
Muito se ouviu falar da existência de um
Puma Concolor dentro da fabrica Puma Indústria de Veículos S.A., mas só estórias, virando uma lenda.
Hoje graças ao meu amigo Varlei temos a foto e seu depoimento dos fatos ocorridos naquele tempo dentro da Puma.
Não se esqueçam que os conceitos ambientais da época eram outros, o governo brasileiro desmatava a Amazônia para fazer a Transamazonica, fornecia incentivos para o desmatamento em prol da agricultura e muitas outras situações que hoje consideramos bárbaras.
"Olá Felipe, aí está a foto do puma (bicho) que criávamos dentro da fabrica da Puma (carro), rs, ele comia 5 kilos de carcaça de frango cozido, bancos, capotas dos carros da linha de montagem, vassouras, blusas, espumas, etc, rs rs rs. Este puma criávamos como um animal de estimação, tínhamos um opala transformado em pick up, o qual dávamos alguns passeios com ele nos fins de semana de preferência domingo, que não tinha muita gente na rua, sendo uma atração quando trazíamos para casa.
Na foto em pé segurando o puma está meu irmão Wagner que trabalhava na Engenharia, abaixado está meu tio e meu primo, eu não saí na foto, pois estava batendo a foto. rs rs rs
Essa história não é uma lenda não, você em algum momento já deve ter ouvido falar que existia uma onça na Puma.
O apelido dele era GTC, pois tinham acabado de lançar a linha GTC em 1980.
Na foto ele tinha uns 6 ou 7 meses era um filhote ainda, quando ele veio era bem pequeno e quem trouxe foi o Luís Carlos Costa (filho do Luís Roberto). O cara era muito doido, rs, ele comprou em uma feira no Mato Grosso e trouxe de carro para São Paulo.
O bicho começou a dar problemas na fabrica, pois nem todos funcionários gostavam da ideia de pegar uma onça pela frente, o sindicato dos metalúrgicos na época foi em cima e era um jogo de esconde-esconde e como nós tínhamos um restaurante também dentro da fabrica, o escondíamos lá e fechávamos as portas. Mas quando ficava solto, comia e arranhava tudo que via, deu muito prejuízo para a Puma, pois na linha de montagem as vezes os carros estavam prontos e ele pulava em cima, arranhando a pintura, rasgando as capotas, dando muito trabalho mantê-lo.
Nos fins de semana também tínhamos que alimenta-lo com frango cozido, pois ele comia muito, aqueles 5 kilos por dia. Como a Puma tinha o terreno de Capivari, o bicho foi para lá. Uma vez minha mãe quase expulsou meu irmão de casa, rs, ele foi esconder o bicho e depois levou para Capivari. Minha mãe deu graças a Deus, porque era ela que tinha de cozinhar o frango do bicho em casa, em todo final de semana e feriados, mas eis que meu irmão volta para casa com um macaco (sagui) rsrs. No fim o puma ficou em Capivari mesmo e não sabemos o que aconteceu, porque a Puma estava praticamente fechando as portas e saímos todos de lá.
Meu irmão que esta na foto foi para a Lafer, meu outro irmão (Valmir) foi para uma concessionária Chevrolet, que fazia também assistência dos modelos GTB e lá ficou por muitos anos. Meu irmão mais velho (Valmir- Pistola) entrou na fabrica com 14 anos e foi estudar no Senai pela Puma, praticamente ficou até fechar a fabrica na Avenida Presidente Wilson. Já meu outro irmão da foto entrou na linha de montagem da Puma e pouco tempo depois, como ele estudava desenho mecânico no Senai, foi para engenharia e ficou lá seis anos.
Em 1979 meus irmãos e meu pai compraram o restaurante que tinha dentro da Puma, eu era um moleque de 13 anos, também fui trabalhar no restaurante, o qual saímos praticamente quando a Puma já estava fechando. Como sempre fui louco por carros, aquilo era um parque de diversões para mim, pois eu tinha acesso livre na fabrica inteira.
Se fizéssemos um livro com historias da Puma ficaria maior que a bíblia, rs, grande abraço. Varlei Martines"