sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Fora de área - Bugatti Type 35 e réplicas

Em meados dos anos 70, depois do aparecimento da réplica do Alfa Romeo 33 fabricado pela L'Automobille de São Paulo (que depois foi vendida para L'Autocraft do Rio de Janeiro) em cima de plataforma VW a ar, a THUNDERBUGGY de São Paulo lançou a réplica do Bugatti Type 35, também sobre a plataforma VW, como nos kit car norte-americanos. Essa empresa situava-se na Avenida Santo Amaro, no bairro do Itaim-bibi, perto da Comercial MM, mas a fabricação era nas instalações da Glaspac no bairro de Santo Amaro. 
Como podia ser vendido por kit, cada um montava o carro a seu gosto, com mais ou menos fidelidade com o carro original.
Como nesse modelo abaixo, a barra entre os faróis é curva, personalizada pelo proprietário, assim como lanternas e faróis.
A maior diferença entre a réplica e o modelo original, além da largura, eram as grandes tomadas de ar na parte traseira para refrigeração do motor VW a ar.
Outros personalizavam com rodas raiadas de carros da década de 20, dando um toque nostálgico a réplica, mas assim mesmo diferente das rodas originais que eram de liga leve fundida.
Esse tipo de para-choque utilizado nessa réplica não era adotada por todos, mas quem queria mais proteção...
A moda de montar uma carroceria baseada no Bugatti T35 teve original nos Estados Unidos, que são mestres no assunto réplica. Lá também cada um fazia seu modelo personalizado.
As réplicas também chegaram na Europa, como o modelo abaixo, provavelmente na Suíça.


O modelo de Bugatti Type 35 foi criado para as pistas, onde conseguiu 1850 vitórias em 6 anos de produção, com muitas variações entre os modelos. Chegou a ser creditado 14 vitórias por semana. Nunca mais apareceu um vencedor como o Type 35, por isso o seu grande carisma.
"Este raríssimo modelo original Bugatti Type 35 em uma foto de época nos seus melhores dias de glória, notem as rodas fundidas em liga leve, uma característica deste modelo de competição. Dario Faria"
Abaixo um modelo original Bugatti Type 35 de 1925.
Colaboração Dario Faria. 
Veja no vídeo um original Bugatti Type 35 em movimento.

Mas as réplicas não vivem apenas de motor VW a ar, na Argentina um apaixonado pela marca fabrica uma réplica perfeita do modelo original Bugatti Type 35. Veja a reprodução do texto da matéria da revista Quatro Rodas:

O campeão vive

Na Argentina, entre réplicas de 175 000 dólares, empresa reproduz o Bugatti T35, o maior vencedor de corridas da história
Por Luiz Guerrero
Fotos Pur Sang Você teria uma réplica na garagem? Antes de torcer o nariz diante de tal hipótese, leia esta reportagem. Ela mostra uma empresa, a Pur Sang,
da cidade argentina de Paraná, ao norte de Buenos Aires, especializada em reproduzir carros de competição dos anos 20 e 30. De tão perfeitas, as peças aqui fabricadas pela equipe do ex-engenheiro agrônomo Jorge Anadón ganham destaque em salões internacionais, são elogiadas por revistas de prestígio e disputadas por colecionadores de todo o mundo. Da Pur Sang já saíram um incrível Cadillac Coupé 16 cilindros, um Mercedes-Benz 1926 com transmissão por corrente e um Alfa Romeo 158 com motor aeronáutico Aermacchi V12 de 25 litros.

A paixão de Anadón, no entanto, são os Bugatti, especialmente o Tipo 35, que começou a reproduzir há 12 anos a partir de um modelo original. A Pur Sang – francês para “puro-sangue”, como Ettore Bugatti referia-se a seus carros – já produziu cerca de 100 réplicas, um quarto da produção do modelo original. A Bugatti fabricou cerca de 400 variações do T35 entre 1924 e 1930, incluindo a versão urbana, com pára-lamas, faróis e lanternas. Atribuem-se ao modelo 1850 vitórias em competições, o maior número registrado por um carro.

Anadón nos recebe na sede da empresa, uma chácara chamada Villa Lola que foi sede do governo da província no começo do século passado. E só faz uma exigência: que não se pergunte sobre preço. Aceito a condição. Mas, apenas para dar uma noção do valor dessa escultura de alumínio, em junho de 2000 a revista americana Road & Track comparou o preço da réplica, que custa 175000 dólares, com o do Bugatti T35 original, 400000 dólares. E concluiu que os carros da Pur Sang são um excelente negócio. “Existem menos de 100 modelos T35 em todo o mundo. Desses, contam-se nos dedos de uma mão quais mantêm a originalidade de fábrica. Por isso, não considero meus carros de menor valor”, afirma Anadón. “São veículos originais feitos para não ficar na garagem.” É a mesma conclusão de colecionadores de todo o mundo, especialmente da Europa e dos Estados Unidos, que desembarcam nesta cidade de 240000 habitantes às margens do rio Paraná em busca dos Bugatti argentinos.

Os carros de Anadón são feitos a mão por um grupo de 20 profissionais. A maioria das peças é fabricada no galpão principal de Villa Lola, mas fundição, pneus, pistões e parte elétrica, entre outros, vêm de fornecedores locais. O ritmo de produção é lento, um T35 a cada 30 dias. E o resultado, um primor. Quem conheceu o carro original, como o ex-piloto Phil Hill, que avaliou a réplica para a Road & Track, diz que até o ruído do motor é idêntico – uma sinfonia em notas graves realçada pelo ritmo compassado das válvulas e pelo zunido do compressor.

Para despertar o oito cilindros em linha do T35 B (versão de 130 cavalos com compressor mecânico), é preciso bombear a gasolina com uma alavanca à direita do painel e então girar a chave – uma das raras concessões de Anadón foi trocar o sistema de magneto do carro original pela ignição eletrônica. A partida pode ser dada pela manivela ou, melhor, por um botão. Ruben Urspruns, único funcionário autorizado a dirigir os carros da Pur Sang, acompanha esta avaliação, acomodado à minha esquerda no estreito banco de couro. Eu também procuro a melhor acomodação: o delgado volante de quatro raios é enorme e os pés ficam espremidos entre o túnel do cardã e a parede de alumínio, quase sem espaço para acionar os pedais.

Como em um monoposto de competição, o espaço é racionado. A alavanca de câmbio fica do lado de fora da carroceria, posição mais cômoda para as mudanças, já que as guias de engate e o cabo de transmissão ocupam boa área na altura do cotovelo. Junto dela, outra alavanca maior aciona os freios das rodas traseiras – um engenhoso recurso para fazer a traseira escorregar sobre o eixo em curvas fechadas, como em carros de rali. São quatro marchas longas e sem sincronização com engrenagens de dentes retos: as mudanças exigem, mais que força, determinação. A direção é igualmente pesada, mas não há folgas e os movimentos são precisos: com pouco mais de meio curso, as rodas dianteiras atingem o batente. Os freios a tambor acionados por cabos de aço não pregam susto, desde que não se exija muito do conjunto.

A adaptação aos comandos e às reações do carro é rápida. É o que me dá confiança para pressionar o acelerador, na verdade uma roldana suspensa. Não há velocímetro, só um belo conjunto de conta-giros, relógio analógico e dois mostradores menores, do nível de combustível e da pressão do óleo, instalados no painel de alumínio escovado. Em terceira marcha, o ponteiro entra na escala das 4000 rpm alterando o ronco do motor. Devia estar a menos de 100 km/h, mas a sensação de velocidade era bem maior. A suspensão firme, com eixos rígidos apoiados por feixes de molas, as rodas de 19 polegadas expostas e o vento contribuem para reforçar a sensação. Em contrapartida, não há vibrações em excesso: o T35 B da Pur Sang é sólido. Foi feito para se transformar em um clássico.

8 comentários:

Ricardo Thome disse...

Olha, se eu não estiver enganado, o Domingos Avallone tá quase finalizando uma réplica desse carro na oficina dele....

Me lembro por conta da traseira do carro, que é bem parecida com a das fotos, senão igual.

Abs

charles disse...

se o Brasil tivesse uma legislação de transito não manipulada pelas grandes montadoras multinacionais, poderíamos ter a oportunidade e liberdade de criação de réplicas e hot hods e afins. poderíamos exercer a criatividade do povo brasileiro que por falta de oportunidade acaba criando bizarrices automotivas com carros originais atuais e antigos.

sandrogte disse...

ALGUEM TEM NOTICIA DO FELIPE, LONGAS ESTAS FÉRIAS HEIM.............

Felipe Nicoliello disse...

Ricardo,
No Avallone tem um L'Automobile Alfa Romeo P33, que vamos colocar placa preta.

Charles,
Somado a isso tudo que vc falou, os impostos poderiam ser mais baixos para tudo, porque fazer qualquer coisa em carro no Brasil custa uma fabula. Onde compraríamos um distribuidor centrífugo novo no Brasil por 220 reais? Pois nos Estados Unidos compra-se. Barato para nós e olha que ganhamos em real, imagine para eles que ganham em dólar pagar 120 dólares por essa peça.

Sandro, rsrsrs
Não tirei o mês inteiro de férias, trabalhei dobrado para cobrir as férias de outra pessoa. Apenas semana passada passei uns dias na praia e não vi uma única fera, só outros felinos da raça Felis Silvestris Catus femina.

Galvão disse...

amigos sou um novato com carros antigos, estou atras de uma replica de bugatti t35, quanto vou pagar?

Felipe Nicoliello disse...

Se achar Galvão, deve custar de R$ 30.000,00 a R$ 60.000,00, dependendo do grau de originalidade e estado de conservação.

Claudinei Betini disse...

tenho um amigo q tem um bugatti vermelho sangue q esta deixando o tempo corroer em seu deposito d muambas ele me disse q nao ver graça no carro se alguem se interesser 27998864907 meu cel..sou vitoria ES

Claudinei Betini disse...

tenho um amigo q tem um bugatti t35 VERMELHO deixando estragar no seu deposito se alguem interessar 27 99886 4907 claudio vitoria ES