quinta-feira, 14 de abril de 2011

Cor do Tanque Combustível após 1980

Falei da cor anterior do tanque de combustível aqui, dos modelos até 1979. Em 1980 a Volkswagen mudou a cor - não me perguntem o por quê - agora um cinza-verde. Na peça isolada a cor é até mais bonita, mas no carro, não combina com nada. Para aqueles que vão pintar os tanques com essa tinta PU é bom fazer o serviço em etapas. Primeiro empapele um lado e pinte. Depois de seco, vire e faça o mesmo processo. Isso ajuda para a pintura não ficar manchada. Apesar que a única parte que aparece é a superior. A formula da tinta, não esquecendo que esta é para a marca PPG.

Feras e Gatas

"Olá Felipe, Conforme comentário enviado para o Puma Classic, envio a fotografia desse post, após mudança do background no Photoshop. A fotografia utilizada foi obtida através desse site de imagens grátis, onde consta que é da Praia de Camboinhas. É uma pequena contribuição minha a este excelente e muito útil blog - o qual merece efusivos parabéns de todos "pumeiros". Espero que gostem! Abraços Benício - Puma GTS 1979" Só que o Benício esqueceu de "fotochopar" a parte dos vidros que mostravam o fundo, mas meu irmão terminou o trabalho. Agora quero ouvir as opiniões. Ficou bem mais linda... (mas não conto a quê me referi).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Feras e Gatas

Maravilhosa fotografia da fera do meu amigo Leandro Guilherme Pascholatti e da gata, uma fotografa, casada, mas não sei seu nome, o Leandro não me informou. O local é Londrina-PR.

Foto do dia

Quem sabe as possibilidades do ano desse Puma?
Atenção não vale chutar, tem que dar a explicação correta.
Está valendo o brinde do Chaveiro Automodelli.

Tanque de Combustível - A transformação

Como a Puma comprava a mecânica pronta da VW, qualquer alteração envolvia custos para desenvolvimento. No caso do tanque de combustível, não havia necessidade de qualquer alteração, tinha boa capacidade (40 litros + 5 litros de reserva), o formato se encaixava perfeitamente no Puma, então ficou o mesmo tanque do Fusca, com apenas uma alteração: o bocal. No Fusca o bocal tinha um gargalo comprido, que no Puma não fecharia o capô. A Puma cortou o gargalo e soldou o bocal mais embaixo, se encaixando e funcionando perfeitamente.
Abaixo um esquema fotográfico para execução da transformação do tanque do Fusca para tanque de Puma.
Depois desse processo, vinha o retoque da pintura apenas no local soldado e pronto. Nesse sistema de solda não danifica muito a pintura do tanque, claro que o soldador tem que conhecer o ofício e se certificar de esfriar as áreas em volta da solda, para não pegar fogo na pintura toda do tanque. Esse processo de resfriamento é feito com panos bem molhados.
Não sei se o sistema de transformação dentro da Puma durou muito tempo, acredito que depois de um certo tempo os fabricantes de tanques já deveriam fazê-lo na medida.
O tanque do Gurgel tinha o mesmo tamanho de bocal do Puma.
ATENÇÃO: Os Fuscas a partir de 1978 utilizavam tanque com bocal para a lateral do carro, esse tipo de tanque não serve para a transformação (a adaptação é bem mais complexa), procure tanques dos Fuscas de 1964 a 1977.

Foto de época - GTE 1975 Verde

Esse lindo GTE 1975 era do Rio Grande do Sul e foi comprado pelo meu amigo Alex Murad de São Paulo, que o vendeu, mas continua aqui, na mesma cidade.

Artigo (31) Revista Quatro Rodas 1971

terça-feira, 12 de abril de 2011

Feras e Gatas

Cor do Tanque Combustível até 1979

O Puma VW como todos sabem utilizava a plataforma do Karmann Ghia e depois do Brasília. Junto com a plataforma vinham também os tanques de combustível fornecidos pela Volkswagen do Brasil. Da mesma maneira que a Puma recebia colocava em seus carros. Então o padrão de cores dessa peça era ditado pela VW, portanto a regra a seguir serve para toda linha VW no Brasil. A cor era um cinza escuro utilizado desde os primeiros Fuscas fabricados no Brasil.
Tanto no Fusca como no Puma, o tanque ficava parcialmente coberto, mas ainda assim aparecia uma ponta do tanque, denunciando a cor.
Com o tempo, no caso dos Puma, a cor ia ficando desbotada e passando para um tom de cor bem bonita.
Abaixo uma foto colhida na Internet de um tanque de Fusca 1200.
AH! Vocês querem a formula para mandar fazer a cor, correto? Tá bom, aí vai:

Puma de corrida - N° 81 Rastro

Quem lembra do Puma da Perfume Rastro?
Queremos ouvir histórias...

História Puma - Puma GT VW Protótipo

Quem idealizava os veículos Puma até meados da década de 70 era Rino Malzoni e seu processo não era como alguns já utilizavam na época, com argila ou gesso para modelagem. Como ele tinha um excelente funileiro, Sr. Chico, este transformava em realidade os desenhos de Rino na mais pura chapa de aço. Os primeiros Malzoni foram feitos de chapa de aço, assim como o modelo para fabricação do GT Malzoni. Todos executados em Matão-SP. O Puma GT DKW foi idealizado a partir de um GT Malzoni e feito o modelo em fibra de vidro por Anísio Campos em São Paulo. Já o Puma GT VW foi fabricado um modelo em chapa de aço (acima), também em Matão, para posterior modelagem em fibra de vidro em São Paulo. O Puma GT4R também utilizou o mesmo processo. Em algum momento da minha vida, ouvi falar de encontrarem um "tubarão" de chapa, mas a informação era pouco precisa na época e não consegui chegar até o dito cujo. Portanto acredito que esse protótipo que serviu de modelo para o molde, ainda esteja por aí.

Foto do dia - GTE 1972 Rallye

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Maçanetas externas Puma GTE/GTS 1976/78

As famosas maçanetas "patinha", por parecer uma pegada de puma vieram junto com o novo modelo lançado em março de 1976.
Falamos das maçanetas externas anteriores aqui. Agora vamos falar tudo das maçanetas patinha. Projetadas pelo nosso amigo Paulo Sérgio, o PS, ele conseguiu melhorar a linha de produção com o novo modelo. Como ele mesmo nos relata: " - Quando eu desenhei uma maçaneta que evitava o rebaixo na carroceria, onde se colocava a mão e ela era cromada, saliente, todos na fábrica acharam um show, saiu na praça e foram detestadas."
A verdade realmente foi essa, substituir um produto aclamado pelos consumidores não é nada fácil, os problemas de novos produtos. Nem sempre a amostragem de opiniões revela a realidade, nem mesmo com avançados tipos de pesquisa, porque o consumidor pode ter uma opinião na primeira impressão e depois mudá-la sem ter muita explicação.
A maçaneta anterior era uma identidade Puma, pela exclusividade, pelo desenho esportivo, etc., e na mudança, mesmo que para melhor, porque resolvia diversos problemas, a grande maioria não aceitou, engoliu apenas. A maçaneta de botão anterior não tinha como ser colocada na nova carroceria, porque as portas são mais espessas e teria mesmo que fazer um modelo novo, mesmo que fosse de botão, exatamente como aconteceu depois com as maçanetas do modelo 1979. Apesar de serem de botão, parecidas com as antigas do modelo 1975, elas tem a mesma construção das maçanetas patinha.
Essa maçaneta era fabricada exclusivamente para a Puma, diferente de tudo que existia. Era formada por uma peça injetada, que ficava na parte externa da carroceria e...
...Apoiava o bujão do segredo e todo mecanismo interno. Fixada pela parte interna, por dois parafusos de fácil colocação, como no modelo anterior.
Desenho moderno e aerodinâmico realçava na lateral pela grande área cromada.
Abaixo duas maçanetas, uma montada e outra desmontada com as peças na sequência de montagem.
Era simples, eficiente e não muito onerosa na sua fabricação.
Outra vantagem dessa maçaneta era ter chaves exclusivas com o emblema Puma. No começo existiam dois modelos de chaves para as maçanetas, a primeira (E) desenho exclusivo sem similar; a segunda(D) apesar do emblema Puma, o formato era o mesmo da chave do caminhão Mercedes Benz.
Abaixo vemos a maçaneta instalada, visto pela fenda onde vai colocado o vidro lateral.
E o detalhe do encaixe na fechadura.
A única peça não exclusiva Puma nessa maçaneta era o bujão do segredo, que utilizava o mesmo do caminhão Mercedes Benz 608D. Esse é um detalhe caro para fabricação em qualquer tipo de fechadura, e no caso, havia a necessidade de um bujão com diâmetro menor, devido ao desenho e construção. Esse modelo de bujão era o único disponível pelo fabricante.
Abaixo a maçaneta do 608D de 1973 até 1980 e pouco.
Reparem que o bujão tem um desenho singular, muito diferente da grande maioria de bujões.
Apesar de ser charmosa, a maçaneta patinha deu lugar a nova maçaneta de botão em meados de 1978, portanto nesse ano podemos encontrar os dois tipos de maçanetas.

História Puma - Interesse Internacional

Por Ronaldo Brochado
A Volkswagen, a Porsche, Citroën e Peugeot se interessaram muito pela PUMA, o governo não, ...haviam questões !!! Ainda lá na PUMA - em 1974, o 'top exec' da Peugeot, 'Monsier Midabriot' nos visitava e ficou 'um bom tempo' lá pela Engenharia conosco e foi logo se enturmando: - Havia sido engenheiro projetista na França, me viu junto a um projetista numa prancheta e contou que era disto que ele gostava, mas havia sido promovido, etc. Olhou os desenhos, criticou uma espessura de chapa, a 'orelha de fixação' da bandeja inferior da suspensão dianteira do MiniPuma.
Foto do interior do MiniPuma por Karl Ludvigsen
OK, então corria o ano de 1974! No final do ano o Salão do Automóvel e o MiniPuma pronto.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Reportagens - A Puma pede para crescer

A reportagem da revista Autoesporte de março de 1973, conseguida com ajuda do meu amigo Mário Estivalét, traz um título sugestivo: A PUMA PEDE PARA CRESCER. Não pede para sair, ela quer entrar no grupo das grandes montadoras. Quem lia a matéria na época, vislumbrava um prometido e lindo futuro para a Puma. Porque falava da real necessidade de crescimento da produção, da entrada de novos produtos, das exportações e de uma possível transferência para Portugal. Fala também de um assunto que há pouco gerou bastante polêmica em nosso meio: a marca e patente do nome Puma, nesta o nome registrado na Europa.
Como finda a matéria:
"É isso aí - a Puma pede passagem"

GT Malzoni Hard Top (2)

A turma de Minas Gerais sempre aparece com ótimas surpresas. Agora o meu amigo Henrique Mendonça e seu pai James Mendonça estão no projeto de restauração de um GT Malzoni Hard Top 1964 (já falamos desse modelo aqui) e um GT Malzoni 1966. Ele me mandou a notícia: "Colocamos algumas fotos da restauração que estamos fazendo do Malzoni 64, do Malzoni 66 e do Puma Vemag 67. Da uma olhada aqui. Eu estou ajudando na restauração dos carros, mas quem está mesmo à frente dos trabalhos é meu pai e o nosso amigo Rodrigo de Moura Castro. Abraços, Henrique"

quarta-feira, 6 de abril de 2011

A lenda Puma

Muito se ouviu falar da existência de um Puma Concolor dentro da fabrica Puma Indústria de Veículos S.A., mas só estórias, virando uma lenda.
Hoje graças ao meu amigo Varlei temos a foto e seu depoimento dos fatos ocorridos naquele tempo dentro da Puma.
Não se esqueçam que os conceitos ambientais da época eram outros, o governo brasileiro desmatava a Amazônia para fazer a Transamazonica, fornecia incentivos para o desmatamento em prol da agricultura e muitas outras situações que hoje consideramos bárbaras.

"Olá Felipe, aí está a foto do puma (bicho) que criávamos dentro da fabrica da Puma (carro), rs, ele comia 5 kilos de carcaça de frango cozido, bancos, capotas dos carros da linha de montagem, vassouras, blusas, espumas, etc, rs rs rs. Este puma criávamos como um animal de estimação, tínhamos um opala transformado em pick up, o qual dávamos alguns passeios com ele nos fins de semana de preferência domingo, que não tinha muita gente na rua, sendo uma atração quando trazíamos para casa.
Na foto em pé segurando o puma está meu irmão Wagner que trabalhava na Engenharia, abaixado está meu tio e meu primo, eu não saí na foto, pois estava batendo a foto. rs rs rs
Essa história não é uma lenda não, você em algum momento já deve ter ouvido falar que existia uma onça na Puma.
O apelido dele era GTC, pois tinham acabado de lançar a linha GTC em 1980.
Na foto ele tinha uns 6 ou 7 meses era um filhote ainda, quando ele veio era bem pequeno e quem trouxe foi o Luís Carlos Costa (filho do Luís Roberto). O cara era muito doido, rs, ele comprou em uma feira no Mato Grosso e trouxe de carro para São Paulo.
O bicho começou a dar problemas na fabrica, pois nem todos funcionários gostavam da ideia de pegar uma onça pela frente, o sindicato dos metalúrgicos na época foi em cima e era um jogo de esconde-esconde e como nós tínhamos um restaurante também dentro da fabrica, o escondíamos lá e fechávamos as portas. Mas quando ficava solto, comia e arranhava tudo que via, deu muito prejuízo para a Puma, pois na linha de montagem as vezes os carros estavam prontos e ele pulava em cima, arranhando a pintura, rasgando as capotas, dando muito trabalho mantê-lo.
Nos fins de semana também tínhamos que alimenta-lo com frango cozido, pois ele comia muito, aqueles 5 kilos por dia. Como a Puma tinha o terreno de Capivari, o bicho foi para lá. Uma vez minha mãe quase expulsou meu irmão de casa, rs, ele foi esconder o bicho e depois levou para Capivari. Minha mãe deu graças a Deus, porque era ela que tinha de cozinhar o frango do bicho em casa, em todo final de semana e feriados, mas eis que meu irmão volta para casa com um macaco (sagui) rsrs. No fim o puma ficou em Capivari mesmo e não sabemos o que aconteceu, porque a Puma estava praticamente fechando as portas e saímos todos de lá.
Meu irmão que esta na foto foi para a Lafer, meu outro irmão (Valmir) foi para uma concessionária Chevrolet, que fazia também assistência dos modelos GTB e lá ficou por muitos anos. Meu irmão mais velho (Valmir- Pistola) entrou na fabrica com 14 anos e foi estudar no Senai pela Puma, praticamente ficou até fechar a fabrica na Avenida Presidente Wilson. Já meu outro irmão da foto entrou na linha de montagem da Puma e pouco tempo depois, como ele estudava desenho mecânico no Senai, foi para engenharia e ficou lá seis anos.
Em 1979 meus irmãos e meu pai compraram o restaurante que tinha dentro da Puma, eu era um moleque de 13 anos, também fui trabalhar no restaurante, o qual saímos praticamente quando a Puma já estava fechando. Como sempre fui louco por carros, aquilo era um parque de diversões para mim, pois eu tinha acesso livre na fabrica inteira.
Se fizéssemos um livro com historias da Puma ficaria maior que a bíblia, rs, grande abraço. Varlei Martines"