sexta-feira, 29 de julho de 2011

Puma Hot - GTE AP 1.8

Vejam o minusioso trabalho que o Renato Sá está fazendo em seu GTE Hot em Franca-SP. Ele promete que está guardando todas as peças originais. As fotos de todo o processo estão aqui.

Puma+Arts

Esse belo trabalho é do meu amigo Paulo Fiote, que está disponibilizando gravuras de suas melhores pinturas em tamanho 42 x 29,7 cm. Ele tem outros temas, diversos carros de corrida, como alguns da F1, Daytona e campeonato brasileiro, além de alguns automóveis clássicos, incluindo seu próprio Puma GTS 1978. Não custam caro, entrem em contato com ele: twocatsmodelos@gmail.com

Dia A Dia

Hoje o meu amigo Ernani Ferreira fez esse clique de um GTS 1976 ou 77 perto da casa dele. Como se vê, atualmente está mais fácil ver Puma nas ruas que em sua própria época. São as crianças brincando com seus carrinhos...

Fora de área - Drift

A Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, conhecida como a mais vertiginosa das estradas nacionais, recebeu a visita ilustre de Rhys Millen, campeão de rallye, campeão mundial de drift, dublê de filmes de ação como Velozes e Furiosos e único no mundo a ter realizado um back-flip (acrobacia) de pick-up. O cara veio ao Brasil num evento patrocinado pela Red Bull, trazendo na bagagem seu Hyundai Genesis de míseros 750 HPs para estabelecer um recorde de maior tempo em drift ao longo de dois pontos e também o menor tempo para percorrer as 156 curvas da estrada. É, Rhys brincou e marcou 7 minutos 17 segundos para subir onde normalmente de carro se leva 30 a 35 minutos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Luz de Cortesia Puma GT / GTE / GTI

A luz de cortesia interna dos Puma GT, GTE e GTI eram colocadas um pouco acima do espelho retrovisor interno. O modelo adotado pela Puma era o mesmo da linha VW, com três posições: desligado; luz acesa; luz acesa somente quando as portas estão abertas. Para saber qual o modelo correto para seu Puma tome como base o Fusca, seguindo o mesmo modelo usado pelo Fusca do mesmo ano. No caso da fotografia, o modelo é para Puma GTE de 1971 a 1975. Antes o modelo era igual, porém com o botão arredondado. Posteriormente, veio o mesmo modelo sem a borda cromada. Mas quando deixou de ter a borda cromada... tô cansando, pesquisem vocês. rsrsrs
Aí vão me perguntar: e no GTS? Calma, depois faço a publicação.

Dia após Dia

O meu amigo Russel do site Carros Inúteis sempre publica carros abandonados ou destruídos e outro dia na Categoria Puma, ele publicou as fotos que recebeu. No e-mail tinha o seguinte texto:
"Olá Russel
Segue fotos de uma Puma, que estava literalmente jogada no lixo. Tirei essas fotos sábado passado. Pelo que fiquei sabendo, ela foi adquirida recentemente por um felizardo (ou azarado, rs) que em breve irá retirá-la do local. Ficou ali jogada por mais de um ano. Ela estava em Gaspar, Santa Catarina. Saudações. Rafael Barouki"
Mania de chamarem o automóvel Puma de "a Puma". "A Puma era a fabrica, que fazia o Puma (automóvel). Até nisso nossa fera é parecida com a Ferrari, sim porque os italianos chamam o esportivo Ferrari no feminino, em alusão a Bela, a Máquina. E só é permitida essa regra para os automóveis Ferrari... Passione bella.

Dia A Dia

O meu amigo Paoluccio andando com seu conservadíssimo GTE 1972 laranja, andando pela Avenida Tancredo Neves, derepente entra na sua frente um GTS. Não perdeu a oportunidade de fazer um clique.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Quebra-cabeça (26)

Como o último Quebra-cabeça estava muito difícil, hoje vou dar uma moleza para vocês:
QUE PEÇA É ESSA E QUAL A SUA FUNÇÃO? Vale o chaveiro Puma da Automodelli para a primeira resposta inteiramente correta.

Anuncio (107) Truffi Lavador de para-brisa

O anuncio publicado em janeiro de 1977 mostra o equipamento vendido pela Truffi, tradicional fabricante de antenas automotivas. A moto-bomba para o lavador de para-brisa, já era item de série nos Puma desde 1973 utilizando o mesmo botão de acionamento. O motor era menor por ser acoplado no reservatório. Para vocês verem como o Puma era luxuoso, poucos automóveis nacionais tinham esse conforto, tanto que resolveram fabricar para instalação em qualquer veículo. Eles enaltecem as vantagens do sistema, coisa que hoje me dia, nem pensamos na possibilidade de um veículo não ter esse sistema elétrico. Quem observou o anuncio e me enviou foi o meu amigo Rai de Salvador-BA, que tem olhos de águia para detalhes de peças.

Fora de área - Desrespeito VW

O nosso amigo Comandante Heriberto me mandou as imagens de um Fusca transformado em camioneta, intitulando-o de Tentativa de Assassinato. O clique foi no interior da Paraíba.
Por esse interior do Brasil não é de esperar coisas similares, eles precisam de um veículo de transporte de carga e na maioria das vezes usam aquilo que tem na mão ou que aguente o batente da condição do local.
Tentativa de Assassinato comandante é isso aí abaixo. O cunhado do nosso amigo Marcos Gagliardi resolveu fazer um VW Rat Hot, mas o que conseguiu foi uma mistura de Baja, camioneta, Buggy, enfim, qualquer coisa menos um Rat.
E o Marcos comentou: "Meu pai estava dirigindo nesse dia. Eu nunca me atrevi a dirigi-lo, vai que um amigo vê... Atente para o detalhe da porta. kkk"

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Artigo (35) Puma GTB 1973

O artigo publicado em um jornal de 31 de outubro de 1973, enviado pelo André Lemes, afirma a partida do Puma GTB para o Salão de Bruxelas, dando diversos detalhes sobre o Puma. Isso comprova que não existiu nenhum Puma GTB fabricado em 1973, como alguns dizem. Esse Puma era uma evolução do GTO apresentado no Salão do Automóvel de 1972, como a própria matéria menciona. Até chegar na linha de produção, algum tempo se passou.
A fotografia abaixo mostra o GTB no Salão de Bruxelas ao lado de novo GTE. Novo porque era a nova carroceria do 1973.

Desrespeito

Parece que está virando moda em Salvador-BA:
"Felipe, Sempre acompanho seu blog, pois tive Puma durante muitos anos, hoje o SM Conversível prata 1986. Lendo a matéria "Desrespeito" lembrei de um Puma Tubarão que também está em uma loja de games no Shopping Salvador. É provável que as lojas sejam do mesmo dono...
Abraços, Pablo Amoedo"

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Lanterna do pisca dianteiro a partir de 1973

Em 1972, atendendo as normas européias de transito, que exigiam as lanternas dianteira a 40 centímetros do solo, a Puma retirou as lanternas que ficavam embaixo dos para-choques e passou para cima, utilizando as lanternas do Ford Corcel, simulando o tipo de lanterna utilizada pelo Ferrari Dino. Mas surgia um problema: e o mercado de reposição de peças no exterior? Afinal o Ford Corcel só existia no Brasil. Então para mandar ao exterior, a Puma colocou ao lado dos faróis uma lanterna de moto, com lente bicuda, facilmente encontrada em qualquer parte, já que a grande maioria das motocicletas tinham as lanternas parecidas. No Brasil os modelos GTE e GTE Spider usavam lanterna de Corcel e para exportação lanterna de motocicleta.
A partir de 1973, com o lançamento da nova carroceria, o Puma passou a ostentar novas lanternas dianteiras, vindas da recém lançada CB 350. Eram mais modernas, com desenho mais harmonioso, que combinou perfeitamente com o desenho do Puma, coisa que não aconteceu com as lanternas de motocicletas no produto exportado, muito mesmo com as lanternas de Corcel.
A Puma não utilizou a lanterna completa, apenas a lente de acrílico, devido a ser uma peça importada, onerava os custos. Assim a Puma optou por desenvolver o soquete e fixação na própria fabrica. Essas lentes importadas foram utilizadas até 1975, sendo que em 1976 com o lançamento da Honda CG 125 brasileira, a lente se nacionalizou.
Muitos nem percebem e as vezes nem sabem que as lentes originais Puma eram Honda e de acrílico, porque existem atualmente no mercado de reposição muitas lentes fabricadas em plástico. Além disso existe outra diferença, ressalta pelo meu amigo Sylvio Fujioka:
"Percebi que a lente de pisca original da Moto Honda tem foco dirigido, concentrado para a lanterna.
O caso é que encontrei ontem a lente de pisca original da Moto Honda na banca do Sérgio (homônimo do Sérgio Ambrosi, curiosamente é no box ao lado dele), mas a peça não estava com a parte central boa. Aí a moça que atende nas vendas se aproximou e disse que semana passada um pessoal do Rio de Janeiro (sic...) apareceu lá e arrematou o lote. Buono... Cosa non nostra.
A cor típica dessa lente original é laranja, a reprodução que vendem, usualmente com o tempo vai ficando amarela. Percebi também que ao lixar com lixa 1200, o cheiro típico de acrílico vem, confirmando sua qualidade superior...
A lente acesa é mais bonita também.

Seguem as fotos para demonstrativo. Atenciosamente, Sylvio"

Muito boa a observação e ilustração do Sylvio a respeito do assunto qualidade da peça original, talvez ele seja melhor em Puma, do que em outro assunto que sempre discute comigo:
Cambiando argomento, a nova ortografia italiana não tem mais acento. Antigamente confundia-me o acento agudo, no italiano é o acento invertido, hoje as cousas estão un po piu facile...

Desrespeito

Vejam o que meu amigo David Max de Recife-PE me mandou:
"Felipe, Estava fotografando um aniversário infantil neste Domingo (17.07.2011), quando vi, fiquei atordoado com a cena: um PUMA CORTADO ao meio e pendurado na parede, como uma peça de decoração em um Shopping Center… Um absurdo…
Esse Puma se encontra no Game Station (é como se fosse um parque de diversão) do Shopping Center Recife, aqui na cidade de Recife. Uma falta de respeito com o PUMA…
Como sou fotógrafo profissional e tenho um PUMA GTE 1979 que estou reformando, não poderia deixar passar em branco. Um abraço. DAVID MAX"

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Puma+Arts

Borracha do Capô GT, GTE, GTE Spider, GTS, GTI, GTC

A borracha de vedação do capô dianteiro Puma é colocada na carroceria, somente encaixada no friso de fibra de vidro desde o primeiro Puma GT com motorização VW.
Nos modelos GTE, GTE Spider e GTS até 1976 1a. série, a fórmula continua a mesma, porém a borracha é mais espessa, sendo utilizada a mesma da linha VW (Brasília). Essas borrachas são vendidas na Atlas Acessórios.
Notem que no capô desse modelo NÃO vai nenhum tipo de borracha...
... Sendo encaixada no vinco ou friso de alumínio existente no compartimento do porta-malas, pois a borracha da linha VW tem uma parte metálica injetada que dá pressão para ficar fixa.
Muito cuidado na escolha da borracha, porque se for somente uma borracha em "u", ela não fará a vedação necessária, não fará as curvas direito, além de não ficarem fixas, mesmo que coladas, como mostra a imagem abaixo.
Nos modelos a partir de 1976 2a. série (GTE, GTS, GTI, GTC), a borracha passa a ser outra, macia de perfil quadrado, sem metal e colada no capô dianteiro. Na carroceria em torno do compartimento do porta-malas NÃO vai nada de vedação, como mostra a foto abaixo.
Detalhe importante a ser seguido quando da restauração de um Puma, isolar a faixa onde será colada a borracha antes de qualquer tipo de aplicação de acabamento, para uma perfeita fixação.
A borracha é a mesma utilizada nas portas laterais da Kombi antiga (portas de abrir), detalhes vistos na imagem abaixo com as respectivas medidas. A parte que deve ser colada na fibra do capô é o lado maior.
Para o capô traseiro já falamos aqui sobre o acabamento que segura a borracha dos modelos até 1976 1a. série, e nessa publicação vemos a fina borracha em "u" que contorna o capô traseiro de todos os modelos "tubarão" ou conversível até o ano citado. Nos modelos posteriores a 1976 2a. série não utiliza nenhum tipo de borracha no capô ou compartimento do motor, como pode ser visto na matéria Soleiras do motor.

Dia do Amigo (2)

Está certo, amigo mora do lado esquerdo do peito, mas não vamos exagerar!!!
Esses meus amigos Sergio Tempo e Leandro Guilherme adoram fazer palhaçadas em frente as câmeras...

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do Amigo

Os veículos Puma são os pontos de semeadura que permitem o contato, depois vem a amizade, real e sincera, formando nossa família.
FELIZ DIA DO AMIGO A TODOS MEUS AMIGOS.
Na imagem é possível colocar todos os veículos Puma fabricados, mas jamais todos meus amigos.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Reportagens - Puma Funny Car

A matéria sobre Dragsters e Funny Cars, publicada na revista Quatro Rodas Junho de 1986 traz um depoimento do saudoso Expedito Marazzi, depois de testar o Puma GTB S2 de Arrancada do piloto Dimas de Melo Pimenta.

Anuncio (106) Toot Veículos Especiais

No anuncio veiculado em outubro de 1986, o Puma ocupa o lugar de destaque, mesmo tendo sido paralisada sua produção dois anos antes.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fora de área - Malzoni GTM e WMV

Devido a utilização do mesmo nome dos primeiros GT Malzoni de 1964, hoje vamos desmistificar o esportivo lançado em 1976. Esse carro foi projeto pelo Kiko Malzoni, filho de Rino Malzoni que projetou o GT Malzoni, Puma VW, GT 4R e GTB. Nesse projeto Kiko teve ajuda de Wladimir Martins e começou a ser fabricado em Cascadura, no Rio de Janeiro. Só que as vendas não foram as esperadas, assim a empresa de Marques Indústria e Comércio de Veículos de Matão-SP comprou o ferramental e direitos de fabricação. A história se confunde, porque Kiko mora no Rio de Janeiro e todos sabem que Rino tinha a fazenda Chimbó em Matão, portanto não sabemos se essa empresa era de Kiko, mesmo porque o nome continuou sendo Malzoni.
O esportivo tinha o conceito da maioria dos fora-de-séries brasileiros, utilizava plataforma VW com carroceria de fibra de vidro. A fórmula para 1978 ainda era boa, mas acredito que o desenho desse Malzoni GTM não agradou. Com um estilo inspirado no Maserati Khamsin, Kiko não conseguiu o mesmo resultado do italiano. Olhando de frente até que é simpático e moderno, idêntico ao Maserati, mas passando pela lateral, a história começava a mudar, linhas retas e agressivas terminavam em uma traseira tímida e desproporcional. Comparando com o projeto Puma P-09, a lateral era mais arredondada e suas linhas subiam para a traseira, dando um aspecto mais encorpado. Seu defeito seria, se tivesse sido lançado, o pouco comprimento para o desenho que se proponha, mas logo depois corrigido no projeto do Paulo Sérgio, com o aumento da distância entre eixos, como mostramos na publicação anterior.
Na reportagem da Quatro Rodas de Agosto de 1978 é aquilo que sempre ouvimos de esportivos derivados de VW, falta de potência e caro, mudando um pouco do discurso nos detalhes de carro para carro.
Em referência ao nome, como diz na matéria acima, era para se chamar Águia GTM, mas só ficou na vontade e continuou sendo conhecido como Malzoni. Quando a quantidade de Malzoni GTM fabricados, não se sabe ao certo, mas por volta de 30 unidades, a não ser que o Kiko nos informe o número exato. No Salão do Automóvel de 1978, a empresa apresenta o Malzoni GTM Conversível, que já estava nos planos iniciais. Esse modelo pouco conhecido, também não teve grande sucesso, sendo fabricado de três a quatro unidades, também um número especulativo, sem a informação precisa.
Abaixo o Malzoni GTM de Eduardo Afranio Junqueira.
No mesmo ano de 1978, o Wladimir Martins, que participou do projeto do Malzoni GTM, lançou seu modelo com o nome de WMV, fabricado pela Wladimir Martins Veículos em Cascadura, no Rio de Janeiro. Na verdade era um Malzoni com uma entrada de ar na coluna traseira (tubarão) e vigia traseiro integrada na tampa, além das lanternas traseiras de Maverick (no Malzoni eram lanternas feitas de chapa de acrílico). Outra diferença ficava por conta dos faróis, que quando na posição acionada, o bloco ótico do WMV era quadrado do Fiat 147 e no Malzoni faróis duplos redondos. Mais
claramente inspirado no Maserati Khamsin, inclusive nas tomadas de ar na coluna traseira, no restante externamente eram idênticos, com os mesmos acertos e erros de desenho.
Nenhum dos dois sofriam o corte na plataforma do VW Brasília, a distância entre eixos era os 2400 mm normais de qualquer VW a ar. Na reportagem da Quatro Rodas de maio de 1978 pegaram um pouco mais leve, mas o título já diz tudo.Tanto o Malzoni GTM como o WMV não tiveram sua produção continuada, sendo interrompida no final da década. Em 1983 a WMV foi vendida para a Polystilo, que modificou o modelo anterior, mudou de nome para WM II e passou a fabricá-lo no bairro de Madureira no Rio de Janeiro e começou a publicidade nas revistas do setor.
Na frente, o desenho permaneceu quase inalterado, a lateral ficou mais arredondada como no Projeto Puma P-09 e a traseira cresceu. Está certo que o estilo da dianteira foi claramente inspirado no Maserati Khamsin, mas as laterais são inspiradas no Alfa Romeo Montreal, como mostram as fotos abaixo da reportagem da revista Fusca & Cia, em um exemplar todo original, com apenas as rodas alteradas (mais modernas).
Discutível essa tomada de ar e o vidro lateral, mas convenhamos que o carro ganhou um aspecto mais harmônico e proporcional.