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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Eventos - Águas de Lindóia (7) Depoimento


Por Sérgio Campos
Eu considero que o fato de três Puma serem premiados em Lindóia em 2012, entre exatos 700 carros inscritos, um fato significativo e divisor de águas. Que eu me lembre isto não havia acontecido antes em um evento de tal magnitude. A premiação em si já é importante, pois demonstra o alto grau de qualidade e atenção ao detalhes na restauração de um Puma hoje em dia, coisa que não acontecia até poucos anos atrás, quando reinava uma completa falta de informação e Puma era "terra de ninguém". Segundo, fica mais claro que hoje a marca Puma e seus carros são sinônimos de carro esportivo nacional para os antigomobilistas em geral, inclusive aqueles mais elitistas. Há interesse em conhecer os carros e muito respeito pela heróica história deste fabricante, seus fundadores e designers. Em Lindóia eu senti muito entusiasmo no ar e notei o sorriso nos lábios das pessoas admirando e comentando sobre os Puma premiados. Este lado humano é o mais importante e gratificante, sem isso nada teria sentido. Parabéns a todos que contribuem para esta positiva e fraterna transformação!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Eventos - Águas de Lindóia (6) Premiados

Esse evento foi muito bom para a marca Puma, levou três prêmios, sendo um deles o The Best Nacional. O título foi ganho pelo Puma GTE 1972 do meu amigo Paulo Galluzzi de São Paulo-SP. O Puma foi colocado na inscrição do seu amigo Brenno Russio, por isso aparece o nome nas listas de premiação.
O THE BEST NACIONAL é escolhido por votação entre todos os grupos de juízes do evento. Cada grupo analisa uma época ou tipo de veículo e contribui para um voto ao THE BEST IN SHOW e THE BEST NACIONAL. E no computo geral o Puma levou o máximo nacional.
 Nem preciso falar muito desse Puma, que já figurou em nossas páginas.
 Diferentemente dos outros anos, por causa da chuva, esse ano a premiação foi em recinto fechado e somente os prêmios máximos desfilaram. Os outros receberam os prêmios no local, com fotos de seus automóveis no telão.
 
 
 
 Na entrega, o Paulo comentando sobre a história de seu Puma.
Em setembro de 2008 fotografei o GTE na oficina do meu amigo Domingos Avallone, onde foi feita a restauração. Hoje reunindo material para essa publicação e vendo a placa de licença desse Puma, vejo que era a mesma placa anotada em um pequeno pedaço de papel, que há mais de seis anos, meu filho Bruno me entregou dizendo: - Vi esse Puma hoje, deve ser 1971 ou 1972 e a cor é um bege dourado.
Outro Puma premiado foi o Puma GT 1500 1968 do meu amigo Sérgio Campos de São Paulo-SP. Esse carro era de outro amigo de Brasília-DF, o "Dr. JMM", José Maria Morais, que restaurou no ano passado. Ele havia comprado o Puma sem restauração, mas íntegro, de outro amigo do Rio de Janeiro-RJ, o Cesar Freitas. Hoje o Sérgio vai continuar a melhorar o que já é muito bom, para continuar ostentando o título de Melhor GT 1968 do Brasil, título esse, dado por mim.
 Internamente o Sérgio refez o revestimento dos bancos as pressas, para a exposição. Outros detalhes ele não teve tempo hábil.
 
 Aqui o Sérgio com seu troféu.
 Outro premiado foi o GTB 1978 do meu amigo Paulo Mostardeiro de Brasília-DF. No ano passado, o Paulo ganhou prêmio com o GTE Spider 1972 e o GTB ainda em fase final de restauro. No ano que vem pode contar que é candidato com outro Puma, mas por enquanto vamos fazer surpresa.
 As lanternas traseiras de Alfa, corretas na cor, toda vermelha.
 O Paulo dentro do seu GTB.
O motor em sua configuração original, sem cromados, na cor correta e filtro de ar original, detalhes que quase sempre não são respeitados na originalidade dos GTB.
 A roda a mais nesse porta-malas, uma Cruz de Malta, deve ser alguma aquisição ou empréstimo de porta-malas. A cinta que prende o estepe do GTB estava solta.
 E o telão mostrando o carro premiado.
 Outro prêmio importante foi TROFÉU FLÁVIO MARQUES, que foi ganho pelo Alfa Romeo Giulietta Spider 1962 de Emanuel Sveibil.
 
 Esse prêmio é uma homenagem ao grande colecionador Flávio Marques e o automóvel é escolhido por seus filhos Guilherme e Maurício Marx, que deram continuidade ao trabalho do pai. Abaixo, Maurício (à esquerda) e Guilherme entregando o troféu ao premiado.
 E finalmente o THE BEST IN SHOW, um Graham Paige 1928 de Marcos Vinícius Meduri. Fabricante norte-americano que ganhou grande reputação pela qualidade e por vitórias em corridas nos anos 30. Hoje são raros até na terra do Tio Sam.
 
 
 

Eventos - Águas de Lindóia (5) Homenagem Especial

Uma das atrações de Águas de Lindóia foi o Fittipaldi 3200, mais conhecido como Fitti-VW com dois motores VW 1600 acoplados. Esse carro foi projetado por uma grande equipe: Nelson Brizzi (mecânico chefe), Ari Leber (projeto da carroceria), Ricardo Divila (projeto chassi e suspensão), Darci (foi mecânico dos irmãos Fittipaldi até a Formula 1) e José Deusdedith (solda e chapa), em tempo recorde de trinta dias.
A carroceria era toda de fibra de vidro, pesando 17 kilos, no total o carro pesava 420 kg, quase 1 cv para cada quilo. Obteve 8 vitórias em 15 corridas no final da década de 60 e começo dos 70.
Esse Fitti-VW pertence a Zuffo MotorSport e foi levado à Lindóia pelo Museu JORM de São Paulo-SP, por meio de seu curador Paulo "Loco" Figueiredo.
 
 
 No site onde Anísio Campos escreve  Óbvio, há um relato sobre o destino desse Fitti, que depois da ida dos Fittipaldi para Europa, foi vendido ao piloto Adu Celso, que correu algumas provas com um motor apenas, sem grandes resultados e depois esse carro ficou decorando a frente de uma escola de pilotagem em Interlagos, em São Paulo e sumiu.  Esse Fitti-VW trata-se de uma reprodução, com utilização de vários componentes originais, pois o Fitti-VW original era bem mais grosseiro no acabamento, além de inúmeras diferenças na carroceria. As rodas de tala 9" na dianteira e tala 10" na traseira devem ser as originais.
 
 A tomada de ar para a refrigeração do motor, nesse carro, é bem menor que naquele que figurou nas pistas, que tinha o para-brisa bem mais inclinado para favorecer a entrada de ar e criar menor resistência aerodinâmica. Pelo que me consta, ideia genial de Ricardo Divila.
 Abaixo os detalhes da junção de dois motores VW 1600.
 
 
O painel que não exibe mais o volante original e instrumentos.
Wilson Fittipaldi e Pedro Victor de Lamare junto ao Fitti-VW em 1970.
 E Wilson em Águas de Lindóia para prestigiar o evento e matar saudades do bólido que conseguiu diversas conquistas, e a maior de todas foi vencer com o único Volkswagen de dois motores, fama que correu o mundo. Ele foi convidado pelo Paulo Figueiredo e adorou tanto que pretende voltar outras vezes.
 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Eventos - Águas de Lindóia (4) Esportivos Nacionais de Fibra

Alguns dos esportivos nacionais em fibra de vidro vistoriados para premiação.
O Bianco é um Hot com mecânica nova e traseira alterada, apesar da alteração ter sido bem feita e rodas originais, não consegue competir com outros carros extremamente originais.
Bianco S 1979
Bianco S 1979
O Nick Dacon 1988 por não ter a idade mínima de trinta anos para o concurso, não participou do julgamento. Além disso, suas rodas foram alteradas. 
Nick Dacon 1988
Nick Dacom 1988
 O MP Lafer 1979 está muito bonito e bem original, a não ser pela lanterna de direção em cima dos para-lamas serem do Fusca até 1964, quando deveriam ser do Fusca 1979. Em concurso, os mínimos detalhes são observados e sempre os mais antigos levam vantagem sobre os mais recentes. Para brigar com as feras que aparecem em Águas de Lindóia, somente um MP Lafer 1974 ou 1975 original, que tem itens poucos conhecidos, como lanternas de Fuscão, painel em preto fosco e outros pequenos detalhes.
MP Lafer 1979
MP Lafer 1979
MP Lafer 1979
 O Puma GTE 1975 com boa aparência...
Puma GTE 1975
 ...Mas com lanternas traseiras, luz de placa e rodas aro 13 não originais.
Puma GTE 1975
 Um raro Ventura ainda fabricado pela L'Automobile de São Bernardo do Campo-SP, pois depois passou a ser fabricado pela L'Auto Craft de São Paulo-SP. Apesar de ser muito raro, pois foi mais exportado que vendido no Brasil, esse exemplar não tinha as lanternas dianteiras originais. A questão das rodas são discutíveis, afinal esse modelo era exportado na forma de Kit Car, sem mecânica. Quando ao para-choque preto, não era brilhante e sim fosco.
Ventura 1982
 Essa abertura das tomadas de ar laterais tipo "orelha" eu nunca vi em nenhum Ventura, assim como as lanternas de Corcel. Em todos os meus arquivos e conhecimento, as lanternas traseiras são as mesmas do Alfa Romeo 2300 TI, mesmo aqueles exportados. O teto solar Slideaway era próprio da versão SLE. O Ventura teve algumas alterações em 1983 e foi fabricado até 1988 ou 1989, quando entraria um novo modelo com motor refrigerado a água, que foi fabricado, mas acredito que nem chegou a ser vendido.
Ventura 1982
O Willys Interlagos Berlineta está muito bonito, mas se apresentou com pneus e rodas erradas, além de estar faltando algumas latas no motor.
Willys Interlagos Berlineta
Willys Interlagos Berlineta
Willys Interlagos Berlineta
Os premiados nessa categoria "Esportivos Nacionais Fora-de-série e de Fibra" vem depois.
Imagens Sylvio Fujioka.