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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Projeto Puma GTE sem corte no chassis (2)

No projeto publicado aqui, onde o projetista da Puma, o meu amigo Paulo Sérgio realizou o desenho daquele que seria o Puma sem corte no chassis no entre-eixos, com o desenho invertido abaixo, para as devidas comparações. Meu outro amigo, Luís Wynns, fez uma montagem a partir da foto de um Puma que esteve presente no Puma Classic. Assim podemos ver o projeto e a realidade, claro que o ângulo fotográfico não é o mesmo do desenho, mas temos condições de analisar essa proposta surgida em conversa informal na engenharia Puma.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Projeto Puma GTE 1977 (2)

O leitor Marcelo Holanda, do Rio Grande do Sul, por causa do Projeto do Puma GTE 1977 publicado aqui, me mandou os arquivos e disse:
Motivado pela planta com as vistas ortogonais do Puma GTE 1977, que publicastes imagem da planta original, produzi em Corel Draw 11, baseando-me rigorosamente naquela imagem, portanto mantendo proporções, o mesmo desenho de arranjo geral, em escala de 1:2, em arquivo, eletrônico manipulável, podendo ser exportado para o formato DWG (Autocad), o que possibilitará até produzir em maquete 3D tipo programa sketch Up. Grande Abraço. Marcelo Holanda

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Projeto Puma GTE sem corte no chassis

Em conversas entre eu, o engenheiro-chefe Ronaldo de Almeida Brochado e o projetista Paulo Sérgio Fonseca Alves, ex-funcionários da Puma, surgiu esse assunto, que lá nos idos do lançamento do novo GTE em março de 1976, o Ronaldo citou ao Paulo Sérgio (PS) a possibilidade de fabricar o Puma sem o corte de 25 cm entre eixos do chassis do VW Brasília. Na época ficou só na conversa, mas hoje temos a realidade. Pedi ao PS que fizesse esse projeto sugerido pelo Ronaldo e ele me atendeu.
Caro Felipe, 
O estudo que nunca foi feito! Faltou fazer este!
Uma vez disse no meio de uma conversa com o Ronaldo: O Adamo está bonito mas tem a distância entre eixos sem corte, ele está muito comprido! Ronaldo disse na hora: ""Espertos eles, não cortam o chassis!""
Estou enviando repito, o estudo que nunca fizemos. Puma GTE com o comprimento original e distância entre eixos de 2400mm.
Digo que:
Ele estaria mais atual hoje, se usasse essa medida maior!
O comprimento foi mantido igual.
Talvez tivéssemos problemas com a colocação do estepe. Coisa que se resolve.
Se ele ficasse menos arisco na direção, acho que Ronaldo teria solução na hora. Caixa de direção!?
Para mim esse seria o desenho certo na época para mostrar a diretoria, pois mostra as proporções certas.
Em perspectiva fica muito melhor, porém esta vista comparativa em escala seria mesmo a certa para início de conversa.
Nas outras vistas em perspectiva ele fica muito mais bonito (já fiz montagens em fotos).
Não achei computador vago para desenhar, então o desenho é feito na técnica da época!!
Se não gostar vamos cortar a amizade!
Brincadeiras à parte, espero que goste. Um Abraço. PauloSérgio

Por isso que é bom falar com um projetista de automóveis, não há erros ou viagens na maionese.
Concordo plenamente com você PS, as linhas ficaram mais harmoniosas, bem próximas aos bólidos das pistas europeias daquela década. O que eu gostei no projeto foi a não alteração do comprimento total, criando apenas um problema momentâneo no compartimento do estepe, que poderia ser solucionado facilmente. No motor, como no Puma original sobra espaço entre o motor e o painel traseiro, essa diminuição desse compartimento não afeta em nada. Outra vantagem seria no espaço para bagagem, já que para utilizar dois bancos traseiros não seria possível como no Brasília, por causa da baixa altura do teto.
Agora se na época a Puma pudesse gastar com desenvolvimento de chassis,  essas dimensões seriam perfeitas para a utilização de um motor transversal em cima do eixo traseiro, sem alterar o compartimento interno.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Projeto Puma GTE 1977

Vejam o que consegui, o projeto do Puma GTE desenhado pelo meu amigo Paulo Sérgio Fonseca Alves, mais conhecido como PS. Vejam no carimbo do projeto o belo logotipo dele. Uma pena ser fotocópia da cópia heliográfica e não do papel vegetal, ficando com muitas manchas, mas o pessoal de miniaturas ficarão loucos, porque agora podem reproduzir o GTE fielmente. Notamos também os traços do PS no desenho, que era feito a mão, em papel vegetal e canetas de nanquim com diversas espessuras de pena. Cada risco mais fino ou mais grosso é uma caneta diferente. As curvas eram feitas com uma régua, se assim podemos chamar, que tinha formato de vários tipos de curvas, para riscarmos sem nenhum tremor. Essa peça é chamada de curva francesa. Se olharmos atentamente ao desenho do para-lama, vemos as junções das curvas. Por serem feitas a mão, sempre há marcas dos traços, diferente dos computadores que são "chatamente" perfeitos. Cada risco paralelo que vemos nos vidros eram feitos um a um e com uma precisão suíça, usando o tecnígrafo, uma espécie de régua paralela mais eficiente, cara e moderna (para época). O xis da questão nesses traços era não borrar o desenho, a pressão da caneta deveria ser constante e uniforme. Hoje... bem hoje é só mouse e funções.
Ontem, quando mandei o desenho para o PS, porque precisava das dimensões exatas para um projeto que está desenvolvendo a meu pedido, ele me respondeu empolgado:
Caro Nicoliello
Não poderia ser melhor. 
Está na proporção certinha. Eu que fiz medindo muito!!! Já que as carrocerias não tinham projeto técnico, eram modeladas e nada mais.
Agora sai uma coisa técnica mais decente.
Comparação proporcional.
Até breve, com o resultado! PauloSérgio
O meu amigo Maurício Morais limpou a imagem ficando melhor para visualização. Valeu Maurício