sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Puma GT 1968 (6)

Uma pequena história contada pelo meu amigo Sylvio Fujioka:
"No âmago da procura de um Puma em 2003, vi numa barraquinha do Sambódromo uma foto com os dizeres: Puma 1968 à venda. A Barraca era do Georges de Sorocaba e ele não faz Sambódromo há alguns anos.
Enfim, a cousa mesmo naquela época era mui, mas mui tentadora, e não teve jeito, fui para Sorocaba ver o Puma Wally 68...
Até gostei, mas na época teve algum impedimento em relação a documentação do carro, além de faltar várias peças, retornar o carro ao original com lanternas de pisca Fissore, colar bigodinho de fibra, retornar lanternas traseiras iguais ao do Veraneio, pintar, adquirir bancos originais, etc., etc., etc., fiz até um levantamento de custos parcial, então decidi desistir.

Na mesma época, falando com o Eduardo Pagano, ele disse que tinha um Puminha GTE 1980 à venda, custava o mesmo que a Tuba 68, mas estava mais completo. Bom mas isso é uma outra história... Este Puma 68 não está na coleção do saudoso Carlos Isoldi, o dele é branco. Será que está com alguém conhecido? Será que estaria com alguém do Puma Clube? Alguém que é presidente?? Puma Wally?? Abbracci, Sylvio"
Internamente percebe-se se tratar realmente de um GT 1968 pelos buracos redondos na extremidade, onde é colocada as saídas de ar do FNM 2000 JK e o detalhe dao acabamento em volta dos instrumentos, que era de madeira, apenas nesse local, o restante de chapa metálica frisada.
Esse ano de Puma está desaparecido, muito mais que os Puma GT DKW ou até mesmo o GT Malzoni. Hoje ainda desfilam impecáveis vários desses dois primeiros modelos da Puma, enquanto o GT 1968, que foram fabricados por volta de 150 unidades, ou seja, 20% a mais que o GT DKW, não vemos com tanta facilidade. Aliás, em minhas contas existem três unidades no Rio de Janeiro com o João "dos Pumas", uma em restauração e duas a espera de; uma unidade restaurada em Curitiba-PR; duas unidades restauradas em Brasília-DF, sendo uma delas de cor amarela, o mais original do Brasil, que é do meu amigo JM; um GT 1968 em restauração do meu amigo Tarzan de Foz do Iguaçu-PR; uma unidade em Vila Velha-ES, modificada e pelo que sei, ainda sem restauração original; um 68 pouco modificado, no dia após dia, ou seja, abandonado, em Porto Alegre-RS; uma unidade em Juiz de Fora-MG, se ainda estiver lá, também pouco modificado e abandonado, precisando confirmar se é mesmo 68 ou 69; e por último o meu, um projeto (porque faltam muitas coisas) de Puma GT 1968, atualmente alugado ao Max para moradia, ou seja, servindo de casinha de cachorro. rsrsrs
Nesse contexto, nossa conta chega a enorme quantia de 11 unidades! Muito pouco, menos de 10% da produção, se confirmarmos esse que o Sylvio viu há 8 anos, chegaremos a 12 Puma GT 1968. Como pode? É um número muito baixo se considerarmos que em 1970 foram produzidos 200 unidades, um pouco a mais que 1968, mas encontramos ainda sobrevivendo muitos GT e GTE de 1970. Meianove nem se fale, hoje deve ter tranquilamente mais de 20% da produção (55 unidades) ainda rodando. Vamos ver se eles aparecem, conto com vocês.

9 comentários:

Dr. JMM disse...

Felipe, sabe que tive pensando nisso? Quase nao se vê 68, já os demais, vemos "a fole"... Por isso, acho, apeguei tanto ao meu 68. Gosto tanto dele, quanto gosto do karmann ghia, e olha que o KG me acompanha a uma decada e meia. Muito bem lembrado, parabéns.

Adão Emilio disse...

so pra registro, estou restaurando um 69 (o mais sexy dos PUMAS).
Sao Paulo/SP

Luby disse...

Outros que pra mim estão desaparecidos tambem são os 70 e 71 estranho nesta historia é que a 69 é a que mais vemos por ai tanto restauradas e ou à venda ou sendo restauradas por pessoas conhecidas.

Mardel Paranhos Carvalho disse...

Felipe, para somatória em sua contagem, comunico que o amigo Wlamar de Campinas, tem mais duas unidades 1968, sendo uma delas a modelo de corrida acredito ser espartana, pois, a fibra é muito fina.Espero ter contribuido com você quem sem dúvida nenhuma é o maior entendido de Pumas no Brasil e grande colaborador de informações a todos nós.

Leo Gaúcho disse...

Felipe, além do JM e do Villas Boas, tem aqui no DF em restauração a carroceria numero 13, além de outras duas que pelo que sei estão abandonadas, ou aguardando restauro.Vou verificar e te falo.Concordo quanto a afirmativa do Puma GT 1500 1968 do JM.

Helcio disse...

Felipe,

tem mais uma aqui em vitória-ES, de um restaurador que tem alguns exemplares, dentre eles, um 1968. Mas ainda não iniciou a restauração dela, até a última vez que vi.

abs,
Hélcio.

Anônimo disse...

Ola, eu moro em Curitiba e possuo 02 pumas ano 1968 e estão muito originais (rodas, calotas, bancos e tudo mais) inclusive estou acabando um deles e no final irei vende-lo. Neste blog o Felipe já mostrou outras fotos da minha restauração de 03 pumas DKW...bom ta ai a dica para quem estiver a fim de um puma 1968 original...mas ainda preciso acaba-lo.

Bruno Castanha disse...

Bom dia lendo algo sobre a puma 1968 encontro as fotos do carro que esta comigo a alguns anos e sera iniciado o restauro parte macanica pronta, inicio do reparo da fibra quem sabe em alguns meses ela estara rodando totalmente restaurada totalmente original, pois tenho todas as peças na qual faltava .

Felipe Nicoliello disse...

Bruno,
Esse 68 é da primeira série, com acabamento do painel em metal, vc poderia me confirmar o número de produto do seu Puma? Escreva para felipenicoliello@gmail.com