quarta-feira, 8 de junho de 2011

Perguntas e Respostas - Placa Preta

Felipe, bom dia!!!
Leia o e-mail abaixo.
Rodas não originais, é item excludente para PP?
Abs.
Marcelo
----- Mensagem encaminhada -----
Aos amigos, Agradeço sinceramente e fico lisonjeado com todos os comentários, elogiosos ou críticos recebidos.

Somente lembro que a vistoria para o certificado de originalidade foi realizada por ninguém menos que o grande jornalista e advogado José Roberto Nasser, curador do Museu do Automóvel de Brasília e um dos primeiros e maiores, senão o maior, entendido, conhecedor e incentivador do automobilismo NACIONAL. Como ele próprio definiu, em esclarecedora palestra realizada no próprio museu sobre tudo o que diz respeito à Placa Preta, a liberação do certificado de originalidade para um veículo que use rodas de liga leve como as da Brasília, ou qualquer outro acessório comprovadamente da época, torna-se apropriada com a justificativa que significa uma "licença poética" (metaforicamente falando) concedida ao veículo.
Entretanto, reconheço que podem existir opiniões discordantes. Como dizia Nelson Rodrigues: "A unanimidade é burra!".
Por fim, agradeço mais uma vez a todos os amigos e incentivadores que ajudaram nesta conquista.
Como o Marcelo Brassan falou: "A primeira placa preta a gente nunca esquece !!!"
Minha resposta:

Caros amigos,
Vejam esse caso que está circulando na Internet em grupos de discussões, sobre o Roberto Nasser conceder placa preta para carros com rodas NÃO originais. Mesmo sendo um item de época, encontrado em lojas independentes, não foi fabricado e projetado pela VW, podendo ser visto também em diversas outras marcas de veículos.
Não é o primeiro caso em Brasília-DF, tenho conhecimento de outros veículos na mesma situação, com rodas esportivas de época vendidas em lojas de acessórios, com a placa preta concedida pelo respeitabilíssimo curador do Museu de Brasília.
Acredito que o nosso querido e muito competente Roberto Nasser deve ter cadastramento direto no Denatran em Brasília, não estando sobre as ordens da respeitável Federação Brasileira de Veículos Antigos, mas isso contribuirá com a desmoralização da placa preta.
Se for definido que acessórios de época podem ser aceitos, vai virar uma festa, porque quem será autoridade no assunto para dizer a época correta da fabricação do acessório? Quando muito teremos uma ideia do período, mas nunca a exatidão, dando margem para diversas discussões e inclusões de acessórios que nada representam o período histórico. Não existe registro com as datas de fabricação dos produtos de fabricas independentes de acessórios. Já temos que "engolir" polainas, frisos, bagageiros, etc., que não se encaixam no paragráfo excludente e são tolerados, agora vamos ter que aceitar rodas também?! Daqui a pouco, como licença poética, virão as cores, motores, e modificações nas carrocerias, afinal muitos faziam isso também no passado.
Teve um caso de um Puma GTE 1977 na cor branco perolizado que foi recusada a placa preta pelo Puma Clube, por causa da cor inexistente no ano de 1977. O proprietário se dirigiu ao Fusca Clube do Brasil e uma comissão julgadora decidiu por considerar a cor de época e concedeu a placa preta. Que comissão mais perneta é essa?! Não por se tratar de Puma que tenho considerável conhecimento, mas sim porque não existia no MUNDO essa cor branco perolizado em 1977. Ela surgiu apenas em 1979 nas mãos da Dacon, um concessionário VW e Porsche.
Daqui a pouco, a placa preta servirá apenas para se evitar o CONTROLAR aqui em São Paulo, porque no restante do Estado e do Brasil, ninguém dará o devido valor, para um item que gastará hoje, uma pequena fortuna cobrada pelo Departamentos de Transito, despachantes, clubes e troca de placas. Isso tudo para ter um item questionável: será que é mesmo placa preta?
Atenciosamente,
Felipe Nicoliello
Vice-presidente
Puma Clube

24 comentários:

Fernando Portilho disse...

Felipe, a tal "Licença poética" pode abrir um terrível precedente. A única maneira de evitar erros nesta permissão, seria transferir para o candidato à placa preta o ônus de provar a compatibilidade das datas de fabricação do acessório com a do veículo, via propagandas de época e afins.
Abraço,

Leo Gaúcho disse...

Vejam isso e me digam qual destes carro possuí o erro maior?O Brasilia ou o KG?

http://3.bp.blogspot.com/-M78nC3AvO70/Te7US5HbRMI/AAAAAAAADJg/OdU0y1phJDE/s1600/Vwclass-1186.jpg

Isso aí é pano pra manga como foi das outras vezes.Eu acho que ha critério sim na liberação de placas pretas, e gente séria.O que não ha é respeito de alguns clubes credenciados, apenas isso.Um KG, PP, 69(pela placa...) com rodas do Porsche 914, réplicas provavelmente, de 4 furos!Ora:ou a mecanica é 4 furos, ou usa adaptador.E aí?Como fica???O Brasilia é 4 furos, não ha adaptação alguma.A roda é antiga, talves não da época, não sei...mas antiga.Tenho certeza que não é nenhuma OZ, de 2011, que equipava o Celica do Velozes e Furiosos!!!

João Cesar Santos disse...

Como licença poética vou pedir placa preta para o meu fuscão 72, com motor 2017 cm3 inspirado nos pumakit, rodas de aço de 5.5, teto solar tipo sunroof, volante walrod, etc... Concordo com o Felipe e digo mais, placa preta virou palhaçada!

Douglas de Almeida disse...

O KG ainda tem párabrisa com faixa degradê.

Anônimo disse...

Carrinho tipo fusca e puma que tem aos montes por ai é fácil julgar
agora quero ver se alguém tem essa
competência toda p/ julgar um Oldsmobile 1924 um Reo , vauxhall
p/ achar defeito em detalhezinho

João Cesar Santos disse...

Por ter aos montes por ai que é mais fácil deixar 100% original...

Felipe Nicoliello disse...

É meu caro anônimo, ninguém está colocando em cheque a competência dos avaliadores dos clubes, mas sim as permissões EXPRESSAMENTE proibidas. Eu como tantos aqui sabemos que um Olds 1924 jamais poderia ter rodas de aço estampado, porque foram inventadas na década de trinta. Não precisamos entender perfeitamente sobre esse modelo de carro para saber que algo está errado se estiver com rodas de aço estampado.

João Cesar,
Estamos lutando para que isso não aconteça.

Vou responder em duas etapas...

Felipe Nicoliello disse...

Fernando Portilho,
Não concordo, não aceito essa permissão de colocar acessórios mesmo provando sua data. Acessório não é da montadora, não é opcional, não tem o estilo da montadora e se for permitido, poderemos encontrar o mesmo acessório em várias marcas de veículos de diferentes anos. Para todos que conhecem Fusca, sabem que existe uma diferença brutal entre o 1957 (oval) e o 1959, mas existia na época dos dois modelos uma super calota, que era usada em tudo quanto é Fusca. Aí um garoto vê e fala, a VW mudou bastante o Fusca de um ano para o outro, mas manteve a calota.

Léo,
Enquanto são os proprietários mal intencionados que mudam os carros depois da vistoria, até aí tudo bem ou quase tudo bem, é mal, mas podemos controlar com denúncias e requerimento de devolução das placas solicitada pelo clube emissor da placa preta.
O problema se torna maior quanto o próprio emissor autoriza e documenta (no processo são incluídas fotos do carro), ou seja, a única autoridade que pode reivindicar a cassação da placa junto ao departamento de transito, foi quem autorizou a irregularidade.

Os associados que integram a Federeção trabalham na divulgação de darem valor somente para os carros placa preta de clubes federados, que respeitam um norma a ser seguida e são "vigiados" pela Federação Brasileira de Veículos Antigos.
Eu vou além, gostaria que acabassem com os emissores de placa preta independentes, que não são filiados a Federação. Só assim haveria um respeito com as regras para não perder o credenciamento.

smarca disse...

Como posso saber se um determinado clube é federado?

No site da FBVA não encontrei nenhuma relação dos clubes à ela federados.

Alex Z disse...

Um detalhe que ninguém comentou, que essas "jabiracas" viradas em acessórios ou com ítens não originais, ter uma placa preta é uma afronta e um total desrespeito com o antigomobilista que realiza uma restauração criteriosa, que busca peças e reconstrói peças para seus carros.

Se valer acessórios, ninguém mais vai querer restaurar carros nos padrões originais, pois certamente irão custa muito mais caro correr atrás daquela peça rara do que meter uma de "época".

Sergio Tempo disse...

Se acessorio de epoca for permitido, vamos colocar nos fuscas aqueles vidros laterais traseiros em forma de bolha que tinham opção de cor, farois amarelos, e viva a PP, rsrsrsrsrs

Anônimo disse...

vcs pumeiros defendem o a placa preta como se fosse um livro sagrado só que o manual da fbva trata o puminha como uma réplica.
"Réplicas - Serao aceitas réplicas de veículos produzidos por fábricas homologadas como tal
e com pecas novas. Neste caso, sao considerados como carros nacionais. É o caso do PUMA, do MP Lafer
, do Super 90 e outros, que devem ser considerados."
Ai eu fico pensando o mp lafer é
mais ou menos réplica do mg td 51,52. o super 90 é réplica do porsche 356 (feita pela envemo
porque a da chamonix que é a mesma coisa nao vale)
agora o puminha legitimo carro nacional orgulho da galera é réplica de que ?
Mamual da fbva é mal feito ?
Obs. é lógico que roda de olds 24 é de madeira mas e quanto ao formato
dos raios ou diametro alguém sabe julgar ?
rodinha de puma é polidinha na beirada todo mundo sabe

Anônimo disse...

sou outro anonimo (nao tenho conta no google)
essa conversa que clube filiado
a federacao emite placa preta seguindo as regras da mesma é balela
nao vou citar nomes ma ja vi jeep
68 com rodao e motor 4 cilindros de opala recebendo placa preta porque o dono era deputado estadual e a galera do clube (filiado a fbva com envento anual reconhecido e tudo) queria babar ovo do mesmo.
sou de cidade pequena e percebo que em maior ou menor grau a placa preta é dada ao dono do carro e nao para carro que deveria ser o certo

smarca disse...

Hehehe ... sempre polêmico esse assunto, egos exaltados, faz parte do ser humano.

Ao primeiro anônimo: cá entre nós, não é difícil restaurar um Oldsmobile 1924, haja visto a montanha de informações disponíveis nos EUA sobre esse e qualquer outro modelo. Peças para qualquer modelo são fabricadas até hoje, conforme demanda. Basta ter dinheiro. Agora sobre rodas polidinhas dos Pumas, dá uma rodada neste blog mesmo, referência no assunto, e observe que não é bem assim. Da mesma forma como o diâmetro do aro de madeira da roda é importante, os detalhes da tinta e locais onde era aplicado também é. Não é tão facil como imagina. Penso que não deva ser brasileiro também e eu o respeito se for norte-americano. Nada de preconceitos por aqui. Mas o Puma não é réplica da carro algum, é simplesmente um carro, um modelo criado em prancheta, assim como tantos outros mundo afora, sobre a mecânica VW a ar. E isso não é demérito nenhum para o carro. Veja que nem estou falando do GTB, pois é desnecessário. Então, na boa pois sou realmente da paz, como me diz minha filha mais nova: Menos, muito menos, quase nada! [ ]s.

Ao segundo anônimo: Você está correto. Esse nosso país é verdadeiramente uma republiqueta das bananas e se comporta como tal em todas as suas esferas, da PP à presidência da república. Também já vi aberrações como descreve e, digo com convicção, para erradicar esse mal de nossa cultura são necessários pelo menos meio século a partir do momento em que algo começar a ser feito, começando por educação pública de alto nível. E nem sinal de nada ainda.

O ser humano tem uma capacidade incrível de encontrar argumentos para todos os seus pontos de vista, estando sempre os outros errados. E eu não sou diferente pois nasci neste planeta, embora alguns digam que não, hahaha.

Então, sinceramente, esse assunto já me cansou faz tempo. Meu Puma tem uma merecida PP apesar do meu motor cromado e se algum dia eu tiver que me submeter a um Controlar eu nem tento. Eu o vendo a preço de banana imediatamente ou jogo gasolina em cima e acendo um fósforo.

Para mim esta questão, diante de tantas outras mais importantes que pululam em nosso país não é nada.

Um só exemplo, como tantos outros: o Palocci saiu mas vai devolver algum? Seria melhor te-lo deixado no governo pois assim estaria mais exposto e mais comedido em suas falcatruas, hehehe.

[ ]s e um bom final de semana a todos sem exceção!

Anônimo disse...

N~ao concordo com essa vontade de alguns de transformar a fbva em unica responsavel pela emicao da placa preta. monopolio nunca é bom.

um americano tem condicao de restaurar corretamente e julgar um olds 24
o brasileiro nao da mesma forma que o brasileiro tem condicao de julgar um puma e o americano nao.

no brasil nao da pra ter o mesmo criterio de avaliacao de originalidade para todos os carros.

assim como as rodas de liga antigas
os radios e toca fitas eram instalados fora da fabrica e serviam em varios carros ai eu penso nao deveria ser proibido na pp tambem ?

Felipe Nicoliello disse...

Ô gente,
Eu estou falando apenas dos itens excludentes, que nem na vistoria podem passar: rodas/pneus; cor de época; motor; carroceria. No restante vai perder pontos. Esses itens não são discutíveis e ponto.

Quanto a clubes Federados emitirem PP irregular é uma questão de denúncia na Federação e se esta não fizer nada, aí o pau pode comer, inclusive juridicamente. Mas se é um independente, vou denunciar para o Denatran? Esse órgão passou a bola da responsabilidade para os clubes, afinal o Denatran não tem e nunca poderá ter competência para o assunto.
Como em tudo no Brasil, se começarem a abusar e ter muitas reclamações, já sabem o que vai acontecer, revogam a lei e acaba a PP.

Esse rolo todo não é particularidade de brasileiro, na Alemanha, que tem uma rígida legislação de circulação nos grandes centros, eles põem placa histórica nos antigos e os transformam mecanicamente em carros modernos para poderem circular sem restrição (antigos são isentos). Isso na Alemanha, segundo informação de um amigo. Não sabemos como tratam o assunto em outros países, que acredito não ser muito diferente.

Como dizia Paul Josef Goebbels: "De tanto repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade" e no caso PP, vou lutar para que isso não aconteça.

smarca disse...

Hehehe ... aqui eu aprendo sobre Pumas e me divirto também.

Leo Gaúcho disse...

"rodinha de puma é polidinha na beirada todo mundo sabe"

bixo, é cada malacabado, e o pior que não tem como não ler!!
Rodinha por rodinha, digo a sua ou do Puma, ainda sou mais a do Puma!!!!

Anônimo disse...

ola felipe. tirando todas as criticas aqui mencionadas eis que tive uma ideia .o cara tem um puma que não passou na vistoria da placa preta pelo puma clube.quando ele for tentar em outro clube não sendo o do puma cabe a instituição que não é obrigada a entender sobre todos os veiculos pedir um certificado de originalidade ao proprietario,visto que puma tem que ser analizado por pumeiros e assim por diante.

Anônimo disse...

pessoal tenho um fusca 1974 todo original (pintura, motor, estofado, rodas, manual do proprietario com os carimbos ate os 10mil km) e etc, porem tenho vontade de encrementa-lo, farol de milha, saboneteira, polainas, luz de re, placa decorativa "D", o que posso ou nao fazer ja que posso abrir mao de algum dos itens por minha placa preta?

Felipe Nicoliello disse...

Anonimo do Fusquinha.
Sou suspeito em falar, pq odeio Fusca empetecado se dizendo placa preta.
Mas procure o Fusca Clube do Brasil e veja a opinião deles.

Marcelo Araújo disse...

Galera, estou com uma duvida a tempos e o assunto desse post, está de certa forma relacionado. Eu tenho um Escort XR3 1988, e estou restaurando ele, para tentar PP em 2018. Em 1987 e 1988, era vendido um kit turbo (marca ISHI, sistema Draw-Through) pelas consecionarias Ford, inclusive com garantia da fabrica, para ser instalado no XR3. A duvida que fica é se eu instalar um kit desses no meu carro, haverá problemas, ou pontos serão descontados para obter a PP?
Valeu galera!

Marcelo Araújo disse...

Galera, faz tempo que estou com uma duvida e o assunto do post está de certa forma relacionado. Eu tenho um Escort XR3 1988, que estou restaurando para tentar PP em 2018 (investimento a longo prazo rsrs). Nessa epóca (1987 e 1988) as consecionárias Ford vendiam um kit turbo (marca ISHI, tipo Draw Through), inclusive a garantia de fabrica era estendida ao kit. Minha duvida é: se eu instalar esse kit no meu carro, a PP será negada, haverá punição ou será considerado como acessorio original de época?
Valew, Abraço!

Felipe Nicoliello disse...

Marcelo,
Se esse kit era oferecido pela Ford como opcional será aceito sem problemas, mas se era oferecido pelos concessionários, sem o aval da Ford, nada feito, será reprovado. Para ser original de fabrica, o equipamento deve ter o nome da montadora, nesse caso a Ford.