Mostrando postagens com marcador Bateria. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bateria. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Posição do Estepe no Porta-malas Puma

Desde os primeiros Puma VW 1968, eles tinham o estepe no porta-malas em posição inclinada. O lugar de apoio - a parede divisória - era idêntica ao do Fusca, com um nicho e tampa para verificação mecânica. Nos Fuscas, o nicho servia para abrigar o reservatório de água do lavador de para-brisa e de óleo de freio, já no Puma o apoio para o estepe e o reservatório de óleo de freio foi deslocado para esquerda, onde no Fusca tinha outra tampa. 
  Aproveitando as imagens, nos Puma com capô de abertura tradicional, as molas para segurar o capô aberto eram bem anos 60, com duas hastes que torciam e funcionavam como molas, grafadas com setas na imagem abaixo.
 No GT em 1970 a única modificação é a posição do reservatório de óleo. E aí vão me perguntar: - E aonde ficava o reservatório de água do para-brisa? Não tinha, não era obrigatório por lei.
 Aqui vemos claramente o desenho dessa parede, com a bateria ao fundo, local de fixação próprio dos modelos até 1972 e alguns 1973. Devido as pesquisas, aos mistérios vão sendo desvendados, já que não existem registros.
 Nos modelos GTE a partir de 1970, o nicho a esquerda deixou de existir e o restante continuava igual, com estepe apenas apoiado e o reservatório de óleo vai para a parte superior, como na maioria dos Puma. O reservatório de água do GTE, item adicionado em função das leis européias, era uma espécie de "saco", o mesmo utilizado nos FNM 2000 JK, carro derivado do Alfa Romeo italiano.
Nessa foto do Espartano de corrida, o carro está com o tanque de 80 litros, próprio para competições longas e abastecimento rápido.
O estepe ficava apoiado, por causa das paredes laterais do porta-malas. Esses não tinham acesso aos faróis por dentro desse compartimento, somente por baixo dos para-lamas. 
 Em 1972, com a abertura desse compartimento nas laterais, agora com acesso aos faróis por dentro do porta-malas, o estepe poderia jogar de um lado ao outro. Para tal, a Puma fez um encaixe para a roda na parede divisória da carroceria. Assim o estepe ficava encaixado.
 Alguns Puma 1972 podem perfeitamente não ter esse encaixe, pois nem sempre a produção das carrocerias coincidiam com as mudanças feitas no ano, afinal essas carrocerias permaneciam seis meses no processo de cura.
 Visto por trás e grafado em vermelho, percebe-se o encaixe para o estepe em um Puma 1972. Também vemos a cobertura do para-lama, que não dá acesso aos faróis.
 Também visto por trás, um Puma 1971 e no local grafado não existe esse encaixe para o estepe. Vemos também o acesso aos faróis por trás dos para-lamas.
 No catalogo Puma de 1973, com apresentação da nova carroceria, mostrada no Salão do Automóvel de 1972, vemos o estepe inclinado e a parede idêntica aos modelos anteriores de 1972. Também vemos as bolhas nos faróis. Tudo leva a crer, que os Puma com esse modelo de fixação do estepe, ainda tinham a bateria na frente e bolhas nos faróis, mas nesse mesmo ano houve mudanças e provavelmente com a mudança do descanso do estepe conjuminou com a alteração da parede divisória, retirada das bolhas e mudança da bateria. Digo isso, porque é fácil perceber quando um Puma foi retirado as bolhas e transformado para os modelos mais novos, sendo que encontrei diversos Puma 1973 sem as bolhas e não tendo traços de ter sido retirado o encaixe. Em todos os Puma 1973, realmente com  bolhas tinham o apoio para o estepe.
 Nesse Puma 1973 vemos o mesmo encaixe do modelo 1972. O reservatório de água do lavador de para-brisa em 1973 passou a ser da linha VW, com acionamento elétrico, deixando o antigo sistema de pressão do JK até 1972. Na imagem abaixo vemos o reservatório original com clareza.
 O Puma 1973 Rallye dourado, que já foi alvo de matéria aqui, tinha as bolhas e mostra os traços de terem sido tampadas. A parede divisória dele é igual ao modelo 1972 com encaixe para o estepe.
 Muitos 1973 já tem o mesmo tipo de parede dos modelos 1974 (foto abaixo). Com essa mudança, o estepe ficava deitado e era preso pela cinta em "Y" com a presilha "ratoeira", usadas nos Ford Corcel e Dodge 1800, sendo a base do "Y" fixada na parede divisória e as pontas nos parafusos de fixação dos para-choques. 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Bateria Puma e seu compartimento - Motor boxer

A localização da bateria em Puma como motor boxer a ar tem diferente localização dependendo o ano. O Puma nasceu com a bateria no porta-malas, embaixo do estepe, conforme raio-X abaixo. Isso se deve ao fator distribuição de pesos, muito importante para estabilidade do veículo. A frente inicial era uma cópia da parte interna de um Fusca, com o degrau para acomodação do tanque de óleo de freio e abertura para acesso a caixa de direção.
O capô dianteiro abria como o do KG, da frente para traseira, utilizando também seus componentes de travamento.
Um detalhe interessante é o compartimento do estepe, que no GT (1968 até 1970), bem como no GTE de 1970 a 1972 (com capô abrindo ao contrário), tinha suas laterais fechadas, sendo que os acessos aos faróis eram somente por baixo dos pára-lamas. De meados para o final de 1972, ainda com a carroceria antiga, a Puma abriu esse compartimento, chegando até a extremidade do pára-lama, sendo que agora os acessos aos faróis são pelo porta-malas. Portanto existem carros 1972 com esses dois tipos de porta-malas.
Abaixo em um GT 1969, a bateria repousa em um local que não era utilizado, haja visto que o estepe ficava em posição inclinada, apoiado no degrau da frente, que no Fusca vai o reservatório do lavador de pára-brisa.
No GTE 1972, com qualquer tipo de frente, aberta ou fechada, a bateria continuava na frente. Interessante nessa história, é que a VW ao lançar o ainda sem nome SP2, na feira da Indústria Alemã na Bienal de São Paulo em 1971, da qual estive presente, mostrou vários detalhes que imitavam o Puma, como as maçanetas, quase idênticas a do Fissore, utilizada pelo Puma, as tomadas de ar, quase tubarão e a bateria no porta-malas, quase no lugar igual dos Puma. Só que se deram mal, as maçanetas mudou em 1973, o tubarão deles nem lembrava uma entrada de ar, quanto mais as guelras de uma fera e a bateria era muito próxima do tanque, fazendo muitos SP2 pegarem fogo. Já nos Puma, nunca vi ou ouvi falar de pegar fogo por causa da faísca da bateria perto do tanque e convenhamos, ela estava bem abaixo e protegida pelo estepe. O único problema que vejo nessa localização é a perda de carga pela distância, tendo que ser sanada com cabos mais grossos e caros, para alcançar o motor de arranque sem grandes perdas de energia.
Quando a Puma lançou a nova carroceria em 1973, tanto para GTE como GTS, a bateria deixou seu compartimento original e foi para a traseira, ao lado do motor. E foi assim até o final.
No P-018, a bateria continou no mesmo lugar dos modelos GTE/GTI, na traseira.