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sexta-feira, 29 de abril de 2011

Puma GTE 1973

Quando cheguei hoje na tapeçaria do meu amigo França, ele logo me falou: - Veja esse tubarão como está original e tem um motorzão. Bati o olho e fiquei de boca aberta!
Na primeira olhada quando entrei, pela traseira, não me chamou muito atenção.
Mas quando vi de frente, quase "pirei".
Não perceberam nada ainda?
E se formos até a traseira...
... E olhar o motor, ajuda?
Perceberam? Não?
E agora melhorou? Pelas tomadas de ar embaixo dos para-choques dianteiros, com desenho singular e olhando o reservatório de óleo do motor vemos que...
... Esse Puma GTE 1973 é um legítimo Puma Rallye, série especial fabricada entre 1972 a 1973, para homologação nas pistas. Idêntico ao Puma GTE 1973 "roxinho", que era do meu amigo Péricles do Rio de Janeiro-RJ.
Na plaqueta, diferentemente do "roxinho", está 1600 e não 1800. Talvez na série especial existisse a opção de motor.O reservatório de óleo traseiro é igual do Roxinho, mas o radiador de óleo existe apenas um nesse Puma, quando no Roxinho existem dois, um de cada lado na dianteira.
Ainda no compartimento do estepe, logo depois do radiador, na parede divisória do paralama, existe uma saída de ar, para expulsão do ar quente emitido pelo radiador.
Do outro lado a mesma abertura...
...Mas sem o radiador. Não sabemos se foi tirado ou nunca existiu.
E por incrível que pareça, o Puma pertence a uma jovem senhora da terceira idade, que curtiu e ainda curte seu GTE e não sabe andar com outro carro.
E o meu amigo França me vendo, só dando risada da criança boba vendo o doce sem poder experimentar.
As rodas Estrela de magnésio originais com as lindas marcas do tempo.
A nítida cicatriz de que a bolha do farol foi retirada.
Apesar de não ter sobrevivido, o emblema da Comercial MM deixou sua sombra.
E como se não bastasse, as surpresas continuaram, os bancos originais ainda ostentam o tecido navalhado original e o courvin couro de porco.
Um detalhe muito original nos modelos de 1973 a 1975, a parte do assento do banco era removível.
Encosto do banco perfeito.
As laterais das portas ainda originais em courvin couro de porco...
... Assim com as laterais dianteiras e...
... Traseiras.
O console original com o cinzeiro oriundo das antigas Kombis; apoio de braço revestido de vinil; base de apoio e cobertura da alavanca do freio de mão também em vinil.
Na dianteira do console apenas a bolota da alavanca de cambio não era original.
O toca-fitas Mecca Stereo apesar de antigo e raro ficou grande demais para o console.
Ah... os tapetes. Claro que só poderiam ser os originais, com a parte de borracha. Aproveitei para medir a borracha, ela tem 28,5 de largura. Aí o França falou: "- São 5 gomos da borracha que é vendida aqui perto na casa das borrachas, eu tenho ela aqui. " Portanto moçada, o França faz o tapete igual ao original.
O volante foi trocado, o painel um pouco judiado, mas...
... Os instrumentos originalíssimos. O contagiros não tem a marcação em vermelho e amarelo na graduação máxima, como nos modelos de 1975 em diante.
O botão do lavador do para-brisa funcionando perfeitamente.
Os cintos também não poderiam ser outros, os originais.
Fica o registro atualizado da existência de três Puma GTE série Rallye: um 1972 do Paulo Lomba e dois 1973, o Roxinho que hoje pertence ao meu amigo James e esse da jovem senhora.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Puma GT VW 1968/69/70 - Parte interna

Um lembrete para todos os proprietários de Puma GT 1968, 1969 e 1970. Em seu interior, a alavanca de cambio e bolota, freio de mão e botão do ar quente são na cor preta. Apenas a alavanca da chave de seta (sinalizador de direção) é na cor cinza claro, a mesma dos VW Sedan do mesmo ano. Outro detalhe que vejo muito são os aros dos instrumentos cromados, isso não existiu em nenhum Puma, a exceção do Puma GT DKW e GT Malzoni.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Foto do dia - GTE Spyder 1971

A foto do interior do GTE Spyder no lançamento mostra todo o requinte do modelo. Sim para a época era muito requintado, console com apoio de braço, madeira no painel e console, carpete, tecido no centro dos bancos e repleto de instrumentos no painel. Tudo isso era um luxo, pois estavámos acostumados com os carros nacionais, com borracha no chão, banco inteiriço ou sem um mínimo console, volantes de meio metro, bancos de napa (essa é velha, hein!), lata no painel, marcador de temperatura, só se o carro fosse refrigerado a água. Entrar em um Puma naquele tempo, a gente se sentia um nobre, quase mesma sensação que senti quando, em uma exposição, fui convidado a entrar em um Rolls Royce, divino.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Puma de Amigo - GTS 1980 Monocromático

O bonito Puma GTS 1980 monocromático é do meu amigo Ricardo Gurgel. Muito original em todos os detalhes, apenas o espelho externo que é do modelo mais antigo. Este carro pode servir de referência nas restaurações dado o alto índice de originalidade.
O interior mantém todos os botões, instrumentos, volante e tapeçaria no tom marron da série monocromática.
Sua tapeçaria foi restaurada recentemente pelo tapeceiro França do Ipiranga (11) 7619 7661.
No detalhe o carpete original do monocromático e o envelope da capota na mesma tonalidade.
Nos modelos GTS monocromáticos a capota era na tonalidade bege.
E o motor original, apenas com as polias, tampas dos filtros cromados e emblema da cara da fera sobre a caixa de ar, que não eram originais. O aspecto geral do motor é bem original, porque a partir de 1979 a pintura da caixa de ar (ventoinha) não era mais na cor preta e sim na cor original VW: preto brilhante.