segunda-feira, 9 de maio de 2011

Tomada de ar GTE Spider / GTS / GTE após 1976

As tomadas de ar para o motor do Puma conversível (GTE Spider) quando foi lançado tiveram que estar em outro local diferente do Puma coupé (GT e GTE). Para isso a engenharia Puma colocou a entrada para refrigeração do motor no capô traseiro. Inicialmente no GTE Spider eram duas tomadas que mandavam o fluxo de ar para o compartimento interno do motor.
Elas eram contornadas por um filete na cor preta e ao fundo uma tela de alumínio laminada na carroceria.
Mesmo com o opcional do aerofólio, as tomadas eram no mesmo lugar.
No Salão do Automóvel realizado em dezembro de 1972, a Puma apresentou as novas carrocerias para o Puma de 1973, com muitas diferenças nas proporções, mais nítidas no modelo coupé (tubarão).
No novo GTS 1973 - novo nome do Puma conversível - a tomada de ar passou a ser única no capô traseiro. No mesmo formato e sistema, apenas maior por serem unidas as duas tomadas anteriores.
O sistema de fluxo de ar do modelo Tubarão considero mais eficiente, porque o ar entra quase direto na traseira da caixa de ventilação dos cilindros (capela). No conversível até 1976 1a. série, o ar percorre todo compartimento interno do motor para chegar na entrada da ventilação forçada. Por isso a manutenção da borracha que isola o compartimento do motor do conversível, da parte baixa e externa do motor é muito importante, para que o ar quente que passou pelos cilindros e foi expulso na parte externa inferior, não entre no compartimento interno do motor, para não ser levado novamente a "capela" e fazer a refrigeração com ar quente, não refrigerando nada.
Em 1976, as novas carrocerias adotam nova entrada de ar e novo sistema de ventilação. Agora os dois modelos Coupé e Conversível utilizam o mesmo método.
O local de entrada ficou mais para o centro do capô e adotava duas grades de filetes metálicos pintadas em preto fosco automotivo.
Mais tarde, para facilitar a produção, as grades eram confeccionadas em plástico ABS preto.
Elas eram de fácil instalação, fixadas por pequenos parafusos pretos nas extremidades, dando um acabamento requintado ao carro, além de exercerem bem suas funções.
Na foto abaixo vemos o local onde são encaixadas as grades das tomadas de ar e seu formato, com duas aberturas no alto do capô.
Depois de pintado o veículo, a parte interna da placa direcional do ar era pintada de preto fosco automotivo, como na foto abaixo. Pintava-se também de preto fosco o centro entre as duas grades (divisória), para que depois de instaladas as grades, não apresentasse a divisão. Na foto ainda não foi pintada.
Depois de instaladas as grades, com o centro pintado de preto fosco.
Na foto abaixo, vemos um Puma que não foi pintado o centro, aparecendo um tracejado da cor do carro, não muito bonito.
O alinhamento das grades eram no mesmo nível do capô, sem estar ressaltado ou abaixo.
O funcionamento do sistema de entrada de ar do novos Puma eram mais eficientes que os anteriores conversíveis.
Como vimos anteriormente, embaixo das grades existia uma placa que direcionavam o ar a abertura no alto do capô. Pelo lado interno do capô podemos compreender melhor o fluxo do ar, que era dirigido por cima da "capela" passando para sua parte traseira, onde existe o local de captação do ar para o ventilador, que forçará este ir para os cilindros, refrigerando-os e sendo expulsos para baixo do veículo. O princípio é o mesmo desde o projeto de Ferdinand Porsche para o Fusca, mas se não conhecê-lo, podemos fazer bobagem.
No Puma P-018, como nos AM1, AM2, o sistema adotado era o mesmo dos modelos GTE, GTS, que passou o mesmo para o GTI, GTC, que acabamos de mencionar, com o mesmo sistema e as mesmas grades. Muda apenas nos modelos AM3 e AM4 Coupé, que tem uma grade de saída de ar, ao invés de tomada, afinal utilizam motor (AP 600 e 800) refrigerado a água. Curiosamente o Puma AM4 Conversível, também com motor AP800, tem as mesmas grades dos GTE /GTS, mas suas funções são diferentes, elas captam o ar e mandam direto para o radiador na traseira.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Acessórios de época - Trava de Cambio

Pesquisando na loja do meu amigo Sérgio Fontana, especializada em acessórios, peças e borrachas para veículos antigos, encontrei essa trava que era vendida nas lojas de acessórios nos anos 60, para ser colocada em veículos que utilizavam a mecânica VW a ar. Não era um opcional de fabrica na VW e nem na Puma. Essa trava é uma peça de uns dez centímetros e quando aberta para colocação na base da alavanca de cambio, fica no na foto abaixo.
Fechada a trava pronta para ser guardada em um cantinho do carro.
Instalada e travada na base da alavanca de cambio, esta não mexe para nenhum dos lados, impossibilitando o engate de qualquer marcha. Se travá-la na primeira marcha, assim ficará até ser liberada.
Destravada ela é fácil de ser retirada e se torna um pequeno objeto, fácil de guardá-lo, diferente de um outro tipo de trava que foi vendida até os anos 80, que era um peça grande e desajeitada.
Uma peça simples, eficiente e discreta.

Foto do dia - Anisio Campos e Zanolla

"A foto é aqui em Passo Fundo-RS, onde na ocasião o Anísio veio para cá prestigiar o evento das Carreteras organizado pelo Paulo Trevisan, e gravar uma matéria sobre o KG Porsche para o programa Auto Esporte.
Presenciei a gravação da matéria, que por sinal é cortada em 98%, sendo colocada no ar muito pouco dos riquíssimos detalhes e histórias do carro. Na ocasião, tive a oportunidade de almoçar juntamente com o Anísio e ouvir uma bela história sobre o bug Kadron, coisa impressionante pela maneira que foi contada, parecia que foi uma semana atrás pela energia e riqueza de detalhes.
Forte Abraço! Alex Zanolla"

Eu queria ver se o Alex deixaria eu sentar no capô do Puma dele! Como era o Anisio... Aliás o Anisio pode tudo, o nosso grande gênio merece muito mais, como por exemplo, colocar a sola do sapato no capô, mas não de leve como a modelo fez no GTB do Leandro, de sola mesmo, prá riscar! O Anisio em sua magistral elegância, nunca faria isso, mas se ele fizesse no meu carro, vocês sabem o que eu faria? Passaria um verniz em cima dos riscos e colocaria uma pequena inscrição: "Aqui pisou Anisio Campos". Brincadeira gente, baita idiotice, pede para ele assinar que fica melhor.

Desrespeito

O meu amigo Glauber Acquati achou em um site de vendas de veículos e mais um Puma perdido, ou seja, menos um.
Sem comentários...
A única vantagem desse Puma é que podemos economizar, palavras. Você chega para a esposa e diz: "Vamos passear Kapuma?!"

Reportagens - Bug Kadron

O meu amigo Luby, apaixonado por Puma e Bug Kadron, me enviou essa reportagem da revista Quatro Rodas n° 136 de novembro de 1971, sobre o Bug que era vendido pela Kadron e a carroceria fabricada na Puma. Um projeto de Anisio Campos, o bug não era vendido completo, apenas o Kit, que podia ser montado em qualquer plataforma de Fusca, nova ou usada. Para isso sofria um corte no chassis de 35 cm entre eixos. Era oferecido desde a carroceria básica sem pintura, até uma lista de 36 itens, alguns exclusivos, para o comprador completar seu bug ou personalizá-lo. A capota rígida era um desses itens, que não fez muito sucesso. Assim como o GTE Spider, a capota rígida faz mais sucesso hoje que na época, talvez pela raridade.
As rodas "bolo de noiva" da Scorro era outro item vendido pela Kadron, sendo utilizada as medidas 7"x 13 na dianteira e 9" x 15 na traseira. Como o Anisio respirava Puma, existia muita semelhança nos equipamentos ou detalhes do Bug, como as lanternas traseiras de Variant e faróis embutidos na carroceria, nada comum para um bug em qualquer parte do mundo.
Mas os primeiros Bug Kadron, quando ainda chamavam Tropi, em 1970 tinham a carroceria com detalhes diferentes, como as lanternas dianteiras, apoios de pés nas extremidades da carroceria e não existia o capô traseiro, apenas um buraco para encaixar o filtro de ar do carburador, quando se utilizava carburação simples. A placa de licença ficava por cima desse buraco, fixada à um suporte articulado que continha a luz de placa, oriundo da Rural Willys.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Feras e Gatas

O Puma GTB do Leandro Guilherme, a modelo Vanessa Melo, o Puma Concolor, a paisagem do sul de Dakota - USA e a arte de associar imagens para criar a expressão do artista.

Reportagens - Sport Faher novembro de 1978 (2)

A reportagem da revista Spot Faher agora com a tradução para a língua portuguesa feita pelo nosso amigo Christian Heinemann.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Projeto Puma P-09

A matéria abaixo nos falamos aqui. Então vocês vão até lá, leiam para se iterarem sobre o projeto publicado na Quatro Rodas e depois retornem aqui. Esse projeto foi a tentativa da Puma em melhorar o seu produto na Europa e consequente maior penetração no mercado bem disputado. O Puma tinha linhas bonitas e agradáveis, mas perdia na concepção mecânica, por isso a intenção da fabrica em criar um Puma com a mesma mecânica VW a ar, porém atualizada e com suspensão muito melhor em conforto e estabilidade, já fabricada na VW da Alemanha. Com isso, o produto ganharia também em manutenção, porque as peças para substituição estavam lá na Europa, em qualquer concessionário VW.
O projeto foi tomando forma. Primeiro as fotos da revista, onde o modelo é feito em madeira. Nas fotos abaixo, o modelo em fibra sobre o chassis de um Fusca alemão com suspensão Mac Pherson, aquela que usa molas helicoidais e amortecedores telescópicos. Vocês viram que no modelo de madeira a frente estava definida, mas quando foi colocado o chassis, a parte superior da mola ficava para fora da carroceria e na foto vemos que a frente não fazia parte do modelo de fibra. Mas podemos ver claramente que o chassis é um VW 1302, ou pelo menos simularam um idêntico.
O mesmo problema foi encontrado quando do projeto do Puma P-016, que não puderam usar a suspensão Mac Pherson do VW Passat pelo mesmo motivo, optando pela suspensão do Fiat 147, que era mais baixa a parte da mola e amortecedor.
No final das contas, o Projeto P-09 realmente não foi avante, porque a VW não quis fornecer a mecânica VW - a plataforma rolando - para a Puma, como fazia no Brasil. Ninguém me confirmou isso, não posso provar, mas para um bom entendedor, não precisa de provas. Na Europa a VW não tinha um governo fazendo pressão, como no Brasil, para a concessão da mecânica. Outra, a VW, como a totalidade das montadoras, nunca foi fã de ver seus produtos serem utilizados por outros, pela simples razão: poderiam fazer melhor ou muito pior com sua mecânica, arranhando a imagem da empresa em qualquer uma das situações.
Sem a mecânica, o projeto foi por água abaixo. E naquele ano de 1974, com o projeto do Mini-Puma, esse P-09 e o lançamento do GTB era muita coisa para a pequena indústria que só tinha dez anos. Quem deve saber bem disso são nossos amigos Ronaldo, engenheiro-chefe da Puma e seu projetista Paulo Sérgio (PS). E digo mais, não sei se naquele ano, ele e o PS já estavam trabalhando também no projeto do caminhão leve Puma 4.T, eles vão nos dizer nos comentários.

Dia A Dia

O Puma GTS 1977 foi fotografado na Avenida Ricardo Jafet, no Ipiranga, São Paulo-SP, no caminho da antiga fabrica. É o mesmo que apareceu na última publicação "Pelo retrovisor de um Puma". Tem gente no nosso grupo que é daltônico, então me ajudem e digam à Tempo, qual a cor desse Puma. Obrigado.

Qual a sua opinião?

O Puma GTB 1974 está anunciado em um site de venda de veículos como sendo o n° 8, ou seja o oitavo GTB fabricado. Será que temos a mesma opinião a respeito? Vocês já sabem a minha.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Feras e Gatas

Da série de fotos do Leandro Guilherme e seu GTB 1978, com a modelo Vanessa Melo. A foto foi editada com o Aeroporto de Angra dos Reis ao fundo.

Adesivos (6) Camber

Outro adesivo da coleção do meu amigo Eduardo Tonin. O concessionário Camber de Brasília-DF se tornou famoso pela participação em corridas e preparação em motores de Puma.

Foto do dia

Saída do forno há pouco, a cidade de Maringá-PR ganha mais um Puma Tubarão, do meu amigo Walter A. Battaglia. Parabéns pelo esforço conseguido.

Reportagens - Sport Faher novembro de 1978

"Esta é a reportagem sobre o Puma feita pela revista alemã especializada em competições automotivas, a Sport Fahrer publicada em 11 de Novembro de 1978 na seção Teste & Técnica. Na página 62 temos uma ampla matéria sobre o Puma feita pelo jornalista Peter Hellgut. A notar o motor com um carburador, duas buzinas na parte da frente (Prefiro colocar faróis de neblina !) , um só retrovisor como creio que era normal na época e o para-brisa dégradé.
A+ Claude Fondeville"
Algumas coisas se diferenciavam do modelo brasileiro para o modelo exportado. Esse Puma ao meu ver, não foi exportado dessa maneira, com as ridículas buzinas aparente; volante sem nenhuma ligação com Puma; distribuidor a vácuo ao invés do centrífugo; carburador único, muito parecido com o carburador do Fusca alemão daquele tempo. Já as lanternas laterais de sinalização podem ter sido instaladas pelo importador, por obrigação legal. O para-brisa degradeè para Puma já tinha nessa época nas lojas de acessórios, vindo de fabrica no Brasil só no GTI/GTC.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Logotipos - Puma Kit (2)

O logotipo Puma Kit em inglês foi mostrado aqui, hoje vamos ver o logotipo em português. O meu amigo Eduardo Tonin, colecionador de adesivos, comprou um grande lote, onde encontrou as raridades abaixo.
O primeiro e raro logo Puma Equipado, baseado no logotipo da fabrica, identificava que o veículo era equipado com peças de motor Puma. Naquele tempo, falávamos que o carro tal era "equipado", significando que o veículo era "mexido", de playboy, de jovem ou qualquer outro adjetivo. Não significava o sentido literal da palavra, mas sim um carro preparado, que além de melhorias no motor, contava também com rodas tala larga, rebaixado, faróis de milha e vidros ray-ban (vidros verdes). Nisso a Puma aproveitou a expressão para associar aos seus equipamentos. Claro que quem tinha esse adesivo no vidro do carro, exibia um certo status, pelo respeito e seriedade dos equipamentos Puma.
Mas quando foi lançado o "pacote" de equipamentos para preparação de motor chamado de Puma Kit, onde podia-se comprar desde uma carburação dupla até caixas de mudanças de marchas com preparação, passando por comandos, virabrequins, etc., criou-se o logotipo Puma Kit Equipado, baseado no logotipo da equipe de competição, mostrando suas garras.
Alguns até tremiam quando um Fusca de play-boy, com tala larga e rebaixado, parava do lado acelerando no semáforo e no vidro lateral tinha esse adesivo, já se sabia que não estava para brincadeira.
Todos os equipamentos de preparação eram desenvolvidos e fabricados pela Puma.

Pelo retrovisor de um Puma

Eventos - Estação da Luz - Maio 2011

O meu amigo Marcos Gagliardi esteve ontem no evento da Estação da Luz em São Paulo-SP, que é realizado no primeiro domingo de cada mês, aproveitando para fotografar duas figurinhas carimbadas do evento, o Puma GTE 1973 que já apareceu aqui.
E o Puma GT DKW que também é nosso conhecido, veja aqui.

Puma de corrida - Puma Campêlo (2)

O Puma do Campêlo nos falamos aqui. Agora o meu amigo Carlos Seixas me falou da fase em que está a restauração do GTE, que aparece em seu blog aqui. Vamos lá conferir.