segunda-feira, 18 de julho de 2011

Fora de área - Malzoni GTM e WMV

Devido a utilização do mesmo nome dos primeiros GT Malzoni de 1964, hoje vamos desmistificar o esportivo lançado em 1976. Esse carro foi projeto pelo Kiko Malzoni, filho de Rino Malzoni que projetou o GT Malzoni, Puma VW, GT 4R e GTB. Nesse projeto Kiko teve ajuda de Wladimir Martins e começou a ser fabricado em Cascadura, no Rio de Janeiro. Só que as vendas não foram as esperadas, assim a empresa de Marques Indústria e Comércio de Veículos de Matão-SP comprou o ferramental e direitos de fabricação. A história se confunde, porque Kiko mora no Rio de Janeiro e todos sabem que Rino tinha a fazenda Chimbó em Matão, portanto não sabemos se essa empresa era de Kiko, mesmo porque o nome continuou sendo Malzoni.
O esportivo tinha o conceito da maioria dos fora-de-séries brasileiros, utilizava plataforma VW com carroceria de fibra de vidro. A fórmula para 1978 ainda era boa, mas acredito que o desenho desse Malzoni GTM não agradou. Com um estilo inspirado no Maserati Khamsin, Kiko não conseguiu o mesmo resultado do italiano. Olhando de frente até que é simpático e moderno, idêntico ao Maserati, mas passando pela lateral, a história começava a mudar, linhas retas e agressivas terminavam em uma traseira tímida e desproporcional. Comparando com o projeto Puma P-09, a lateral era mais arredondada e suas linhas subiam para a traseira, dando um aspecto mais encorpado. Seu defeito seria, se tivesse sido lançado, o pouco comprimento para o desenho que se proponha, mas logo depois corrigido no projeto do Paulo Sérgio, com o aumento da distância entre eixos, como mostramos na publicação anterior.
Na reportagem da Quatro Rodas de Agosto de 1978 é aquilo que sempre ouvimos de esportivos derivados de VW, falta de potência e caro, mudando um pouco do discurso nos detalhes de carro para carro.
Em referência ao nome, como diz na matéria acima, era para se chamar Águia GTM, mas só ficou na vontade e continuou sendo conhecido como Malzoni. Quando a quantidade de Malzoni GTM fabricados, não se sabe ao certo, mas por volta de 30 unidades, a não ser que o Kiko nos informe o número exato. No Salão do Automóvel de 1978, a empresa apresenta o Malzoni GTM Conversível, que já estava nos planos iniciais. Esse modelo pouco conhecido, também não teve grande sucesso, sendo fabricado de três a quatro unidades, também um número especulativo, sem a informação precisa.
Abaixo o Malzoni GTM de Eduardo Afranio Junqueira.
No mesmo ano de 1978, o Wladimir Martins, que participou do projeto do Malzoni GTM, lançou seu modelo com o nome de WMV, fabricado pela Wladimir Martins Veículos em Cascadura, no Rio de Janeiro. Na verdade era um Malzoni com uma entrada de ar na coluna traseira (tubarão) e vigia traseiro integrada na tampa, além das lanternas traseiras de Maverick (no Malzoni eram lanternas feitas de chapa de acrílico). Outra diferença ficava por conta dos faróis, que quando na posição acionada, o bloco ótico do WMV era quadrado do Fiat 147 e no Malzoni faróis duplos redondos. Mais
claramente inspirado no Maserati Khamsin, inclusive nas tomadas de ar na coluna traseira, no restante externamente eram idênticos, com os mesmos acertos e erros de desenho.
Nenhum dos dois sofriam o corte na plataforma do VW Brasília, a distância entre eixos era os 2400 mm normais de qualquer VW a ar. Na reportagem da Quatro Rodas de maio de 1978 pegaram um pouco mais leve, mas o título já diz tudo.Tanto o Malzoni GTM como o WMV não tiveram sua produção continuada, sendo interrompida no final da década. Em 1983 a WMV foi vendida para a Polystilo, que modificou o modelo anterior, mudou de nome para WM II e passou a fabricá-lo no bairro de Madureira no Rio de Janeiro e começou a publicidade nas revistas do setor.
Na frente, o desenho permaneceu quase inalterado, a lateral ficou mais arredondada como no Projeto Puma P-09 e a traseira cresceu. Está certo que o estilo da dianteira foi claramente inspirado no Maserati Khamsin, mas as laterais são inspiradas no Alfa Romeo Montreal, como mostram as fotos abaixo da reportagem da revista Fusca & Cia, em um exemplar todo original, com apenas as rodas alteradas (mais modernas).
Discutível essa tomada de ar e o vidro lateral, mas convenhamos que o carro ganhou um aspecto mais harmônico e proporcional.

5 comentários:

Anônimo disse...

oi Felipe,realmente o malzoni para esportivo só a linha ,e assim mesmo discutível..o meu 78 depois dos 150 começa levantar a dianteira o carro vira um barco...imagina um motor mais potente. um perigo...a solução é colocar um apzinho é e faltandoo caso do meu tirar aquele papo redondo e passar o radiador do ap p/frente enclinado para forçar o ar p/baixo sera q. vai ficar bom..ta m

Felipe Nicoliello disse...

Não sei lhe dizer, na teoria daria certo, mas acho que só isso não resolve o problema, talvez a inclusão de um pequeno spoiler, como no WM II pode ajudar muito a segurar a frente.

Anônimo disse...

obrigado filipinho..só q. ele ainda ta parado..fico sonhando nem sei se o motor apzão vai pegar..desculpe o q. é Wm II pode mandar foto p/ m.schimitz@hotmail.com

emanoel disse...

o q. é wm II pode mandar foto para m.schimitz@hotmail.com

Marcelo disse...

Gostaria de saber qual o número da edição da revista Fusca que tem este modelo WM II? grato