quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Museu de Caçapava (2)

Por Dario Faria
Estas informações encontrei na Internet, não sei se são verídicas ou confiáveis. As fotos do motor do Tucker no Museu Eduardo Matarazzo são de meu amigo Odair Ferraz.
No final do texto diz ser o último fabricado, mas o número da carroceria do Tucker que está em Caçapava é 1035 ... Então não deve ser o último carro. A história abaixo é duvidosa, mas algum dia a verdade virá a tona... Um abraço, Dario Faria.
"Projetado pela fábrica Tucker, logo após a II Guerra Mundial, e foi um dos automóveis mais revolucionários da época, possuindo itens de segurança tais como cintos de segurança, carroceria deformável em caso de colisão, que foram adotados somente no final do século XX. Além disto, possuía um farol no centro da parte dianteira que virava de acordo com o volante (item adotado nos anos 70 por alguns veículos da linha Citroën), e um motor traseiro de helicóptero.
Preston Tucker, o proprietário da fábrica, após a falência de sua fábrica, tentou uma ultima tentativa, atraído pela noticia de que o Brasil estaria interessado em implantar uma indústria automobilística, veio para cá e abriu um escritório no Rio de Janeiro. Trouxe um projeto de um veículo nacional chamado “Carioca”. Conta-se que ele teria tentado várias vezes agendar uma audiência com o então Presidente Juscelino Kubitcheck, porém este informado pelos assessores do histórico mal sucedido do industrial, não chegou a atendê-lo.
Preston Tucker quando veio para o Brasil trouxe um dos Torpedo para demonstração, mas acometido por um câncer no pulmão, veio a falecer em 1956. Existem relatos de que o “Torpedo” foi rifado na Praça da Sé em São Paulo , e por muitos anos foi visto estacionado na Rua Piratininga no bairro do Brás, na época um reduto de lojas de autopeças e desmanches.
Após a morte de Preston Tucker este “Torpedo” teve os seguintes proprietários: Agop Toulekian, Orlando Bombarda e Eduardo Matarazzo.
Por alguma razão Eduardo Matarazzo vendeu esta preciosidade ao colecionador Roberto Lee, entretanto sem o motor que está preservado no museu.
Roberto Lee foi proprietário de um famoso museu de automóveis em Caçapava (SP), que com a sua morte (foi assassinado pela sua companheira Elza Lionneti do Amaral) ficou em estado de abandono. O Tucker Torpedo por incrível que pareça ainda permanece neste museu, e acredita-se que seja o último fabricado (de uma série de 51 automóveis)."

9 comentários:

Mário Szpoganicz de disse...

Felipe, algum tempo atrás eu estive no museu de Bebedouro e vi o motor do Tucker - tenho fotos. Volta e meia ele é ligado para demonstrações aos grupos visitantes. A "lenda" que ouvi lá é que o Eduardo e o Roberto tinham um acordo para que o carro completo fosse somente de um dos dois qdo, mediante acordo, um comprasse a parte do outro, pois não queriam que o carro caisse em mãos estranhas...
abrç
Mário QMário?

F250GTO disse...

O Roberto Lee era cunhado do Eduardo Matarazzo.
O motor que está no Museu de Bebedouro (Matarazzo) pertence ao Tucker que está em Caçapava.
No ultimo dia 10 de janeiro, foi finalmente assinado o acordo que transfere para a cidade de Caçapava o acervo (o que sobrou dele) que se encontra abandonado e se decompondo nos galpões da Familia Lee.
A prefeitura promete restaurar os carros.
Espero que essa novela finalmente tenha um final feliz.
O "nosso" Tucker tem o chassis 1035, portanto não é o ultimo fabricado.
Este seria o 1050 pertencente ao Dicks Classic Garage - San Marco - Texas.
Existe ainda o chassis 1051 que não é considerado original, pois foi comprado incompleto após o fechamento da fabrica e terminado somente nos anos 80.
Romeu.

Luby disse...

Vale a pena ver o filme..

Fernando Portilho disse...

Deve haver alguma boa razão para o motor estar fora do carro.
Se houver um pouco de bom senso, certamente com a reativação do Museu de Caçapava, este motor deverá voltar para o lugar de onde nunca deveria ter saido.
Fernando Portilho

Felipe Nicoliello disse...

Pelas histórias que eu li, principalmente sobre os dois Eduardo Matarazzo e Roberto Lee, que tinham o mesmo gosto pelo antigomobilismo, acredito que quando eles se desentenderam tiveram que separar seus pertences e muito provavelmente o Tucker era dos dois e assim resolveram na separação: um fica com o carro e o outro com o motor, porque nenhum dos dois queria ceder a venda da sua parte no bem. Eu acho que foi isso, não tenho certeza. Muitos pensam que esse motor foi roubado do museu, isso não é verdade. Houve sim muitos roubos de peças com o museu fechado, mas o motor foi negocio dos dois.

Anônimo disse...

Brigas a parte, dá p/ver uma preocupação quase aeronáutica:

- "...muito alumínio em geral!"

(Ronaldo)

Fernando Portilho disse...

Ronaldo, a preocupação me parece plenamente justificável, segundo consta este motor era fabricado para uso em helicópteros.

Dario Faria disse...

Olá Felipe.
Estou ajudando a um grande amigo a fazer um "Dossiê" do Tucker no Brasil e se algum de nossos frequentadores deste blog puder nos ajudar no intuito de identificar o numero deste motor, que segundo informações se localiza na parte superior do bloco, próximo ao distribuidor, seria de grande ajuda...
Dario Faria

Luiz Paracampo disse...

Eu era bem criança e lembro-me que em 1947 ou 1948 o Tucker torpedo ficou exposto na Praça Tiradentes no Rio de Janeiro. Este carro andou por aqui e existe inclusive na internet uma imagem deste carro parado defronte o Copacabana Palace. O fato é que o carro foi colocado a premio do sabonete Lifebuoy, desde que V. encontrasse a chave embutida em um sabonete, lembro-me inclusive do sabonete em cor terra-cota e do formato octogonal, numa caixinha de papelelão vermelho escuro com frisos dourados, você seria dono do carro. compramos um monte destes sabonetes e eu e meu primo Vicente cortávamos os sabonetes com ansiedade. Posso afirmar que este único Tucker veio ao brasil logo que foi lançado e esteve primeiramente no Rio de Janeiro.
Preston Tucker veio ao Brasil a convite do famoso governador de S.Paulo Adhemar de Barros para instalar fábrica no Brasil daí o famoso modelo "Carioca" como complemento, o Dr. Adhemar foi colega do meu pai de faculdade e eram conhecidos... Quando no Rio de Janeiro, visitava minha prima Bibi..