segunda-feira, 26 de agosto de 2013

9° Encontro Nacional do Puma - Guarujá - Categorias da premiação

A CENP - Comissão de Encontro Nacional do Puma em reunião com o Puma Clube decidiu alterar as categorias de premiação, sendo esta a conclusão final, para não criarmos nenhum caso de injustiça.
Vamos participar e buscar um  troféu!

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Puma+Arts - The Beatles

Momento inesquecível ou heresia?
by Luís Claudio Falgão

GTE 1973 Bronze metálico

Este Puma GTE 1973 estava no encontro II Puma Jundiaí, em 2009. Na época não publiquei as fotos deste Puma para fazer uma publicação especial. Não consegui o contato com o proprietário e acabou ficando para depois, até entrar em esquecimento.
O Puma estava muito bonito e bem original.
 Apenas alguns detalhes, como a pintura da moldura da saída de ar interno deveria estar em preto fosco automotivo...
 ... E na tomada de ar dianteira, deveria ser dividida ou não ter bolhas nos faróis, remetendo ao modelo 1974, os últimos fabricados em 1973.
 Quanto a cor, esta é a questão. A tonalidade lembra o Laranja Bronze Metálico GM 1976, mas esse tipo de cor, do laranja ao marrom metalizados, somente com catalogo nas mãos e encostando no automóvel, para saber fielmente. Uma linda cor, mas pode ser original sim, porque dentro desse universo de tonalidades de bronze, marrom ou cobre, as montadoras variavam suas tonalidades desde o final da década de 60. A própria GM tem uma cor muito similar a esta chamada Laranja Metálico 1974. Na Ford, o Bronze Lancer 1976 e  Bronze Apolo 1979.
 Na VW, o Cobre Metálico de 1975/76 que estava no livro de registro Puma para o GTE 1975 abaixo, que eu restaurei em 2006. Vejam que esta cor tem mais pigmento amarelo que na cor do Puma anterior. Variações mínimas que mudam a tonalidade.
 Em 1972, a Puma exportou para a Suíça, Puma GTE com uma cor muito similar, com tonalidade mais  escura.

MAIS UM - GTE 1972 Laranja

Mais um GTE 1972 originalíssimo e mais um na cor laranja. Este Puma GTE pertenceu a uma pessoa por longos anos, até que um dia, há pelo menos três anos, o meu amigo Sergio Eduardo Fontana conseguiu comprá-lo. O Sergio é o proprietário da loja Atlas Acessórios na Avenida Duque de Caxias, 601 a 611, em São Paulo-SP, que vende peças de veículos antigos, inclusive Puma.
 Há muito tempo o Sergio queria um Puma tubarão, até aí tudo bem, mas encontrar uma raridade dessa... O Puma estava completamente original, não faltava nada, coisa bem rara. Para aqueles mais antigos em nosso meio vão lembrar do GTE Spider duas capotas do Mateus Contim de Sorocaba-SP. Pois bem, o Mateus comprou seu Spider da mesma pessoa que o Sergio comprou. Na época que o Mateus comprou o Spider, também queria comprar o GTE, mas o proprietário recusou, para alguns anos depois passar para o Sergio.
 O GTE está em fase final de montagem depois da restauração da pintura. Vejam a madeira do painel, imitação de jacarandá; o volante com as curvas da parte superior dos raios; buraco grande do cinzeiro no console, denunciando ser cinzeiro de Kombi; tudo como sempre falei a vocês sendo itens originais.
No Encontro Nacional do Puma espero que este Puma esteja lá, para dificultar bem a premiação.
O flagrante foi registrado nas lentes do meu amigo Sylvio Fujioka.

Regulamento para veículos Hot Rods

Parece um começo para os veículos Hot Rods, mas ainda existem muitas aparas por realizar. Hoje é missão impossível legalizar um veículo Hot Rod e não podemos fechar os olhos para essa classe dos apreciadores da modalidade, que vem crescendo ao longo dos anos. Há de se encontrar uma solução viável para a regulamentação e somente assim, com projetos e discussões chegaremos lá. Ainda é um projeto de lei, o primeiro passo, aos poucos a regulamentação sai.
Vejam a notícia:
Notícia para os apreciadores e apaixonados por carros: a Comissão de Viação e Transportes (CVT) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (21), o parecer do deputado federal Mauro Mariani (PMDB/SC) ao Projeto de Lei 1.715/2007, que legaliza a situação dos veículos antigos que circulam pelo Brasil, conhecidos como hot rods.
A proposta altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/1997) e especifica as modificações que poderão ser feitas em veículos fabricados há mais de 30 anos, além de exigir que a expressão “veículo antigo modificado” conste dos registros dos automóveis. Com a regularização, os veículos poderão ter, por exemplo, a carroceria, cor, potência ou o combustível modificados.
O relatório de Mauro Mariani foi apresentado com substitutivo ao projeto original, de autoria do deputado Arnaldo Jardim (PPS/SP). De caráter conclusivo nas comissões, a matéria deverá ser apreciada ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Assessoria de Imprensa Mauro Mariani

Rally de Regularidade - Setembro 2013

Por Jan Balder
Aos amigos, 
Nossa 3ª Etapa foi marcada para dia 14 de setembro de 2013, sábado. 
Como de praxe, preencha a ficha de inscrição para reservar seu numeral. Teremos o briefing prévio no Restaurante Ilha das Flores, com valor promocional da inscrição.
Até lá, Abraços.
Este é aquele torneio que tem em Interlagos, que muitos gostariam de assistir e me perguntam. É só ir de carro antigo para estacionar atrás dos boxes e assistir a competição. Quem quiser entrar na pista, é só fazer sua inscrição e participar, não judia do carro, porque cada um anda como quiser, mais seguro que qualquer avenida brasileira. O custo é só para a inscrição, entrada é franca.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Placa preta - A saga continua

No começo dos anos 2000, a placa preta era tida como algo dispensável, para ser mais claro, frescura de colecionador. Ao longo do tempo, os antigomobilistas começaram a entender a razão da Certificação do veículo, que, não podendo incluir equipamentos modernos obrigatórios em seus veículos antigos, o Certificado de Originalidade lhe daria esse direito de rodar sem os devidos equipamentos.
Aos poucos a placa preta foi ganhando importância e se tornou indispensável para veículos muito antigos.
Com a criação da Inspeção Veicular em São Paulo-SP, os antigomobilistas se mobilizaram para evitar ter que levar seus veículos a tal inspeção, principalmente colecionadores com grande números de unidades. Conseguiram a isenção para veículos de coleção, aqueles com Certificado de Originalidade, que dá direito a placa preta. Com isso, muitos correrão com seus carros para fugir da inspeção e a febre se espalhou até naqueles que nunca tiveram o intuito de ter um veículo colecionável. Basta ter um veículo antigo original, se associar ao um clube credenciado e fazer a vistoria para enfim, não ter que fazer a inspeção anual. 
Assim temos hoje em São Paulo, acredito, a maior frota de veículos com placa preta. Quando as coisas tomam rumo do consumismo, as falcatruas começam aparecer. São muitos relatos de veículos que não poderiam ter placa preta e de ações do Detran de São Paulo para evitar os certificados falsos.
Os clubes discutem e analisam posições para frear as atitudes que visam apenas a certificação como instrumento para fugir das inspeções. 
O Fusca Club do Brasil  saiu na frente, como conta o meu amigo Lemos, Vice-Presidente da entidade:
O Fusca Club lançou a proposta para o Vereador Toninho Paiva e ele comprou a ideia. Foi criado um projeto de lei, que já esta em tramitação na Câmara dos Vereadores de São Paulo. Na próxima quarta-feira (hoje), o Presidente do Fusca Club terá uma reunião com os vereadores para discutirem o projeto de lei.
A placa preta terá que passar por re-vistoria obrigatória nos clubes emissores do Certificado de Originalidade, para ser feito o licenciamento anual.

Pelo jeito, se aprovada a lei, vamos ter mais falcatruas, agora anual. Isso não inibe os clubes criados apenas com o propósito de emitir certificados de originalidade, pior fator para a placa preta. A vistoria anual, vai gerar um custo maior para o antigomobilista, porque os clubes não farão isso de graça e se fizerem, irão cobrar uma taxa maior para certificação, afinal terão trabalho anual. As pessoas que alteram seus carros, continuaram a fazê-lo, dando aquele jeitinho de arrumar o carro para a vistoria anual.
Precisamos sim de consciência dos cidadãos, em não infringirem a lei, de respeitar o próximo, de não cometerem ações para levar vantagem, saber de seus direitos e principalmente de seus deveres.  Furar a fila no transito, buzinar sem parar por irritação, não dar passagem ou forçá-la, estacionar em local proibido ou nas garagens dos outros, etc., etc., tudo isso é comum nas ruas brasileiras e são pequenas coisas que fazem o cidadão. Ao mesmo tempo, as pessoas não exigem seus direitos, a passeata pelos vinte centavos que virou passeata por tudo que está errado no país, acabou como ações de vândalos ou ladrões. O cidadão paulistano, em prol da precária frota de transporte coletivo rodoviário, se submete a horas no transito, porque tiraram um faixa de rolamento para criação das faixas exclusivas de ônibus e ninguém fala nada. Andar de ônibus não mudou nada em São Paulo, continuam cheios e sem muita alternativa de locais acessados. Agora andar de automóvel, isso mudou muito, ficou mais lento e mais caro.
Para variar, ficamos submissos a atitudes de nossos administradores sem nos consultar e quando vemos algo errado, simplesmente pensamos: no Brasil é assim mesmo e fica por isso mesmo.
Por tudo isso, acredito que não haveria necessidade de mudar a lei para vistoria se as pessoas reprimissem aquele que faz "rolo" ou que altera seu veículo, só para dizer que consegue o que quer, mesmo existindo uma lei a ser respeitada.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Reportagens - Puma GT 1500 / Gurgel / Panza

Em dezembro de 1968, a revista Quatro Rodas publicou uma matéria intitulada "Os Especiais". Nessa época não eram muitos modelos no mercado e o Puma teve lugar de destaque.
A página abaixo trás muitas informações importantes dos primeiros Puma e da fabrica...
... Que separei para uma melhor leitura.
O texto desta página quase todos conhecem bem a história. No final, quando falam da necessidade de autorização da Volkswagen para construir o Puma GT 1500, a história não foi tão simples assim como diz. A Puma teve que usar sua influência política para forçar a VW aceitar o fornecimento da mecânica.
Nesta segunda parte, o texto começa a ficar interessante, como as cores adotadas pela Puma, praticamente as mesmas da linha Porsche. Depois fala do Puma Espartano, destinado a corridas.
Completando a reportagem,  os textos sobre o Gurgel e Panza. Este último, o mesmo da postagem anterior sobre o EMPI Sporster.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Fora de área - EMPI Sportster / Eniequi

 O buggy Empi Sportster pode ser considerado o pai dos buggys. Ele nasceu 1956. Depois de um acidente com um Fusca veio a pergunta: - o que fazer com isso? Os irmãos Darrell e Joe Vittone, proprietários da EMPI, que já fazia peças de alta qualidade para os motores a ar, criaram o Sportster, um misto de jipe e do ainda nem nascido buggy.
 Eles usaram aquilo que tinham disponível, a chapa de aço, pois a fibra de vidro em uso maciço ainda estava por vir. Com linhas retas, despojado de equipamento e fácil de construir, aproveitando as peças do Fusca, nasceu o veículo que, tempos mais tarde na Califórnia, viria gerar um frisson no mundo inteiro. A ideia estava realizada, veículo simples, de baixo custo e manutenção, que poderia andar em qualquer terreno.
Darrel Vittone ao lado da motorista

 Sem portas, apenas a barra lateral protetora, carregava o estepe na frente, como nos veículos militares alemães.
 Muitas peças de Fusca foram aproveitadas, assim como algumas de jipe.
 Um Sportster 1961 antes da restauração.

 E depois de restaurado.

 O kit poderia ser comprado e acompanhava um manual com plantas e especificações de montagens.
Este das imagens abaixo está à venda no eBay.



O EMPI Sportster chegou no Brasil em 1968, nas mãos de Manuel Ferreira, César Sardinha e Abel Macedo Bastos. Eles usaram sob licença os planos da EMPI para a fabricação do veiculo. A principio a ideia eram montar o carro exatamente igual ao americano, e assim foi apresentado, na foto abaixo, a esquerda, com o nome Panza. 
Com o processo de industrialização, as modificações vieram e o Sportster ficou mais parecido com os jipes alemães da segunda guerra. Foi apresentado em 1970, com seu estilo de jipe ultrapassado e um nome esquisito, isso não ajudou com a forte concorrência já existente dos buggys Glapasc, Kadron e Gurgel, que estavam em produção. 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Foto do dia - Puma GTE 1971 Exportação

O Puma GTE 1971 embarcando para exportação a Suíça. As diferenças marcantes na carroceria eram as lanternas traseiras de Saab Sonett III, com iluminação da placa de licença incorporada, portanto, sem a lanterna de placa no centro da traseira e na frente, as lanternas de motocicleta redondas.

Artigo (59) Puma GT DKW Salão 1966

O artigo foi publicado na revista Quatro Rodas de dezembro de 1966, sobre a participação e estréia do Puma GT DKW no Salão do Automóvel daquele ano. Leiam o que se falava do Puma.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Grandes Felinos (2)

A imagem enviada pelo meu amigo Marcos Mildemberger mostra cinco grandes felinos em três gerações. No centro o GTB vermelho, ao lado dois GTB S2 e ao fundo dois AMV.
O momento aconteceu no encerramento da Campanha do Agasalho 2013, organizada pelo Puma Club do Brasil - Curitiba, em Curitiba-PR.

Maçaneta do vidro Puma - 1967 a 1976 1ª série (2)

Falamos anteriormente desta maçaneta aqui, sua origem e a diferença entre a original e reprodução. Este modelo de maçaneta nasceu no Fissore DKW e depois foi incorporado ao Belcar e Vemaguet DKW. Um excelente desenho do estúdio italiano Fissore, que projetou o Fissore DKW.  No Belcar, as maçanetas de abertura da porta acompanharam esse desenho, no Fissore não, elas tinham um desenho exclusivo, também adotado pelo Puma. 
O desenho era tão bonito, que mesmo sendo retirada a fabricação de todos os veículos da Vemag-DKW, a Volkswagen aproveitou a peça para incluir em seus novos modelos lançados posteriormente, o VW 1600 (Zé do caixão), Variant e VW TL.
No Puma, este modelo de maçaneta foi utilizado nos Puma GT DKW, GT 1500, GTE Spider, GTE e GTS fabricados com os chassis começados por SP 143...

Anuncio (140) GT4R, o sonho

O anuncio de 1969 da revista Quatro Rodas mexia com a cabeça de todos. Ganhar um automóvel esporte e ainda por cima exclusivo? Era mesmo para enlouquecer. Uma grande sacada da revista e um desafio enorme para a Puma, uma situação impossível nos dias atuais. Quem pode curtir esse carro, não deve ter tido muitas reclamações, porque acredito que nem dava tempo de analisar melhor o Puma GT4R, a curiosidade e perguntas das pessoas supriam tudo. Os acessos e perseguições devem ter sido uma constante, como fiz há uns dez anos, quando vi o Antonio Pinho andando com seu 4R ouro velho na Avenida Santo Amaro, no bairro paulistano do Itaim-bibi. Vocês nem imaginam a cena e no final ele nem viu.
No anuncio a  tabela das datas dos sorteios.
Uma pergunta que não quer calar: - Por que três e não quatro 4R?

Curiosidades - Acessórios Automotivos 1966

A lista não é muito grande, afinal a indústria brasileira de peças automotivas para fornecimento as montadoras estava completando nove anos e acessórios extra fabrica, deveria ter bem menos tempo. Na imagem vemos rodas cromadas para DKW e Simca, roda Mangels de liga para Puma DKW, buzinas cornetas, calotas raiadas, dois tipos de volantes, alavancas, suporte de placas, rádio e farol de milha. Para aumentar um pouco, colocaram um estojo de ferramentas e um capacete junto. Realmente era o começo e uma grande fatia do mercado, que hoje movimenta milhões.

Procura-se - Tecido Freeze Puma

Tecido no centro dos bancos dos primeiros Puma GT 1500 não era padrão, mas algumas evidências são encontradas com fatos e pesquisas. Na imagem abaixo, de uma propaganda, encontramos os bancos deste Puma com o centro em tecido. Reparem que é nítida a diferença entre o courvin e o tecido. Como não é uma foto oficial, não podemos evidenciar o fato.
Há pouco tempo, o Nelson Fabri - restaurador de Puma - encontrou embaixo das capas dos bancos de seu Puma GT 1500 1970 uma parte do tecido original. Ele entregou a pequena amostra ao tapeceiro França e o Sylvio Fujioka fotografou. O tecido, que pode ser da linha Ford LTD, é do tipo freeze com desenhos em formato de hexágono, transados com fios metalizados em prateado e dourado.   
 No verso do tecido percebe-se mais a metalização.
As investigações não param por aí, olhando atentamente a fotografia do GTE Spider da reportagem da revista Autoesporte de 1971, notamos que o tecido é esse mesmo freeze com desenho hexágono.
Concluímos que a Puma adotou primeiramente esse desenho hexágono de freeze e depois aquele que vemos nos GTE de 1971 e 1972 com desenho em losango, podendo ser considerado correto os dois tipos para 1971, somente o o hexágono para 1970 e somente o losango para 1972.
Agora a turma está a "caça" desse tecido hexágono, alguém tem para vender ou viu em algum lugar?