Felipe, bom dia!!!
Leia o e-mail abaixo.
Rodas não originais, é item excludente para PP?
Abs.
Marcelo
----- Mensagem encaminhada -----
Aos amigos, Agradeço sinceramente e fico lisonjeado com todos os comentários, elogiosos ou críticos recebidos.
Somente lembro que a vistoria para o certificado de originalidade foi realizada por ninguém menos que o grande jornalista e advogado José Roberto Nasser, curador do Museu do Automóvel de Brasília e um dos primeiros e maiores, senão o maior, entendido, conhecedor e incentivador do automobilismo NACIONAL. Como ele próprio definiu, em esclarecedora palestra realizada no próprio museu sobre tudo o que diz respeito à Placa Preta, a liberação do certificado de originalidade para um veículo que use rodas de liga leve como as da Brasília, ou qualquer outro acessório comprovadamente da época, torna-se apropriada com a justificativa que significa uma "licença poética" (metaforicamente falando) concedida ao veículo.
Entretanto, reconheço que podem existir opiniões discordantes. Como dizia Nelson Rodrigues: "A unanimidade é burra!".
Por fim, agradeço mais uma vez a todos os amigos e incentivadores que ajudaram nesta conquista.
Como o Marcelo Brassan falou: "A primeira placa preta a gente nunca esquece !!!"
Minha resposta:
Caros amigos,
Vejam esse caso que está circulando na Internet em grupos de discussões, sobre o Roberto Nasser conceder placa preta para carros com rodas NÃO originais. Mesmo sendo um item de época, encontrado em lojas independentes, não foi fabricado e projetado pela VW, podendo ser visto também em diversas outras marcas de veículos.
Não é o primeiro caso em Brasília-DF, tenho conhecimento de outros veículos na mesma situação, com rodas esportivas de época vendidas em lojas de acessórios, com a placa preta concedida pelo respeitabilíssimo curador do Museu de Brasília.
Acredito que o nosso querido e muito competente Roberto Nasser deve ter cadastramento direto no Denatran em Brasília, não estando sobre as ordens da respeitável Federação Brasileira de Veículos Antigos, mas isso contribuirá com a desmoralização da placa preta.
Se for definido que acessórios de época podem ser aceitos, vai virar uma festa, porque quem será autoridade no assunto para dizer a época correta da fabricação do acessório? Quando muito teremos uma ideia do período, mas nunca a exatidão, dando margem para diversas discussões e inclusões de acessórios que nada representam o período histórico. Não existe registro com as datas de fabricação dos produtos de fabricas independentes de acessórios. Já temos que "engolir" polainas, frisos, bagageiros, etc., que não se encaixam no paragráfo excludente e são tolerados, agora vamos ter que aceitar rodas também?! Daqui a pouco, como licença poética, virão as cores, motores, e modificações nas carrocerias, afinal muitos faziam isso também no passado.
Teve um caso de um Puma GTE 1977 na cor branco perolizado que foi recusada a placa preta pelo Puma Clube, por causa da cor inexistente no ano de 1977. O proprietário se dirigiu ao Fusca Clube do Brasil e uma comissão julgadora decidiu por considerar a cor de época e concedeu a placa preta. Que comissão mais perneta é essa?! Não por se tratar de Puma que tenho considerável conhecimento, mas sim porque não existia no MUNDO essa cor branco perolizado em 1977. Ela surgiu apenas em 1979 nas mãos da Dacon, um concessionário VW e Porsche.
Daqui a pouco, a placa preta servirá apenas para se evitar o CONTROLAR aqui em São Paulo, porque no restante do Estado e do Brasil, ninguém dará o devido valor, para um item que gastará hoje, uma pequena fortuna cobrada pelo Departamentos de Transito, despachantes, clubes e troca de placas. Isso tudo para ter um item questionável: será que é mesmo placa preta?
Atenciosamente,
Felipe Nicoliello
Vice-presidente
Puma Clube