Mostrando postagens com marcador AM4. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador AM4. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Defletor de ar - Puma AM3 e AM4

Por Leonardo Flach
Antes de eu comprar meu Puma AM-4, estive verificando, como de costume com os pumas que tive, alguma literatura para ver o que os especialistas da época falavam dele.Foi assim com Puma GT 1500, 1969 na revista Fatos e Fotos de 1969 e agora com AM-4, quando verifiquei uma reportagem na revista Oficina Mecânica quando questionaram o sistema de arrefecimento do carro, na ocasião o AM-3.Segundo relatos, o carro aquece demais considerando que o motor AP 600 se localiza atrás do carro,  e o radiador também.Originalmente o AM-3 saiu com (radiador do Santana) apenas uma ventoinha de ventilação, a mesma utilizada pelos GM/Diplomata, inclusive com a mesma base/suporte metálico. Já o AM-4 passou a ter duas ventoinhas destas, o que melhorou significativamente o arrefecimento. Consultei alguns proprietários também antes de adquirir o meu e todos me falaram que o carro aquece, contudo todos fizeram algumas alterações das quais fiz no meu também, que foi a troca do alternador de 46 amp para um de 90 amp e a diminuição do limite da temperatura da "batatinha", de 90° para 82°. Ajudou, contudo a uma velocidade elevada tive problemas.A temperatura se mantinha normal até os 100 km/h, mas passando disso, ela subia para quase 100° no marcador, o que me obrigava a diminuir a velocidade.Isso me incomodou. Ao conversar com um amigo meu de Brasília-DF, que montou um Fusca com motor AP, ele me explicou do vácuo gerado em velocidade altas dentro do compartimento do motor e da forma que ele utilizou para tentar amenizar esta situação: providenciou defletores que direcionam o ar, captado em alta velocidade, para cima do radiador.Verifiquei "in loco" e ficou muito bom. Naquele momento imaginei que pudesse fazer isso no meu carro também. Ao fazer um estudo minucioso na área onde seria o ideal para eu fixar um defletor no meu carro constatei que havia furos de arrebites dos quais poderiam ser de um defletor já existente.
 Meses depois, no encontro de Puma em Jundiaí, fotografei os carros dos meus amigos Aimoré e Homero, ambos AM-4 e verifiquei que a peça realmente existiu, como pode ser visto nas duas fotos abaixo.

 Com as fotos embaixo do braço, fui a uma empresa que dobra metais, fiz um modelo com papelão e fabricamos o defletor do meu carro.Fiz a peça maior, mais comprida no intuído de colher o ar antes do suporte do calço do motor. Deu certo. Resolvi o problema, não imaginei que a peça se comportaria com tamanha eficácia. 



 O marcador de temperatura do meu carro é bastante sensível, possibilitando verificar com exatidão o momento em que a temperatura começa a baixar. Agora, acima dos 100 km a temperatura se mantém normal, inclusive mantendo o funcionamento das ventoinhas mais aliviado com momentos mais longos de alternância entre acionamento e desligamento automático das mesmas.

Por vezes somos taxados de detalhistas ao máximo, contudo, peças deste tipo, que às vezes nem visualizamos fazem total diferença na manutenção e eficácia da máquina. Abraços a todos. 
Léo Gaúcho

terça-feira, 28 de maio de 2013

AM4 Conversível - Todos os detalhes Parte 2

Na segunda parte do AM4 Conversível do Sr. Flávio de Brasília-DF, com fotos de Leonardo Flach. 
Começamos pela sua bonita cor dando-lhe graça e sofisticação. A cor chama-se Dourado Laredo Metálico, linha Ford 1991.
 O detalhe do spolier dianteiro, característico dos modelos P-018, com suas lanternas dianteiras do extinto VW Brasília nos para-choques de borracha.
 Nos faróis, os blocos óticos de lente plana, oriundos do VW Fusca.
 Internamente o luxo, para época, justificava o alto preço do modelo.
 O detalhe das caixas de som não originais.
O volante Panther com o logotipo na haste central, não era um modelo exclusivo Puma. O AM4 continha todos os instrumentos necessários, ar condicionado, vidros elétricos, etc., tudo que hoje em dia é muito normal.
 O detalhe do botão dos espelhos (Gol GTI 1991-1994)...
 ... E do puxador de porta com o botão do vidro elétrico integrado.
 Os bancos eram os melhores existentes no Brasil, os famosos Recaro.
 Detalhe da ferragem da capota e as travas.
No acabamento das portas o capricho não era esquecido... 
 ...Assim como nos cintos de segurança de três pontos. Aliás foi a melhor fase da Alfa Metais em seus produtos, infelizmente quase no fim da produção.

 Os botões de acionamento dos faróis e lanternas.
 Nesse detalhe vemos que na parte superior do para-brisa, a Alfa Metais abandonou a forração de vinil utilizada pela Puma, sendo apenas pintado o quadro.
Os espelhos retrovisores externos eram os mesmo da linha Chevrolet Opala, com sistema elétrico.
 Exclusivamente no AM4 conversível, o espelho externo deixou de ser do Monza como no AM2, para ser adotado esse equipamento elétrico.
 O porta-malas igual da maioria dos Puma, só cabe o tanque de combustível e estepe. Daqueles com motorização a VW, o único com um bom porta-malas foi o P-018 e os primeiros AM1, pois o tanque ficava atrás do motorista e na frente do motor, sobrando um espaço bem razoável.
 Até que enfim chegou o motor que a moçada gosta. Motor de alto giro, leve para os padrões da época, potente e silencioso.

O enorme radiador com dois ventiladores, vindos dos Passat Iraque, àqueles exportados pela VW.
 E o fatídico aerofólio traseiro, tipo ame-o ou odeie. Vocês perceberam minha opinião, mesmo porque não serve para nada, pura cosmética, como muitos lançados em automóveis até hoje. Claro que esse equipamento funciona, desde que bem projetado, somado com outras modificações mecânicas e apenas para altas velocidades. No caso do Puma, na hora que esse aerofólio começar a fazer efeito no final de uma reta, o carro já entortou na curva.

 As grades ligando as duas lanternas de Monza Classic é uma solução esteticamente bem resolvida, mas tecnicamente nada funcionais. O ar quente no compartimento do motor deve ser expulso e as grades criam uma barreira, prejudicando a refrigeração, podendo ocasionar super aquecimento. Muitos falam que não tem problemas de refrigeração com elas instaladas, mas é só alguma coisinha não funcionar direito dentro de toda linha de refrigeração, para dar defeito. Se fossem grades vazadas, tipo tela, como certos bólidos italianos, não afetaria em nenhuma circunstância.
 E o escape de ponteira dupla, um modismo daquele tempo, vindo do Gol GTI/GTS, lembra meu amigo Leandro Pascholatti, salientando ser muito difícil de encontrar o modelo original VW para comprar atualmente, que é muito diferente em qualidade do modelo oferecido pelo mercado paralelo.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

AM4 Conversível - Todos os detalhes Parte 1

Esse Puma AM4 já figurou por aqui em Foto de época AM4. Logo depois o meu amigo Leonardo Flach de Brasília-DF, mandou várias fotos do carro, que depois do Rio Grande do Sul foi vendido para o Sr. Flávio de Brasília.
O AM4 conversível foi produzido em entre 1992 e 1993 e apenas 15 ou 16 unidades. Ele tinha motor VW AP 1800, refrigeração a água, chassis de Brasília com um sub-chassis acoplado e suspensão dianteira independente com barras de torção longitudinais e barra estabilizadora. Suspensão traseira independente com semi-eixo oscilante e barra de torção transversal. Dimensões 4100 mm comprimento, 1165 mm de largura e 1273 mm de altura (coupê era 1200 mm). Altura do solo 152 mm e distância entre eixos 2.150 mm. Peso do conversível 925 Kg (905 Kg coupê). Os modelos AM3 e AM4 eram mais compridos que os modelos AM1 e AM2, devido ao motor a água.

 Realmente o AM4 está muito original e bem conservado.
 O emblema seguia o modelo adotado no Puma P-018.

 Na traseira, se diferenciava do AM2, pelas lanternas do Monza Classic, se igualando ao P-018 conversível. No AM2 era lanternas de Brasília, na minha opinião mais harmoniosas com as linhas do conversível.
 As tomadas de ar na lateral, lançadas no AM3, receberam um aplique na cor do carro nos modelos AM4.
 Internamente continuava o mesmo padrão Alfa Metais, bancos Recaro, muito luxo, agora sendo oferecido com o interior bege como opção.

A capota de lona tinha forração e bem acabada.
 Na lateral o emblema 1.8 significando motor mais potente que todos os outros modelos da série.
 Na traseira, o acabamento em peça móvel, para mexer no facão.
 Esteticamente o AM4 conversível deixava a desejar de capota levantada, criando um volume muito alto para o desenho do carro.
 As rodas desenhadas e fabricadas pela Binno/Rodão tinham copinho exclusivo Puma.
E neste copinho acontece aquilo que mencionei nas rodas do GTE/GTS modelo Estrela, onde tinham a borda pintadas de preto, para evitar o reflexo e mudar a imagem do copinho.
 A Alfa Metais abandonou as maçanetas de Alfa Romeo TI4, já não fabricadas e adotou as maçanetas do Opala/Diplomata, anda em linha.
 Esse aplique da tomada de ar eu não gostei, preferia apenas a tomada de ar do AM3, sem moldura.
Acompanhe a segunda parte a seguir.