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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Puma 50 anos - Dia dos Professores

Parabéns a todos os professores por tudo que representam a todos nós. Todos na vida, em algum momento, tiveram seus professores, para lhes ensinar ou orientar seus caminhos. Ninguém saberia nada se não tivesse um professor, seja o pai, a mãe, o patrão, o padre, o mestre de ensino ou até mesmo a natureza, que as vezes, de forma cruel, nos ensina aquilo que devemos aprender.
Por isso, a profissão de PROFESSOR é a mais importante do mundo, abreviando nossos caminhos ao conhecimento. 
Minha homenagem está relacionada, como sempre, ao Puma. Começamos por aquele que foi professor de profissão, onde era catedrático do curso de Máquinas e Motores da Escola Técnica Estadual Getúlio Vargas, no  bairro do Ipiranga, em São Paulo-SP: Milton Masteguin. Engenheiro, Sócio da Puma e proprietário da Comercial MM, um dos mais importantes profissionais para o sucesso da Puma Indústria de Veículos S.A.

José Maria Hellmeister, Milton Masteguin e Luís Roberto Alves da Costa
 Anísio Campos, designer e artista plástico, ensinou muita gente com seus projetos, seja direta ou indiretamente, um grande professor. Estudioso das formas aerodinâmicas.

Anisio e o GT Malzoni 1964/65
Rino Malzoni, professor de Anísio Campos, juntos mostraram ao mundo o potencial brasileiro no desenho de automóveis. Ao lado de Marinho, seu piloto, brilharam nos anos 1960 para nunca mais serem esquecidos.
Marinho e Rino Malzoni
  Mário César de Camargo Filho, o Marinho, outro professor nas pistas. Ao lado do seu companheiro de Vemag, Bird Clemente, ensinaram muita gente o "como se faz" para vencer nas pistas.
Bird Clemente e Marinho
 Jorge Lettry, engenheiro mecânico foi digno de estar entre os melhores engenheiros  automobilísticos do mundo. Foi capaz de tirar mais de 100 HP de um motor de 1 litro aspirado, isso em 1965. Professor de Miguel Crispim Ladeira, outro mago dos motores dois tempos e engenharia das pistas.
 Miguel Crispim continuou o trabalho do seu mestre Lettry e brilhou em todas as competições que participou, criando e ensinando técnicas novas de mecânica. Ao lado do piloto José Martins, o "Dentista", lhe ensinou mecânica e principalmente as técnicas de um carro veloz nas pistas. E o aprendiz mostrou a que veio, vencendo muitas corridas.
Emerson Fittipaldi, aquele que foi o professor dos brasileiros para as pistas internacionais, ao lado do jovem Crispim com o magnifico GT Malzoni # 7.

Jan Balder (D) o grande piloto de rally da Puma ao lado de Emerson Fittipaldi. Jan mostrou ao mundo que carro esporte também vencia rally e sua pilotagem serviu de base aos jovens aspirantes da velocidade de regularidade.
 Jan Balder (piloto) e Alfredo Maslowski (navegador) na vitória do I Rally da Integração Nacional, 1970, com o Puma GTE.
Angi Munhoz barbarizou nas pistas, ninguém sabia quem era melhor, se ele ou seu Puma. Depois que passou a correr com o Porsche 908, mostrou quem fazia a diferença. Muitos se espelharam em sua pilotagem.
 Esses foram os grandes professores da Puma, mas o salário ó! Né Crispim?

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Homenagem - Fabio Steinbruch

A triste notícia veiculada ontem pela manhã sobre o falecimento de Fabio Steinbruch deixou todo nosso meio transtornado. Eu não queria acreditar. Aos 51 anos ele nos deixa devido a um acidente de motocicleta em uma via transito rápido de São Paulo, em condições ainda desconhecidas. 
Importante colecionador e apaixonado pelo antigomobilismo, sempre deu muita importância aos modelos de automóveis brasileiros, sendo um dos maiores colecionadores de Alfa Romeo e veículos nacionais. Sempre disposto a ajudar, seus carros estavam presentes em todos os tipos de eventos que era convidado, prestigiando e valorizando o acontecimento com suas raridades. E assim foi no último evento que participou, no Salão Internacional de Veículos Antigos de São Paulo, ocorrido no mesmo passado. Ele levou nada menos que nove carros,. sendo um dos estandes mais importantes para indústria brasileira.
O GT Malzoni 1966 que foi do meu amigo Hélio Mendonça do Rio de Janeiro-RJ encerrou sua troca de proprietários quando veio para as mãos de Fabio, sendo um dos grandes destaques de sua coleção. 



Um Puma famoso, que apareceu em diversas revistas desde a década de 90, é o Puma GTE 1973, que seu antigo proprietário comprou e pediu à Puma que pintasse uma faixa amarela  ao centro, já pensando em comemorar o tetra campeonato mundial de Futebol em 1974 e Fabio o manteve assim.
Muito original esse é um dos poucos Puma dessa época sobrevivente exatamente como saiu de fabrica.


Outra grande resgaste histórico foi a aquisição e restauração do Fúria GT 1971, projeto de Toni Bianco para a fabrica que fazia o protótipo Fúria de corrida. Utilizando mecânica Alfa Romeo do FNM 2150 era para ser fabricado em série, que por razões econômicas não chegou a ser produzido.
Quando esse carro foi encontrado estava em estado lastimável, mas foi reconhecido e teve a sorte merecida, de completar a bela coleção. A sorte não foi somente do carro, mas de todos nós, que hoje podemos vê-lo em exposições e para àqueles mais velhos, rever o automóvel que chegou a ser pauta de revista. Além disso, nossa sorte foi estar com o Fabio, que gostava de ver seus carros andando e não como alguns colecionadores que não mostram suas preciosidades.





Um dos mais importantes esportivos nacionais é o Brasinca 4200 GT que foi lançado em 1964, projetado por Rigoberto Soler, professor da FEI. Aqaui vale o comentário do meu amigo e colecionador de Brasinca Sergio Campos: "No Salão do Automóvel de 1966, a STV - Sociedade Técnica de Veículos de Rigoberto, que havia adquirido junto a Brasinca o direito de montar e comercializar as unidades restantes dos Brasinca 4200 GT, já rebatizados de Uirapuru - nome original do projeto de Rigoberto Soler e equipe -  colocou em exposição um Uirapuru berlineta e um dos dois conversíveis fabricados. Do total de 76 unidades de Brasinca e Uirapuru fabricados, poucos restaram, mas os dois conversíveis ainda existem. Um deles pertenceu a um dono de uma frota de táxis, que pediu para que fosse instalado uma mini televisão no console central e... Ar condicionado!"
Com o relato acima, notamos a raridade desse Uirapuru conversível na coleção.
O SM azul conversível que se vê ao fundo é outro raro representante na coleção.
Recentemente adquirido, esse Lorena 1971 foi o último carro fabricado pela Tambatajá, que havia promovido algumas alterações no projeto de Léon Lorena, as mais preseptíveis foram as quatro lanternas traseiras ante as duas anteriores e quatro faróis na dianteira ao invés dos faróis quadrados. Eu contesto esses faróis de Puma, não acredito nessa modificação de fabrica.
As tomadas de ar na coluna foi outra alteração da Tambatajá.
O Fabio não poderia deixar de ter em sua coleção, os legítimos representantes do desenho nacional em grande montadora e o VW SP2 é um deles. Ano 1973, esse SP2 é impecável, nada o desabona em sua originalidade.




O outro representante é o VW Karmann Ghia TC igualmente original.
Esse automóvel, o EMME Lotus 422 T foi uma tentativa de um grupo brasileiro na fabricação de automóvel  de luxo nos anos 90. Com carroceria de fibra de vidro, motor Lotus importado e poucas unidades fabricadas, tinha o desenho dos detalhes pouco convencionais, mas sua base lembrava a de um Chevrolet Omega da época. Não sei ao certo se esse carro pertencia ao Fabio, estava no espaço dele da exposição, não deu tempo de perguntar se havia adquirido.
Aqui uma imagem do importante acervo de Fabio Steinbruch.
Além de antigomobilista, o Fabio era piloto de corrida, participando desde a juventude de corridas de automóveis. De rallyes de clássicos a corrida de protótipos, Fabio estava presente e sempre entre as melhores posições. Na Top Series, que resgatou os protótipos dos anos 90, Fabio participava com o Aldee Spider #88.
Na Classic estreou com o Dogde 1800 #86 que virara muito bem.
Nos importantes rallyes de clássicos, sempre participou com um de seus carros. 
Para uma pessoa ser completa não poderia faltar com a história e nisso o Fabio fez muito bem, escrevendo diversos e bons livros sobre automóveis.




Por isso tudo, Fabio Steinbruch merece essa homenagem, representou muito bem nossa história e principalmente elevou nosso nível de conhecimento sobre automóveis. Já está deixando saudades.
Uma coisa que poucos sabem, mas que conto agora, ele tinha começado a resgatar a história do buggy no Brasil, começando a incluir em seu acervo esse tipo de veículo. Defensor do antigomobilismo e da placa preta, travamos uma pequena batalha para homologação à placa preta de um Bugre de sua coleção. Como esse tipo de veículo era na maioria das vezes vendido em kits ou o proprietário escolhia seus equipamentos, não havendo um padrão para nossa orientação, sempre fui contrário a se dar placa preta para buggy. Já o Fabio não pensava assim, queria ir mais longe e realizar esse feito. Depois de gentilíssimos contatos, por ele era um gentleman, concordamos que haveria necessidade de promovermos uma reunião com importantes pessoas ligadas ao assunto, para determinarmos uma regra específica para a certificação de originalidade dos modelos buggys. Isso estava marcado para 2013. Mesmo sem ele para nós auxiliar, continuarei sua luta para resgatar a história do buggy e fazer dele um item colecionável.
Meus sentimentos à família.