quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A importância da cor

Quando restauramos um veículo antigo, diversos itens são importantes sem dúvida, mas a cor é primordial. Racionem comigo, a imagem do veículo nos leva a lembranças do passado, revivendo momentos da época, situações e tudo que vier a memória. Mesmo não tendo vivido a época desta imagem, existe a associação entre a imagem e tudo aquilo que foi da mesma época, guardadas em novo celebro, com tudo aquilo que vemos e aprendemos. Portanto se eu ver um Ford T 1908 todo original, apesar de não ter vivido aquele tempo, automaticamente vou associar a imagem a pessoas magras, bem vestidas, construções ecléticas, ruas de macadame, muitos veículos pretos, etc. Agora se vejo o mesmo Ford T 1908 original pintado de cor de rosa, em minha mente tudo vai ser direcionado ao humor ou ao modernismo dos "Hots", porque não existe nenhuma ligação entre a cor rosa com o veículo citado, não existe passado, daí a grande importancia da cor. De nada adiante um veículo estar todo original se a cor não o leva de volta ao passado. Vejam o caso deste Puma GT DKW, que me desculpe o proprietário. Olhando para o carro, alguém fez ligação com o passado? Normalmente os GT Malzoni e Puma GT DKW fazem uma ligação imediata com as pistas de corridas, lembrando antigos bólidos em circuitos pouco seguros. Mas neste caso, isso não existe, porque além de ninguém pintar um esportivo na cor preta na década de 60, não existia carros de corridas pretos. Imagine falar para um piloto dessa década pintar seu carro de preto, imediatamente ele faria a associação com um caixão de defunto, abominando a ideia, pois a morte rondava os circuitos e o preto era cor de funerária. Tudo isso na década de 60, já na próxima década, iniciou-se a eliminação deste preconceito, e aos poucos foram surgindo "heróis" que adotavam a cor preta em qualquer situação, mas ainda não era comum. No começo de 1972 Colin Chapman aparece com o John Player Team Lotus, preto e dourado, cores funerárias, pilotado pelo nosso Emerson Fittipaldi. Chocou, mas era essa a intenção inovadora e aos poucos foi sendo adorado e imitado.
Voltando ao assunto, outras cores também fazem o mesmo efeito, pintar um Puma 1968 de branco moderno, aquele branco branco, dá na mesma, porque na época, até ambulância não era tão branca assim. Portanto, pense bem quando pintar seu veículo de coleção.

12 comentários:

Dr. JMM disse...

na minha modesta opinião, HORRÍVEL.
pena. pena. pena.

Marcello disse...

OBS: Não tinha Ford A em 1908, nessa época era modelo T e só.

Luby disse...

Nunca gostei de puma preto.

Alex disse...

o preto não realça o carro. Mas este está interessante, frisos... rodas... a cor é só mandar ver na lixa.

Leo Gaúcho disse...

Também não gostei.

Felipe Nicoliello disse...

Marcello,
Desculpe o equívoco, realmente primeiro veio o "T" depois o "A" nos anos 20, vou corrigir.

Felipe Nicoliello disse...

Sabem porque ninguém gostou do Puma DKW preto, porque nunca existiu.

GP Oficina Mecânica disse...

é estranho mesmo... Se a idéia era manter o carro original e remeter ao passado como o Felipe já disse, ele fez completamente o oposto...

A mim este carro pintado de preto, me remeteu ao luxo de carros modernos que costumam ser pretos... um Rolls por exemplo... Agora um GT Malzoni com luxo?!

Carlos Eduardo Szépkúthy

Edward Fernandes disse...

Pior, na decada de 60 pretos eram os carros oficiais, como SINCA, AERO WILLYS,JK,etc.

Dr. JMM disse...

SE O BONITO E BOM DA PUMA ERAM AS ADAPTAÇÕES...HEHEHEHE
OS GATOS DE FÁBRICA. LUXO, DEUS ME LIVRE.

J Rubbo disse...

Independentemente da cor, o importante é tentar manter a ligação do automóvel com sua época, pois essa é a primeira característica que nos leva avaliar se no agrada ou não.
Caso contrário fica aquela impressão de que se não fosse "a tal cor" o automóvel seria perfeito, mesmo que ele seja impecável.

Anônimo disse...

Pelo q já vi no blog... os jovens curtem essa cor:

- "...mas nos modelos '2T' será um desafio a ser melhor conferido!"

Ronaldo