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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Foto do dia - GTB 1975 de fabrica


quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Semana Puma - Nasce o Puma 6 cilindros


Com o sucesso do Puma GT 1500 e logo depois o famoso Puma GT4R, a Puma se viu na obrigação de criar um automóvel mais potente e luxuoso para seus consumidores. Rino Malzoni começou a  trabalhar o projeto em São Paulo, na fabrica e não como costumeiramente como fazia, em seus galpões das cidades de Matão (Puma GT) e depois Araraquara (Puma GT4R).
 Esse projeto também fugiu a regra antiga de ser feito em chapa de aço para criação do molde, sua base foi feita em fibra, massa e madeira, com auxílio do riscador, que transfere a igualdade de um lado para o outro.
 Fabricado e pintado o novo modelo, começou a receber as peças de acabamento e ajustes. O chassi de longarinas foi desenvolvido pela Puma, utilizando a mecânica Chevrolet do Opala, motor 6 cilindros em linha, de 3800 cc (que mudaria para o 4100 cc), caixa de quatro marchas e suspensão independente com molas helicoidais.
 Muitas das peças eram as mesmas da linha Chevrolet,  e algumas da linha Puma, como maçanetas internas e externas.
Seu desenho foi inspirado em outro esportivo da fabrica, o Puma GT 4R. Em relação ao Puma GT 1500, suas dimensões eram um pouco maiores na largura e comprimento e quase as mesmas na altura e distância entre eixos. Dimensões 4250 mm comprimento, 1750 mm de largura, 1250 mm de altura e 2420 mm distância entre eixos.
No comparativo abaixo, vemos o Projeto n° 8, conhecido na fabrica como P-8, pronto e um Puma GT 4R. Suas linhas, com exceção da frente, que no caso do P-8 tem motor dianteiro, são bem similares ao GT4R. Isso se deve ao fato, que o GT4R fez um sucesso estrondoso e nada mais certo que se basear no produto que todos gostaram.
 Na traseira a semelhança é indiscutível, apenas com proporções maiores. Estilo definido por Rino Malzoni e Anísio Campos no projeto anterior.
No final de 1971, mesmo antes de todos os testes, ele foi apresentado a impressa para colher opiniões e Rino foi logo avisando que a frente poderia ser alterada, assim como outros detalhes. E assim a revista Quatro Rodas de novembro de 1971 noticiou "Andamos no Puma P8 Chevrolet". 
 A reação foi positiva e não falaram mal do desenho, mas também não teve elogios.
 A revista Autoesporte, também de novembro de 1971 apresentou como "O Segredo da Puma - um GT Opala".
 Eles foram mais sucintos e quase não falaram nada do desenho deste esportivo...
 ... Enaltecendo mais a história do segredo e das especificações técnicas.
 Nas fotos, apesar de serem em preto e branco, é mostrado o luxuoso interior do P-8.
Mas mesmo com todo esse marketing empregado, o Puma P-8 não agradou. Mesmo sendo semelhante ao GT4R, seu desenho não caiu no gosto popular. No caso do esportivo exclusivo, com a frente em cunha, lembrava os esportivos europeus, muito desejados no Brasil. No P-8, seu desenho remetia aos modelos americanos, que entravam em outra linha de estilo, os muscle cars. Desde o final da década anterior, os esportivos americanos tinham carrocerias fast back e frentes agressivas, impondo o desenho de algo forte com certa fluidez aerodinâmica nas laterais e traseira. Uma mensagem para lembrar que os motores eram muito fortes. 
Rino Malzoni pegou o P-8, se fechou na fabrica e começou a reformular tudo, lembrando do estilo americano. Afinal, o Puma Chevrolet com um motor de 170 HP não deixava de ser um muscle car.
E assim nasceu o Puma GTO, nome que significava Gran Turismo Omologado, assim como nos Ferrari.  
 Seu desenho foi totalmente reformulado, com frente agressiva, lateral com um vinco horizontal e traseira truncada. O vidro lateral traseiro cresceu, dando mais harmonia ao conjunto e o caimento das linhas para a traseira se tornou mais suave. Com isso, o GTO ganhou 50 mm a mais no seu comprimento em relação ao P-8. O espaço de tempo entre a apresentação do P-8 e o GTO foi de apenas um ano, tempo recorde. Mas a Puma e Rino já estavam acostumado a isso.
 Em novembro de 1972, o GTO foi apresentado no Salão do Automóvel e o secesso foi grande. O estande da Puma sempre estava repleto de pessoas para conhecerem o novo esportivo, assim como é nos dias atuais, no estande da Ferrari.

Emerson Fittipaldi foi conhecer o esportivo, entrou e gostou.
 Na preparação para a exposição, o cuidado dos funcionários com a limpeza e brilho da estrela.
Depois de todo o furor do salão, a General Motors, fornecedora da mecânica Chevrolet para a Puma, comunica publicamente que para receber a mecânica,  a Puma teria que mudar o nome do novo esportivo, pois ela começava uma campanha de importação do modelo Pontiac GTO, sua subsidiária americana e a similaridade dos nomes poderia comprometer as vendas. Não teve outro jeito, a Puma acatou e mudou o nome de seu esportivo. No Salão de Bruxelas, na Bélgica, em 1973, o Puma Chevrolet é apresentado com novo nome GTB - Gran Turismo Brasileiro. No modelo que viajou, já incluía alguns aperfeiçoamentos.
Depois da apresentação do GTO até a chegada do GTB na linha de produção foram dois anos e em 1974 começa a ser fabricado o Puma GTB, com pequenas alterações de estilo e mecânica em relação ao protótipo. A mais significativa foi a adoção da suspensão traseira por feixes de molas, idêntica aos dos Dogde Charge, porque Minton Masteguin não aprovou a suspensão traseira do Opala, segundo ele, vários testes foram realizados com os dois tipos de suspensão  e a que teve melhor resultado foi a de feixe. No motor, o GTB 1974 já nasceu com o 250S, recém lançado pela GM e muito superior ao 4.100 cc adotado desde 1972.
O Puma GTB foi fabricado até 1979, com 710 unidades produzidas.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Puma Cor - Azul Firmamento 1975

A cor Azul Firmamento GM 1975 foi adotada pela Puma. E em seu catalogo para o GTB daquele ano, o modelo ostentava essa cor. Particularmente, essa cor, ficou muito melhor no Puma que no Opala. 
Abaixo a fórmula para a tinta ser feita exclusivamente em lojas que tenham e usam as bases Glasurit / Basf . Usar bases de outros fabricantes pode alterar a cor.

Foto do dia - GTB 1978

O Puma GTB era do saudoso amigo Rogério. O carro ainda está com sua família, mas encostado desde o triste acontecimento, nunca mais viu o brilho dos flashes nas passarelas.
Restaurado na Rubbo SP, o GTB prima pelos detalhes de acabamento e originalidade. A cor o Bege Champagne Metálico 1978 caiu muito bem para o GTB, dando-lhe um toque de sofisticação.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Eventos - 5° Encontro de Puma Jundiaí (3)

Falando em número 1, no Encontro de Jundiaí também estava presente o primeiro Puma GTB fabricado, o number one, que saiu de linha em 1974 com o número de chassis P8-0001. O Puma pertence ao meu amigo Carlos Figueiredo de Campinas-SP. Sua restauração foi quase completada no ano passado, mas ainda tem alguns detalhes a serem executados, como a grade dianteira original, que está em fase de construção.


 As raras lanternas traseiras que eram do Saab Sonett III estão lá no lugar e estão novíssimas.

 Também no interior ainda faltam itens para completar a originalidade, como o console.
 E um grande orgulho para todos nós a conquista do Carlos, preservando um modelo de automóvel tão modificado ao longo do tempo e ainda mais por ser o primeiro.  Parabéns Carlão!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Foto do dia - GTB

O Puma GTB Hot, com motor bravíssimo, é do meu amigo Cláudio Pirro do Rio de Janeiro-RJ. Locação da foto: restaurante Lagoa dos Patos em Jundiaí-SP. É moçada, essa máquina veio rodando, digo voando baixo, do Rio à São Paulo.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Foto do dia - GTB 1977

 O meu amigo Neuri Kitzberger me alertou para o bonito e original Puma GTB que está no cadastro do Puma GT.com. Ele pertence a Carlos Reis Vilhena do Rio de Janeiro-RJ e é o dos primeiros GTB de 1977,  que ainda tinham lanternas de Saab Sonett III.
Em compensação a grade dianteira já era aquela de frisos verticais, bem mais fácil de encontrar que a grade de frisos horizontais do GTB até 1976.
Parabéns ao Carlos pelo belo exemplar.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Puma Hot - GTB Ouro Velho

Esse Puma GTB foi fotografado pelo meu amigo Carlos Avelleda: Este carro me chamou atenção pela cor, que era a minha preferida na época em que o carro era novo e hoje é raro ver. As fotos tem uns dez anos e não conheci o proprietário, vi o GTB na rua e fotografei. 
Essa cor Carlos, não deve ser a original, já que o Puma GTB deve ser 1974 ou 1975 1a. série, ele até serviria para o Quebra-Cabeça que falava das diferenças entre os modelos até 1975 e os modelos posteriores. Existia cor muito parecida, como o Laranja Bronze Metálico 1976 GM ou o Castanho Barroco Metálico 1978 VW. Pelo brilho, a base da tinta não deve ser acrílica como era na época, a pintura foi refeita com base mais moderna. E se o pintor se baseou na cor original, que deveria ser o Laranja Metálico GM 1974, ele deixou a cor um pouco escura. 
 O Puma está muito bonito para um Hot, no estilo Street, com algumas modificações, sem grandes exageros e deve ter motor apimentado. O para-brisa é com cantos quadrados, denunciando o ano. Os espelhos retrovisores não comprometeram no resultado final, mas os espelhos de Maverick GT ou do Camaro de 1980 casariam melhor ao conjunto. A grade dianteira do modelo a partir de 1977 ornou bem com o conjunto, já que a grade original, não era lá essas coisas em termos de beleza.
 As rodas de GTB S2, com talas grandes encorparam o GTB, somadas ao leve rebaixamento, sua aparência ficou ótima: agressiva mas com equilíbrio. As lanternas redondas na traseira deixaram a desejar, uma moda mais antiga que o carro, com muita falta de criatividade. Ainda na traseira vemos os cantos retos do vidro traseiro e da tampa do porta-malas, próprio dos modelos até 1975 1a. série.
 No geral o GTB não recebe nota 10 somente por causa das lanternas traseiras.

quarta-feira, 25 de abril de 2012

MAIS UM - GTB 1977

O meu amigo Carlos Avelleda esteve em um Encontro de Antigos em São Marcos-RS e clicou as imagens desse Puma GTB 1977 e se espantou em ver que ainda mantinha as lanternas traseiras originais.
Realmente um espanto, nada convencional, ver um GTB com ricos detalhes de originalidade e algumas outras bobagens modificadas. A começar pela grade dianteira, que já era aquela com frisos cromados alternados por frisos pretos na vertical e friso cromado que circunda a grade, a única mudança do GTB em relação ao modelo 1976. Um item até que fácil de conseguir, porque existem pessoas que fazem reproduções dessa grade. Falta os frisos do para-brisa, que também existe à venda e pintura dos limpadores em alumínio de uso geral.
 Na lateral um grande pênalti são as maçanetas de Alfa existentes, ao invés das originais de botão idênticas do GTE / GTS de 1973 a 1976 1a. série, item facilmente corrigido. No vidro traseiro, que sempre acostumei em chamar de vigia, coisa antiga, falta também o friso como no dianteiro. O teto solar Webasto não era da época do carro, sendo lançado no ano de 1980, por isso não gosto, por parecer uma carta fora do baralho.
 O logotipo da fera em cima do 4.1 GTB no capô traseiro está correto, mudança ocorrida em 1976. Bocal da gasolina no local correto.
 E aqui as raras lanternas de Saab Sonett III, que foram utilizadas de 1974 até o terceiro trimestre de 1977. Essas lanternas já incorporavam a luz de placa.
Um Puma que apesar das pequenas alterações, ele só soma para o número de GTB originais. Seu maior problema e esse muito grave, nos diz repeito quando a cor escolhida pelo seu proprietário, uma cor moderna, quando poderia ter sido repintado de muitas das cores bonitas existentes no catalogo de 1977, das montadoras brasileiras Ford e GM . No livro de registro Puma consta que saiu de fabrica na cor Branco Polar em 23 de maio de 1977.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Da série: Eu já fui um belo Puma

O meu amigo Mazinho esteve em no Encontro de Antigos da cidade dele, Criciúma-SC e fotografou o Puma GTB, que o chamou de "simplesmente acabado".
Esse Puma não chega a ser um "Menos Um", por ter recuperação, com muito dinheiro, mas tem. Ele entra para a série "Eu já fui um belo Puma".
Notamos se tratar de um Puma GTB 1974 ou 1975 1a. série, pelo para-brisa quadrado, como no "Quebra-cabeça (29)".
 Com vidro traseiro e capô também com os cantos quadrados, placa na parte superior e vincos na saia traseira, ainda original. Detalhe para o emblema GTB original, colocado na lateral, ao invés de sobre o capô.
 Internamente os instrumentos e teclas ainda se salvam, o restante tem muito trabalho a ser feito e corrigido.
Conclusão, apesar de ter um aerofólio, lanternas de Maverick, rodas Titânio e outros detalhes não originais, ele é plenamente recuperável, desde que se tenha conhecimento da originalidade de um GTB 1974 ou 1975 1a. série.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Quebra-cabeça (29) Resposta

Cansei de esperar e aí não teve jeito, vai a resposta correta e completa para a pergunta "Quais os possíveis anos desse modelo de Puma GTB? E por que chegou nessa conclusão?" publicada no Quebra-cabeca (29).
1974 e 1975. Por causa do para-brisa de canto reto, usado no GTB de 1974 até o primeiro trimestre de 1975. Até essa data existe confirmação, mas pode ter se estendido até o meio do ano, depois mudou para canto arredondado.  Esse é o principal detalhe existente na foto abaixo, porque grades, lanternas e pequenos itens são alterações corriqueiras, ainda mais em GTB. 
Na outra foto, os detalhes marcantes para demonstrar se tratar de um GTB 1974 ou 1975 são o vidro traseiro, que da mesma forma do para-brisa, antes era quadrado e depois passou a ser arredondado. Os cantos da tampa do porta-malas também deixou de ser anguloso para se tornar um desenho mais harmonioso, além de facilitar a fabricação e manutenção. Outro detalhe importante na fotografia é não vermos a tampa do tanque de gasolina, denunciando se tratar dos anos citados. Se fosse 1975 da 2a. série ou 1976, o bocal estaria visível na parte superior do para-lama, na direção do final da caixa de roda. 
 Na foto abaixo da revista Autoesporte de março de 1974, o GTB era aquele carro que esteve na exposição em Bruxelas em 1973. Na verdade esse Puma era o GTO com algumas mudanças, se preparando para a linha de montagem. Uma delas foi o bocal do combustível, que no GTO era na coluna direita. Nesse carro ainda vemos os limpadores cruzados, oriundos do GTO, mas aplicado na linha de produção do GTB.
Aqui no detalhe a localização da tampa de um GTB todo alterado, mas mantinha o bocal, vidro traseiro e capô originais.
Uma coisa todos temos que saber, uma peça ou parte do veículo pode ser substituída ao longo dos anos para versões modernas, mas nunca haverá o contrário. Claro que toda regra tem exceção e os jovens estão começando a executar também essa modalidade de modificação, com Puma que nunca teve bolhas nos faróis e aparecem com elas. Ou Fusca da década de 60, travestidos para os anos 50. Quando isso se popularizar, vai dificultar muito a vida da gente.
Então, o chaveiro fica para o próximo Quebra-cabeça, por que nesse, quem chegou mais perto foi o meu amigo Leandro de Londrina, que faltou falar sobre o bocal do combustível. Uma pena, ele sabia, mas a pressa talvez o fez esquecer.
Quanto as maçanetas que muitos citaram, desde os primeiros GTB, as maçanetas de botão, chapa reta, igual as maçanetas das Tubas 73 a 75, foram utilizadas até 1977, sendo mudadas no final desse ano, pelas maçanetas de botão, chapa chanfrada, iguais aos dos Puma GTE /GTS de 1978 a 1980. Mudança promovida junto com as lanternas de Alfa e painel traseiro. Já a grade similar ao modelo do LTD, a mudança ocorreu em 1976.
Só por curiosidade, o GTB que serviu de modelo para esse Quebra-cabeça é 1974, do meu amigo Cesar Freitas do Rio de Janeiro-RJ, sendo até o momento o mais original da primeira série, que se tem conhecimento. A grade não estava no carro quando da foto, por enquanto, a grade original continua na  prateira até ser plenamente restaurada.