segunda-feira, 20 de maio de 2013

Puma Al Fassi (2)

O meu amigo Flávio Gomes me perguntou sobre a reportagem na Gazeta do Povo de Curitiba-PR, sob o título Mito do boxe foi quase anonimo em Curitiba nos anos 80.
Somente as pessoas ligadas à História Puma sabem desse episódio, pouco divulgado e nunca contado em detalhes. Essa reportagem fala mais sobre o assunto, com detalhes da negociação da exportação de Puma P-018 para a Arábia Saudita, intermediada pelo ex-lutador de boxe Muhammad Ali, explicadas por Rubens Maluf, o comprador da fabrica Puma em São Paulo.
Realmente houve essa negociação, tanto que a intenção de Rubens Maluf com a compra da Puma foi visando as exportações. Não se sabe oficialmente as razões de não ter sido fechado o contrato e nem Maluf fala nessa matéria. Dizem que Muhammad e sua pequena comitiva, analisaram as instalações, bem como a fabricação do carro e não se sentiram seguros para assinarem o contrato.
Esse contrato visava a exportação de 1.440 unidades do Puma para o exterior, uma quantia que garantiria a evolução da Araucária S.A.
Um dos modelos a ser exportado seria esse conversível, que nada mais era que o P-018 Conversível com outro nome e singelas alterações. Segundo Maluf, seria instalada a mecânica Porsche nos E.U.A., um atrativo excelente para o Puma, pois carroceria com um belo desenho, o P-018 já tinha.
Veja mais sobre o modelo Al Fassi aqui.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

GTI 1980/81 Exportado e Repatriado

No final de 1980 a Puma exportou mais ou ,menos 150 veículos em um lote para o Estados Unidos da América, com o mesmo padrão das exportações anteriores. Para a Puma era um grande feito vender de uma única vez 150 carros, afinal aqui no Brasil a crise se estendia, como muitas outras que nós tivemos. O ano de 1980 foi tão ruim, que o Salão do Automóvel que deveria ser em novembro de 1980 foi cancelado, só retornando em 1981, mesmo com a crise no setor.
O navio partiu com muitos Puma, a imagem deve ter sido linda. Depois de muitos dias, chegando lá, não deixando desembarcar, porque o Puma não atendia a nova legislação de trânsito vigente. Houve uma grande mudança nos States, exigindo muito mais itens de segurança e de controle de poluição. Para quem estava no caminho, não tinha como mudar. Resultado: todos os veículos voltaram ao Brasil e para voltar a exportar para os States, a Puma encaminhava os carros montados, pintados, com todo interior pronto, faltando apenas a mecânica, assim entraria como Kit Car, utilizando documentos de outro veículo VW usado, assim ficaria isento das obrigações legislativas. 
Repatriadas a unidades, a Puma colocou esses modelos à venda no mercado interno. Eram GTI e GTC no lote. 
A cerca de um mês, o leitor Leandro Franklin da Silva me escreveu perguntando sobre uma possível compra de um Puma GTI e me mandou as fotos e elas estão abaixo. 
Analisando as fotografias pude perceber que se tratava de um Puma em péssimo estado.
  Normal como a maioria à venda. Correto nas rodas, maçanetas, lanternas traseiras e emblemas.Teto solar não é original Puma, deve ter sido colocado depois.
 Motor já bem "fusado", também um item que sofre bastante alteração.
 As latas do motor haviam sido pintadas de prata, quando deveria ser em preto...
 ... Além de ter remendo com rebites na caixa de ventilação e acionador do acelerador ter sido substituído por outro de VW Brasília.
 No geral, parecia um Puma abandonado, com muitos detalhes a serem restaurados.
 No porta-malas nada de excepcional, está tudo no lugar...
 ... Faltando apenas o reservatório do lavador do para-brisa.
Grade de entrada de ar quebrada, faltando braço de limpador, tudo isso representa custo de restauração.
 A plaqueta correta e original.
Internamente os bancos ainda exibem originalidade, apesar do mal estado.
 O painel injetado rachado, normal para um Puma de 32 anos e por muito tempo no sol e na chuva. Nessa foto começo minha suspeita. O botão existente no console, grafado em vermelho, é o botão do vidro elétrico original do Puma exportação. Trocaram o outro por um botão duplo de outro veículo e as máquinas de vidro elétrico não estão mais no carro.
 Olhando os instrumentos, com o velocímetro em milhas e quilômetros, minha suspeita se confirmou.
 Esse Puma é um dos 150 carros que voltaram dos Estado Unidos. Uma pena o descaso com um pedaço de nossa história, tanto que o volante original está aos pedaços...
 ... E todos os detalhes tem sinal de maus tratos ao longo desses anos.
O Leandro me informou que não comprou o carro, porque gastaria muito na restauração. Fez um levantamento e chegou a um valor de R$ 32.000,00 para ser restaurado no Rossato em Curitiba-PR. Eu tinha chutado um valor de R$ 35.000,00.
Esse Puma vale pela história, mas retorná-lo ao original, como era para exportação, vai dispensar muito trabalho, conhecimento e dinheiro.
Os atuais proprietários pedem R$ 6.000,00 no Puma e quem quiser se aventurar é só ligar para a Miriam (47) 9115 3434 ou Genesis (47) 9132 1994. O veículo está em Blumenau-SC, na casa do ex-marido da Miriam, que já avisou que o carro só sai da casa dele se pagar diretamente 50% para ele.
E o Leandro continuou o romance:
O carro está registrado em nome de Josias Ferreira - (41) 9958 3175 - que mora em Pontal-PR e ficou abismado que o carro ainda está no nome dele. Como não há documento do veículo e o recibo está preenchido para um terceiro que ninguém sabe quem é a unica saída é o Josias declarar que perdeu os documentos e solicitar a segunda via em Pontal-PR, mediante o pagamento dos atrasados (cerca de 600 reais). Conversando com ele por telefone ele me parece disposto a resolver e transferir a documentação sem problemas mas isso sempre é um risco.

Ao falar com eles podem citar meu nome que eles vão lembrar com certeza. Avisarei a eles que outras pessoas entrarão em contato (falei tanto com os dois Miriam e Josias que acabei ficando amigo).
Estou a disposição para quaisquer outras duvidas.... Leandro lelo.franklin@gmail.com

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Foto do dia

A foto do Puma GTE 1972 de João Paulo Dalbosco foi clicada pelo pai dele, ficou linda, mas que me perdoem a família, dei uma alterada na imagem, rebaixando e trocando as rodas pelas Tijolinho. Em 1972 quem tivesse um Puma desse jeito, e ainda sem as bolhas, seria considerado um "play-boy" que significava um jovem descolado, bem de vida e com bom gosto. Beto Rockfeller, personagem de uma novela de 1968/69, era o ídolo dos jovens que queriam ser como ele. Apesar de ser um "duro", vivia como um play-boy e frequentava os melhores lugares.

terça-feira, 7 de maio de 2013

Artigo (58) - Exportação para Suíça

Uma publicação no Diário de Notícias de 22 de novembro de 1970, na coluna Momento Aeronáutico, um artigo sobre a indústria automobilística e transportes aéreos de cargas. Quem descobriu foi meu amigo Mário Estivalét. 
A publicação enaltece a exportação de veículo brasileiro, nunca antes realizada. A exportação foi um esforço da diretoria Puma e da empresa BRESA, através de Edgard Piereck, que se tornaria no futuro, o diretor de exportações da Puma.
 
 Esse Puma GTE exportado em outubro de 1970 passou pelo Estados Unidos já com as alterações providas para atender a legislação norte-americana, como lanternas laterais maiores na dianteira e pequenos outros detalhes. Depois seguiu para Zurique, para ser aprovado pelo órgão suíço de trânsito. Sabemos que foram rejeitadas as lanternas dianteiras e a Puma alterou para lanternas redondas acima dos para-choques, atendendo a legislação suíça de estar acima de 40 cm do solo.
A Suíça foi receptiva com o nosso Puma, quem não conseguiu atender os pedidos foi a fabrica, limitada pela lenta fabricação em fibra de vidro. Somente alguns anos depois, a Puma adquiriu a técnica de maior produção de carrocerias em fibra de vidro, o grande limitador para produções em massa.

Humor - Fórmula Gambiarra

Só poderia ser da turma do Pânico, para fazer nos divertir com nossos grandes pilotos. A bonita e simpática Bia Figueiredo mostrou que, além de competente é bem alegre.
Nessa, ainda bem que não pegaram um Puma para o sacrifício.

Eventos - Estação da Luz - Maio de 2013

No dia 5 de maio de 2013 aconteceu mais um evento de antigos na Estação da Luz em São Paulo-SP. Como sempre, os meus amigos Sylvio Fujioka e Dario Faria estavam lá para conferir as feras.
O GTE 1972 do meu amigo Paulo Galluzzi.

GTE 1977 modelo 1978.


GTE 1977.

Dois Puma GTC na cor branca.


 E por último o GTB 1978 bem original.




  Depois tinham alguns "carrinhos", que todos gostaríamos de tê-los na garagem, como o Porsche Targa 1974 ou o Carrera branco. Todos são primos do Puma...


 ... Com exceção do Alfa Spider, que não pertence a família tedesca.
 O primo mais velho, belo como sempre. O Karmann Ghia 1968 ou ...
 ...1970, sempre atraem olhares.
 E o primo do campo, o Gurgel X-12 1978.
 O flagra: Roberto Carlos conversando com Paulo Galluzzi. Na verdade, esse Roberto Carlos tem um nome mais famoso no mundo Puma, Domingos Avallone, restaurador de Puma há mais de trinta anos. Foi ele que fez a restauração da fibra e pintura do GTE laranja do Paulo.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Rally da Integração Nacional - Vídeo 1971

Nesse vídeo o foco é o VW TL, mas em alguns momentos aparece o vencedor da prova, o Puma GTE 1971 n° 039, pilotado por Jan Balder e Alfredo Maslowski como navegador, Equipe Automóvel Clube da Lapa (SP), com apoio oficial da Puma. Também surge nas imagens o Puma GT DKW 1967 n° 019, pilotado por Cristiano Nygard e Luiz Milano, sexto colocado na geral, equipe particular (RS). O VW TL n° 042 com rodas Scorro "Tijolinho" aro 15, de Luiz Evandro Campos e Luiz Sérgio Xavier (SP) chegou em décimo lugar na geral, nada mal para um coupê familiar.
A grande façanha do Puma foi derrotar os favoritos: Ford Corcel e Belina da Equipe Bino Ford. O Jan Balder vai sentir saudades vendo o vídeo.


quinta-feira, 2 de maio de 2013

PUMAKIT - Catalogo

Em agosto de 2008 a publicação PUMAKIT falava:
A Puma sempre cuidou bem de seus motores, afinal ela nasceu nas pistas. No início da era dos modelos com motorização VW em 1968, o saudoso Jorge Lettry desenvolvia peças e equipamentos para melhorar o desempenho dos Puma VW. Essas melhorias mecânicas eram vendidas a pilotos para preparação de seus motores. Posteriormente, 1970, após muitos testes, inclusive estes com seus clientes pilotos, a Puma começou a oferecer aos compradores dos veículos, passando a ser chamado de Puma Kit. De camisas a comandos, de carburadores a caixas de cambio, existia uma enorme gama de produtos, que o folheto abaixo diz por si próprio. Esse folheto amplamente divulgado em 1974, começou a explorar todos os consumidores de peças esportivas para motores e não apenas os tradicionais clientes. Era comum na época, os donos de veículos equipados com produtos Puma em seus carros, principalmente Fusca, se orgulharem do que escondiam debaixo do capô.
Hoje, com arquivos cedidos pelo meu amigo Eduardo Tonin, publico o Catalogo completo do PUMAKIT.
O logotipo PUMAKIT foi baseado no logotipo de Competições da Puma, assim como todas as peças desenvolvidas para compor o catalogo. Tudo que foi produzido pela Puma para aumentar a performance do veículo teve seu desenvolvimento e aperfeiçoamento nas pistas de competição. Era a tecnologia das pistas chegando as ruas e não só para Puma, mas para todos veículos com motores VW a ar.




O sucesso da Puma Veículos e Motores Ltda., não veio ao acaso, a indústria trabalhou muito para atender o anseio de seu público.
PUMA FOREVER