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terça-feira, 1 de novembro de 2011

Cintos de Segurança (3)

Apesar da coluna não citar nada de Puma, o assunto é muito interessante sobre a instalação, normas e lei em vigência no país. O Artigo foi publicado na revista Quatro Rodas em janeiro de 1976. Depois de muito tempo essa norma foi ratificada e a obrigação do cinto de três pontos foi sancionada. Ainda assim não é o ideal, o de quatro pontos seria mais correto, mas é um grande avanço, porque temos que associar custo de fabricação com praticidade para a utilização maciça dos condutores, como aconteceu com os cintos retráteis, eles foram os grandes responsáveis pela aceitação do cinto de três pontos, porque se não existe a lei não pegaria de modo algum.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Puma GTE 1973

Quando cheguei hoje na tapeçaria do meu amigo França, ele logo me falou: - Veja esse tubarão como está original e tem um motorzão. Bati o olho e fiquei de boca aberta!
Na primeira olhada quando entrei, pela traseira, não me chamou muito atenção.
Mas quando vi de frente, quase "pirei".
Não perceberam nada ainda?
E se formos até a traseira...
... E olhar o motor, ajuda?
Perceberam? Não?
E agora melhorou? Pelas tomadas de ar embaixo dos para-choques dianteiros, com desenho singular e olhando o reservatório de óleo do motor vemos que...
... Esse Puma GTE 1973 é um legítimo Puma Rallye, série especial fabricada entre 1972 a 1973, para homologação nas pistas. Idêntico ao Puma GTE 1973 "roxinho", que era do meu amigo Péricles do Rio de Janeiro-RJ.
Na plaqueta, diferentemente do "roxinho", está 1600 e não 1800. Talvez na série especial existisse a opção de motor.O reservatório de óleo traseiro é igual do Roxinho, mas o radiador de óleo existe apenas um nesse Puma, quando no Roxinho existem dois, um de cada lado na dianteira.
Ainda no compartimento do estepe, logo depois do radiador, na parede divisória do paralama, existe uma saída de ar, para expulsão do ar quente emitido pelo radiador.
Do outro lado a mesma abertura...
...Mas sem o radiador. Não sabemos se foi tirado ou nunca existiu.
E por incrível que pareça, o Puma pertence a uma jovem senhora da terceira idade, que curtiu e ainda curte seu GTE e não sabe andar com outro carro.
E o meu amigo França me vendo, só dando risada da criança boba vendo o doce sem poder experimentar.
As rodas Estrela de magnésio originais com as lindas marcas do tempo.
A nítida cicatriz de que a bolha do farol foi retirada.
Apesar de não ter sobrevivido, o emblema da Comercial MM deixou sua sombra.
E como se não bastasse, as surpresas continuaram, os bancos originais ainda ostentam o tecido navalhado original e o courvin couro de porco.
Um detalhe muito original nos modelos de 1973 a 1975, a parte do assento do banco era removível.
Encosto do banco perfeito.
As laterais das portas ainda originais em courvin couro de porco...
... Assim com as laterais dianteiras e...
... Traseiras.
O console original com o cinzeiro oriundo das antigas Kombis; apoio de braço revestido de vinil; base de apoio e cobertura da alavanca do freio de mão também em vinil.
Na dianteira do console apenas a bolota da alavanca de cambio não era original.
O toca-fitas Mecca Stereo apesar de antigo e raro ficou grande demais para o console.
Ah... os tapetes. Claro que só poderiam ser os originais, com a parte de borracha. Aproveitei para medir a borracha, ela tem 28,5 de largura. Aí o França falou: "- São 5 gomos da borracha que é vendida aqui perto na casa das borrachas, eu tenho ela aqui. " Portanto moçada, o França faz o tapete igual ao original.
O volante foi trocado, o painel um pouco judiado, mas...
... Os instrumentos originalíssimos. O contagiros não tem a marcação em vermelho e amarelo na graduação máxima, como nos modelos de 1975 em diante.
O botão do lavador do para-brisa funcionando perfeitamente.
Os cintos também não poderiam ser outros, os originais.
Fica o registro atualizado da existência de três Puma GTE série Rallye: um 1972 do Paulo Lomba e dois 1973, o Roxinho que hoje pertence ao meu amigo James e esse da jovem senhora.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Cintos de Segurança (2)

Para quem se habilita a desmontar os cintos para restauração, aqui vai quantidades de peças internas existentes e a dica de não mandar dar banho de zinco ou cromo nas pequenas molas para não perderem a tempera.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Cintos de Segurança

Os cintos de segurança foram inventados para aviação. Instalados nos bombardeiros da segunda guerra, impediam que o piloto fosse atirado fora da aeronave em aterrizagens forçadas.
A preocupação com a segurança se estendeu aos veículos, com testes e pesquisas para melhorar a segurança em acidentes. Na década de 60, o mundo vivia de novas normas e regulamentações sobre segurança e cada país adotava sua regra, dependendo da evolução das pesquisas.
No Brasil, os cintos foram instituídos pelo Código Nacional de Trânsito em 1970, com a obrigatoriedade de sair de fábrica (veículos zero kilometro) com o equipamento instalado, mas seu uso não era obrigatório. A partir da Resolução de 1973, todos os veículos em circulação deveriam ter o equipamento instalado, continuando sem a necessidade de uso. Aliás essa obrigação só veio muitos e muitos anos depois, em 1997.
A Puma, como todas as montadoras, começaram a instalar os cintos nos veículos fabricados no segundo semestre de 1970. Os cintos utilizados nos Puma, derivavam da linha VW, com a única diferença do adesivo com a cara da fera colado na parte plástica, identificando o produto Puma.
Esses cintos foram até 1975 e poucos são os resmanecentes nos dias atuais. Seu destravamento era acionado com a difícil tarefa de puxar a parte plástica pelo ressalto, segurando o outro lado da cinta. Muitos consumidores Puma e VW não os utilizavam porque achavam que em pânico, não conseguiriam fazer essa operação.
Em 1976, um novo modelo, um novo cinto. Agora com o símbolo da marca gravado no plástico, mas continuando com o mesmo desenho da linha VW, que utilizava a fivela de puxar e fixação por imã, muito mais fácil de operar que o anterior. Em 1978, com um formato mais agradável e desenho exclusivo. Ao centro um botão para destravamento do cinto, melhorando seu funcionamento.
Em 1979, os cintos ganharam novo desenho e botão, bem como nova fivela, com melhorias na regulagem e travamento da cinta.