segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Emblemas Puma

Os emblemas Puma GT sempre mantiveram o mesmo padrão, desde o primeiro Puma (DKW) até os últimos fabricados em São Paulo. Colocados na tampa traseira, era muito bonito e singular.
Os primeiros GT (VW) de 1968 tinha a inscrição 1500, alusão ao motor de 1500 cc. A foto de fábrica mostra nitidamente que o emblema Puma GT era reto e abaixo a inscrição 1500.
O Puma GT 4R, carro exclusivo do sorteio Quatro Rodas, tinha nas laterais a inscrição também exclusiva.
No Puma GT Exportação, aquele que a Puma preparava para ser exportado (1969/1970), tinha a faixa esportiva, motor mais forte (1600cc) com tomada de ar no capô traseiro e o logotipo Puma GT era colocado em posição central sem a inscrição 1600.
No Puma GT 1969 a inscrição 1500, idêntica ao 1968. Muitos Puma 69 que vemos hoje em dia, não tem esse emblema, mas ele existiu sim.
No final de 1969, a Puma preparando para introduzir o motor 1600 cc que receberia da VW, mandou um carro com esse motor e com o logotipo 1600 à Revista Autoesporte para Teste.
Em 1970 e parte de 1971, mesmo os veículos exportados, o emblema era igual aos nacionais, quando o motor era 1600 cc.
Mas em meados 1970, já existia o 1800 S, uma série especial com motor 1800 cc, preparado pela Puma, com Kits 1800, comando P2 e carburação dupla 40. O emblema 1800 S também era colocado no painel, assim como os 1600 S.

Em algum momento de 1971, não sendo possível precisar direito por falta de registro, os Puma GTE exportados iam com emblemas GTe, os nacionais nunca tiveram esse emblema.
Nos GTE Spyder de 1971 a 1972, por causa do aerofólio, o emblema era colocado na lateral direita do Puma, um pouco acima das lanternas laterais de sinalização.
Em 1972 e 1973 a série Rallye com motor 1800 cc, tinha o emblema 1800.
O emblema bem conhecido de todos. O GT era pintado com uma resina importada especial de pigmento vermelho, que durava muito tempo, ao contrário das réplicas feitas hoje em dia com tinta vermelha para vitral, que desbotam em seis meses.
Nos GTS de 1973 até 1976 1a. série. O emblema era igual, mas a colocação em local diferente.
O emblema do GTE 1976 até 1978.
No GTS 1976 e 1977, com chassis de Brasília, o bunda caída.
E nos GTS de 1977 até 1978, os bunda reta.
Curiosamente o GTE 1979 que está no Museu da VW na Alemanha, não tem o emblema Puma GT, por que será? A partir de 1979 o emblema Puma GT 1600 era todo na cor preta.
Os projetos dos emblemas Puma GT e Puma GTB, desenhados com Nanquim em papel vegetal e copiados em heliografia, como mostra a figura abaixo.
No Puma GTB, o primeiro emblema de 1974, que durou até 1975.
Em 1976, o GTB passou a ostentar a fera de corpo inteiro e a inscrição da cilindrada do motor.
Na frente vinha a inscrição Puma em relevo com fundo vermelho.
Na série especial de 1981, o Puma Exportação, aqueles que tem ranhuras nas laterais e paralamas dianteiros, os logotipos Puma GT e 1600, passaram para o painel traseiro, assim...
...como nos conversíveis, os GTC. Todo o painel traseiro é diferente dos modelos GTI/GTC.
Nos P-018 de 1981 até 1985 (oficialmente) e até 1987 (extra-oficial), deixou de utilizar o emblema com letras manuscritas e a sigla GT.
Nos GTB S2, de 1979 a 1985, por ser um produto sofiscado, dirigido a pessoas discretas que gostavam do luxo e esportividade, trouxe apenas seu nome de modelo, deixando apenas para a dianteira do carro o nome Puma.
Nos Puma GTB ASA, que eram os GTB S2 fabricados pela Auraucária, não houve nenhuma mudança em relação ao anterior. Nos Puma AMV, fabricados pela Alfa Metais, o logotipo obedeceu o desenho nascido no P-018, como nova inscrição.
Aliás, todos os modelos Alfa Metais mantiveram esse desenho, mudando o nome do modelo.
E assim todos AM1, AM2, AM3 e AM4 tinham o mesmo grafismo.

10 comentários:

Anderson Lira disse...

Ótimo levantamento. A respeito da identificação nos carros. Em algum momento a puma aplicou um adesivo preto com seu nome no painel dos GTC/GTI, entre as lanternas?

Luby disse...

Otimo, muito bom mesmo , creio que não ficou nada por ser esclarecido... e por falar em 69/1500 a skill já tem pra vender o 1500 ...
abs

Anônimo disse...

Alô camarada procuro sempre nos blogs brazucas notícias do malzoni/puma DKW. Li no Saloma sobre as 1000 Milhas 66, e lá comentei sobre a q foi levada quando minha família retornou a Bélgica. Meu pai era diplomata belga no Rio (anos 60) e fanático p esse carro. Infelizmente um incêndio a destruiu num acidente entre Bruxelas/Paris (no blog do Saloma erroneamente escrevi malzoni gt). Como registros de carros diplomáticos na Bélgica são extintos após cinco anos, consultamos a embaixada de Macau onde ela ficou seis meses (mar/set71) mas ñ há clareza nos antigos registros, parecem ser 102 ou 122, está grafado em cândi. Vc tem alguma informação dessas numerações aí? Espero ter contribuído um pouco sobre a história desse carro, q na Europa despertou tanta admiração q meu pai mandou buscar outro, logo após o acidente. Saudações belgo-monarquistas, carlo paolucci.

Dinho Amaral disse...

Anderson eu tenho uma foto no Salão eu acho de 82 que tem o adesivo no meio inpirado claramente na Porsche.

abs

Dinho

Anderson Lira disse...

pois é... o bom seria uma informação mais concreta e fotos mostrando como era o padrão desse adesivo.

Dr. JMM disse...

Parabéns Felipe, belo trabalho, árduo e esclarecedor. Gostei da foto da AM4 conversível branca, não sei onde arrumou, mas foi tirada qdo ainda era minha, no estacionamento em frente minha casa.
Mais uma vez, parabéns.

Eric disse...

Ahhhhh eu insisto, tinham que fazer um livro beeem detalhado sobre a Puma, e você é o cara! hehehe...

Um abraço!
Eric

Dr. JMM disse...

Menos Eric, menos. hehehehehe.
Brincadeira. Deveria mesmo. Eu compraria um.

Felipe Nicoliello disse...

Obrigado pelo apoio Luby, JM e Eric.
Anderson,
Estou colocando o assunto no blog.
Carlo Paolucci,
Vou verificar para vc, mas escreva mais sobre o assunto, se tiver fotos melhor e mande para meu e-mail: felipe@pumaclube.com.br
Muito obrigado.

Craft_ PVP disse...

Onde posso levar para instalar o emblema traseiro , moro na Mooca em SP