Os para-choques Puma inicialmente eram fabricados por estamparia terceirizada. A prensa batia em uma chapa de aço e estampava e cortava a peça, saindo pronta para cromação. Como o para-choque é uma peça muito fechada, na prensagem perdia-se 50% ou as vezes até 60% da produção. Se na hora de estampar não fosse extremamente precisa a batida, a peça saía torta e inaproveitável. Por isso, os para-choques Puma já custavam o dobro antes mesmo da cromagem. O custo desse processo é bem alto devido ao tipo de prensa utilizada e molde para estampar.
Hoje, existem pessoas que executam essas peças artesanalmente, na unha, como se diz popularmente, e para isso várias ferramentas são utilizadas, inclusive peças de fibra de carroceria para ajustes dos para-choques.
O início é cortar a chapa de aço no formato do para-choque, no caso o dianteiro do Puma VW.Para a fabricação, é confeccionado um molde de ferro maciço no formato do para-choque (abaixo o traseiro). O molde visto de lado.
A parte superior desse molde...
... E agora seu fundo.
Para acoplar ao molde, outro molde externo, de forma negativa, junta-se ao molde para dar forma a chapa que é colocada entre eles.
Na junção desses dois moldes, a chapa é martelada para tomar forma.
Esse processo é ajudado com uma morça de bancada. Na colocação a chapa estava reta e depois de modelada fica na forma de meio para-choque.
Após soldar, o lixamento das peças com muito cuidado para não deixar marcas e o envio para a cromação. Pronto, os para-choques exatamente como saiu de fabrica.
Temos que dar valor aos profissionais que ainda executam esse serviço e fica a pergunta: até quando teremos profissionais capacitados e com boa vontade apara esse serviço?
Agradecimento ao amigo Hélio Claro para as tomadas das fotos de todo o processo de fabricação.