quarta-feira, 25 de março de 2015

Puma História Completa

Enfim, depois de muitos pedidos de amigos e leitores, a partir desta semana (final de março de 2015), já estará nas bancas o primeiro volume da edição de colecionador do Guia Histórico "Puma História Completa" da Editora On Line, onde poderão encontrar além da história da grandiosa fabrica brasileira de automóveis, todos os detalhes de cada modelo ano após ano.
Não é o ambicioso livro que eu gostaria de escrever, mas uma grande parte de meu trabalho nos últimos onze anos de Internet e quarenta e sete de paixão por Puma.
O foco principal desta edição está nos automóveis Puma com motores Volkswagen, pois a produção é da revista Fusca & Cia, que trata apenas de VW. Como a história ficou um pouco extensa - e eu já sabia - a editora foi obrigada - não tem como simplificar -  a fazer em dois volumes. Este primeiro volume trata dos modelos até 1976 1a. série. No mês que vem virá o segundo volume.
Agora vocês sabem porque a lentidão no Puma Classic nos últimos tempos, afinal eu estava trabalhando para vocês terem nas mãos, tudo aquilo que estavam acostumados em ver aqui. De uma forma sucinta, mas muito rica em detalhes,  ano após ano, citando a evolução dos modelos Puma e entre textos, algumas histórias pertinentes para essa evolução. A edição mostra algumas imagens inéditas e detalhes para uma perfeita consulta.
Ninguém mais poderá dizer que não entende muito de Puma!
A editora também venderá através loja virtual para locais onde a edição não chega nesse imenso Brasil ou para outros países.

terça-feira, 17 de março de 2015

Fora de área - New Smart For Two


 Desde seu lançamento, o Smart pouco mudou desde 1998. Em 2015 a mudança foi radical, mais refinado e com um desenho menos atraente, sua aparência cresceu, e em sua concepção, está mais próximos dos automóveis atuais. Isso se deve ao fato da necessidade de maior proteção contra colisões e conforto. Ele está 100 mm mais largo que o anterior, proporcionando um relativo conforto internamente, pelo menos não há mais a necessidade de estar intimamente ligado ao outro ocupante para se sentir confortável. O comprimento total continua o mesmo.

 Com cooperação da Renault, o Smart compartilha a mesma plataforma do Twingo da 3a. geração. O motor traseiro de 3 cilindros, de 1 litro aspirado com 70 cv ou 900 cc com turbo charged e 89 cv. A tração é traseira e cambio manual de 5 velocidades ou automático de dupla embreagem de 6 velocidades.

 O Smart tem muita vocação urbana, com suas dimensões reduzidas ele é fácil de estacionar e manobrar, muito prático nas atuais cidades de transito congestionado.
A ideia não é tão nova, em 1974 a Puma apresentou seu protótipo com o mesmo conceito, vocação urbana. Era o Mini-Puma, com dimensões reduzidas, motor 2 cilindros e muito econômico.

 O acabamento interno do Mini-Puma não era tão desejável, mas os tempos eram outros e a proposta da Puma era fabricar um carro urbano, econômico e barato. Quando se instala muitos "mimos" e equipamentos, o peso aumento e consequentemente o consumo também.
 Infelizmente o Mini-Puma não passou do protótipo e nunca foi fabricado em série.
Comparando as dimensões dos dois modelos, vemos que as ideias eram bem parecidas:

Comprimento total    Smart 2690 mm - Mini-Puma 2660 mm
Largura total             Smart 1610 mm - Mini-Puma 1480 mm
Altura total                Smart 1500 mm - Mini-Puma 1370 mm

Entre-eixos                Smart 1810 mm - Mini-Puma 1750 mm

quinta-feira, 12 de março de 2015

Puma pelo mundo - GTE 1970 Portugal

Estou aqui em Loures, cidade próxima a Lisboa, Portugal, para ver o Puma GTE 1970 do meu amigo Pedro Araújo. Esse Puma tem uma história interessante, seu antigo proprietário, português, utilizava o carro em Angola e quando voltou a Lisboa, trouxe o Puma junto. O carro ficou em uma garagem por 15 anos e nesta, quando chovia, enchia 50 cm de água. Depois do antigo proprietário ficar com idade avançada, ele deu o Puma para o Pedro, sabendo que iria tratá-lo muito bem.
Não dá para imaginar que o Puma tenha sofrido todos os intempéres ao longo desses anos todos, pois ainda está bem conservado e tem diversos detalhes originais, como o "bigode" intacto; frisos nos dois vidros; maçanetas e lanternas dianteiras de Fissore; etc. Aquilo que faltava está chegando do Brasil, como emblemas, bolhas dos faróis, capas dos para-choques. 
 Aproveitei a visita para ensinar o Pedro alguns truques, como tirar a massa que colocavam para tampar os degraus das bolhas dos faróis.
 As capas dos para-choques, chegaram junto comigo e em breve serão ajustadas, cromadas e após a pintura, instaladas.
 Este é um dos dois Puma "tubarão" existente em Portugal. O outro, modelo mais novo, GTE 1973, também vermelho. Por isso a felicidade do Pedro (E) é muito grande. Ele me confidenciou que todos que olham o Puma, acham um carro muito bonito.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Eventos - Bremen Classic Motorshow 2015

Realizado em 8 de fevereiro de 2015, na cidade do norte da Alemanha, o evento contou com muitas raridades e automóveis que a maioria dos pumeiros gostam.
Veja as imagens no Classiccult, onde entre tantas, aparece, na área de venda e em segundo plano, um Puma GTE 1972 prata com a placa "verkauft", que significa em alemão: VENDIDO.
A dica foi do meu amigo Maurício Zordam, que cita a presença de um VW SP2 escondido atrás desse jipe VW 181 (foto abaixo). Olhar atento e observador.
São os brasileiros alegrando os alemães. Agora se vocês verem as fotos da feira de peças é de deixar qualquer "enferrujado" alucinado.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Eventos - Clássicos Brasil 2015 (3) Premiados

Entre diversas categorias da premiação no 1° Clássicos Brasil, a que chamou mais atenção foi o Prêmio Fabio Steinbruch, em homenagem ao colecionador de automóveis brasileiros falecido há dois anos. Cinco veículos foram premiados, dos quais dois Puma!
O Puma GT (DKW) de Ricardo Prado, na família desde zero km;
O Puma GT (VW) 1968 de Sylvio Fujioka, colecionador e colaborador do Puma Classic;
O Willys Interlagos 1966 de José Adolfo Bastos;

 O Maverick GT 1977 de José Roberto Vaz;
 E o Dodge Carger R/T 1971 de Pedro Ramiro Horn.


As outras categorias:
1-  Categoria JK: Veículos fabricados até 1960 – Esta categoria retrata a infância da nossa indústria automobilística, com os primeiros modelos fabricados por aqui, ainda com algumas (ou muitas) peças importadas e similares aos modelos de origem das matrizes das fábricas.

 
Romi Isetta 1956 de André Beldi




DKW Universal 1956 de Flávio Gomes











Kombi Standard 1960 de Walter Beringhs







Monarca 1954 Porsche de Alexandre Atie Murad

2- Categoria Tropicalismo: Veículos entre 1961 e 1966 - Com o desenvolvimento da nossa indústria, os veículos passaram a ter alto índice de nacionalização (mais de 90%) e isso incrementou a nossa indústria de autopeças. Projetos, alterações e modelos brasileiros, exclusivos surgiram. Consolidando nosso parque industrial. 
Esporte Brasília 1961 de Sergio Campos

DKW Belcar 1963 de Stevens Beringhs

Fusca 1965 Pé de boi de Paulo José Meyer Ferreira

Willys Teimoso 1966 de Paulo José Meyer Ferreira


3-Categoria Milagre Brasileiro: Veículos entre 1967 e 1973 – Nesta fase aconteceu um grande desenvolvimento, devido a diversos investimentos das fábricas, fortalecendo ainda mais nossa indústria. Isso durou até a crise mundial do petróleo, no ano de 1973.

Willys Itamaraty Executivo 1967 de João Siciliano





Opala 3800 Luxo de Reynaldo Scalco

Shark 1970 de Sergio Trivelatto. Filho do fundador da fabrica, este foi o primeiro modelo que recebeu algumas alterações de seu fabricante, como: vidro lateral traseiro e posterior tomada de ar; teto solar; tomadas de ar dianteiras maiores; maçaneta de botão; sem acrílico nos faróis; lanternas dianteiras de Brasília; e as rodas, um modelo que era muito utilizado nos Dodge, mas que infelizmente não são possíveis de usar devido a fadiga do material. 

 Abaixo o comparativo com o modelo de carroceria que era vendido pela Trivelatto.


LTD Landau 1973 de André Belti

Galaxie 500 1971 de Fernando Ceolin

Karmann Ghia 1971 de Walter Beringhs

Ford Corcel GT 1971 de Sergio Vaz

FNM 2150 1972 de Wanderlei Natali
VW Variant 1972 de José Mateus Lopes





 4- Categoria Geração Disco: Veículos entre 1974 e 1982 - Dois fatores importantes marcaram esta época, o lançamento de uma nova geração de carros médios, menores e mais econômicos, uma forma encontrada para sobreviverem a crise do petróleo e o fechamento do mercado para importações de automóveis a partir de 1975. Isso mudou todo o cenário de produtos e do mercado Brasileiro nessa década.

Dodge Charger R/T 1972 de Reinaldo Silveira

Dodge Dart Sedan 1977 de Fabio Batistini

Envemo Super 90 1981 de Fernando Hormain

Ford F-75 1973 de Alemão

Chevette Chevrolet 1974 de Carlos Locatelli

VW Brasília 1976 de Alexandre Artea

Maverick Coupê V8 1974 de Gregory Vaz

Maverick Sedan V8 1974 de André Vaz









5 - Categoria Nova República: Veículos entre 1983 e 1992 – As grandes fábricas se globalizaram e surge o conceito do "Carro Mundial", fabricado em diversos países e com componentes vindos de diversas fabricas, fornecedores e filiais de diversos países. Isso até a abertura das importações pelo governo no inicio da década de 1990(lembrando que para efeito de premiação são considerados veículos com mais de 30 anos de fabricação)

Escort L 1985 de Erwin Moretti
No evento foi criada uma Categoria Especial, sendo premiados:

O Puma GTE Espartano 1973 de Heinzjürgen Halle, que eu nem sabia que estava lá... Chegou depois.


 Também outros modelos especiais:
Ford Galaxie Ambulância 1969 de Clássicos Caslini
Fusca Divisão 3 de Oswaldo Guilherme Decanini
Ônibus Carbrasa GM 1962 do Colégio Dante Alighieri
Dodge 1800 SE 1975 do acervo de Fabio Steinbruch
O Fiat 147 do acervo da Fiat também recebeu a premiação, mas infelizmente não tenho a imagem.

Imagens: Sylvio Fujioka, Felipe Nicoliello, www.carz.com.br.