio traseiro (que era a disco) e para a refrigeração do motor, eram as tomadas de ar laterais, logo atrás dos quadros de porta.
A perciana foi meu pai mesmo quem fez em alumínio por causa da incidência de sol e claridade. Segundo ele, ele copiou de uma ferrari da época que ele vira correndo.
Não havia reparado, mas existe uma postagem do dia 06 de janeiro que tem esse carro na reportagem. Eu inclusive tenho a revista até hoje. Por coincidência alguns dias depois entramos em contato.
Apenas um esclarecimento a um amigo que diz que o Puma corria contra carros de rua. Ele tem razão em parte. Na categoria Estreantes e Novatos sim, embora houvessem outros carros bem preparados e inclusive outros Pumas.
Mas na GT e na força livre era bem diferente com os opalas com os motores enormes, e mesmo assim, andava na frente.
Um grande abraço a todos e em especial a você.

Unknown disse...

Mestre Joca, como todo mestre vc está corretíssimo.
O carro era da dupla Freddy George e Angi Munhoz.
O José Martins comprou o carro deles.
Um abraço e tudo de bom.

Anônimo disse...

Rodrigo,

Que me lembre vocês conservavam parte desse carro(menos carroceria)algo dele ainda existe?...já pensaram em trazê-lo a vida novamente?

grande abraço,
André Franco
alfacorse@ig.com.br
p.s.: precisamos colocar o papo em dia...

Juanh disse...

Hermoso auto, un Puma de competición de los setenta, muy buenos años para los bellos diseños.
Abrazos!
http://juanhracingteam.blogspot.com.ar/

Masi disse...

Olá
Rodrigo
Boa noite de sexta-feira dia 19/08 e tudo de bom....!!!
ZÉ MARTINS.....????
Conheci....era DENTISTA VOADOR
Puma 48....BELISSIMO.....LINDO.....
Essa PUMETA....foi adquirida pelo Zé Martins e pertencia ao nada menos que ANGI MUNHOZ
O ZÉ MARTINS.....era o meu dentista e tinha seu consultorio dentario em Pinheiros onde eu residia
O mecanico do ZÉ MARTINS....era o...ALBERTO SANTOS CARVALHAES que tinha oficina mecanica e tambem era preparador....
O ALBERTO SANTOS CARVALHAES...preparou os Formulas Ford do ANGI MUNHOZ e FRANCISCO LAMEIRÃO....e tambem o fusca do JAN BALDER e FAUSTO DABBUR na divisão 3
Quem conseguia os freios para o PUMA 48 era eu pois eu rabalhava na epoca na famosa FREIOS VARGA
Lembro-me que na primeira corrida que o ZÉ MARTINS fez ele despachou todo mundo pois não tinha pra ninguem o PUMA 48
Ah....!!!....um detalhe a corroceria do PUMA 48 era de fibra de vidro sendo que a fibra na epoca era mais leve do que dos PUMAS DE RUA
Nossa....!!!....essa epoca ERA MARAVILHOSA....o Automobilismo de competição feito ARTESANALMENTE....
Nossa Meu....!!!!....saudade dessa epoca
Bem fico por aqui te desejando Saude Paz Harmonia e Felicidades
VIVA....!!!!...TODOS AQUELES QUE FIZERAM E TEM HISTORIA PARA CONTAR SOBRE O AUTOMOBILISMO BRASILEIRO...!!!

Abraço forte a voce....Rodrigo e mande lembranças ao Senhor Seu Pai...ZÉ MARTINS...o Dentista Voador...!!!

Moacir da Silva
Entusiasta do Automobilismo Brasileiro
moacyr.contato@gmail.com