quarta-feira, 26 de maio de 2010

Número do Produto Puma (2)

Vejam o e-mail que o meu amigo Fernando Gusmão de Novo Hamburgo-RS me mandou:
"Divido com você a surpresa que tive hoje ao retirar a forração do carpete, durante a restauração, que estava sob o compartimento que fica a capota da minha GTC 80. Escrito com caneta hidrocor, ao lado no número do produto (esquerda) é possível ver a data de fabricação "29/09/80".
Lembrei imediatamente do recente post que você fez. Abs, Fernando Gusmão"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Por onde andará?

Por onde andará a funcionária da Puma? Segundo o meu amigo Paulo Sérgio, era secretária de Diretoria do Sr. José Maria Hellmeister, mas que não ficou muito tempo no emprego. E o aparelho de Telex? Coisa arcaica para os atuais dias, mas que foi muito utilizado por empresas até meados dos anos 80, aposentado mesmo só mesmo no final dessa década, quando o fax se tornou popular. Até então, as empresas compravam uma linha, como se fosse linha de telefone, mais o monstruoso aparelho e mandavam mensagens digitadas como em uma máquina de escrever. Limite de caracteres? É não poderia ser muito extensa a mensagem, porque senão a transmissão demorava. Um tipo assim de twiter das antigas...

Número do produto Puma

Todos sabemos que a Puma marcava seus veículos com o número do produto de fabricação. Esse número consta na plaqueta de identificação no porta-malas do Puma VW e no compartimento do motor no Puma GM. A carroceria também tinha uma plaqueta com esse número, laminada na fibra de vidro, no local mostrado na foto abaixo.
Além desses locais, existe em cada peça independente, uma pequena plaqueta de alumínio rebitada no componente, com o número do produto pinado. Apenas nas portas eram pinados os números diretamente na peça metálica que segura a máquina de vidro (elevador).
Isso não era sistema de segurança contra roubos, a Puma fazia isso por causa das peças de reposição. Como ela tinha vários moldes e nunca uma peça de fibra sai exatamente igual a outra de outro molde, devido ao processo de cura e dilatação, a peça de substituição deverá sair do molde de origem para ser perfeita. Por isso essa identificação. Mas antes de colocar a plaqueta, já que capôs, portas e cajados dos conversíveis tem molde separado da carroceria, essas peças deveriam ser marcadas até a colocação final da plaqueta rebitada. Então assim que a peça saía do molde era marcada com tinta e pincel, o número correspondente ao produto, como mostram as fotos abaixo, gentilmente cedidas pelo meu amigo Péricles Cruz, do Puma Club do Rio de Janeiro.
E depois falam que é fácil fabricar um carro... Também cansei de ouvir que na Puma era bagunça só. Tinha que ter muita organização para não se perder, porque cada peça e carroceria fabricada levava quase seis meses para cura completa e estar apta a preparação de acabamento e posterior montagem.

Puma pelo mundo - GTE 1973 Germany (2)

Por Bernd Eise
O carro é o PUMAGTE 1973 Coupe, do suíço Georges, nosso sócio. O Puma é de alguma forma interessante, porque tem o eixo traseiro do IRS Superbeetle 1303. É sabido, que a conversão foi feita pelo proprietário anterior. As imagens de 2004 foram tiradas na Suíça, antes da repintura do carro. As fotos de 2006 foram tiradas em nossa Reunião da Blackforest. Nesse momento, o carro tinha sido repintado (o verde é um pouco mais escuro que o original), observe os espelhos foram alterados para os de estilo Talbot e escapamento original agora substitui o antigo de Fusca que estava no local. Abraços Bernd.
By Bernd Eise
The Car is a 1973 PUMA GTE Coupe owner is our swiss member Georges. The Puma is somehow a curiosity as it has the IRS Rear Axle of the 1303 Superbeetle. It believerd that the conversion was made by it former owner. The pictures from 2004 and where taken in Switzerland before the cars respray. The 2006 pictures where taken at the BlackForest Meeting. At this time thecar had been resprayed (green is a bit darker than original), note themirrors have been changed to Talbot style ones and a Exhaust-System in original style now replaces the beetle exhaust. Regards Bernd
Fotos de 2004 - Pictures of 2004
Fotos de 2006 - Pictures of 2006

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Catalogo Puma - Coupé / Spider GTE 1600

"Continuando pelas minhas andanças nos sebos da Alemanha na ocasião da Feira de Essen , mando em anexo mais uma compra feita que são uns dos documentos de apoio comercial distribuídos pelos revendedores Puma da Europa. Temos então aqui o do Puma Coupé / Spider GTE-1600 e notamos uma coisa interessante que são os dois carimbos de revendedores , um da Suíça de Zürich e outro da Holanda de Amsterdam.
Tal documentação, como se pode observar em uma pequena assinatura lateral era impresso por lá mesmo. A+, Claude Fondeville"

História Puma - Colaboradores no Crash-test

A foto possivelmente de 1981 sobre o Crash-test do Puma. O teste de impacto foi necessário para as exportações e foi realizado nas instalações da Volkswagen no Ipiranga.
Sobre os funcionários ficam os comentários de quem estava lá naquele momento:
"Eu estava lá neste dia. Não estou na foto.
O Senhor que está isolado de braços cruzados é o Gerente Geral, o Sr. Nelson.
A maioria eu não conheço... devem ser da Volks (isso foi na Fabrica da Volks na Rua Vemag, antiga DKW - no meu novo livro eu conto este causo que foi engraçado...rs).
Marcos V. Pasini"
"Eu estava aí neste dia, só não saí nesta foto pelo fato de: para me ver numa fotografia vai ter que convidar. Da direita para a esquerda está o Sr. Nelson, com guarda-pó azul, gola azul escuro. Operário de macacão cinza que me perdoe, pois não me lembro o nome. O outro operário de macacão azul escuro/gola vermelha, é o João Batista, trabalhava no corte de chassis e como já falei, se ofereceu para entrar nesse carro e fazer o crash-teste como se fosse o boneco que simularia as contusões. Eu estava lá nesta data e os outros me parecem que eram gente convidada. Que me perdoem se estou errado.
PauloSérgio"

terça-feira, 18 de maio de 2010

Foto do dia - GTS 1973

Puma pelo mundo - GTE 1973 Germany


Bernd, Help! Tell us about this car ...

Artigo (23) Veja - novembro de 1970

O artigo sobre a escolha do automóvel pelas celebridades na Veja de 25 de novembro de 1970, mostra que só tinha uma pessoa famosa sensata... E esta disse tudo!
Enviada pelo meu amigo Marcelo Câmara

História Puma - Ferramentaria

A foto é de 1971, onde vemos a ferramentaria da Puma. O PS comentou: "É uma foto mais antiga que 74, antes de entrar na Puma, era a ferramentaria que o Nicola ou o Professor de inglês Jaime comandavam." Já o Ronaldo falou: " No meu tempo ( a partir de 1973) já tinha mais máquinas no lado esquerdo, onde vemos um vazio, também falta uma pequena prensa e uma fresadora, onde se faziam as grades metálicas da tampa do motor e de ar para o habitáculo do Puma de 76 em diante. Também fazíamos peças pequenas em geral."
Essa grade a que o Ronaldo se refere é aquela da entrada de ar para o motor no capô traseiro, que todos hoje conhecem em plástico. Mas os primeiros eram de chapa metálica, qualquer hora o Ronaldo explica como era feita.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Anuncio (71) Produtos Puma 1975

O anuncio não era veiculado em revistas de grande circulação, mais como um folheto promocional de 1975, onde aparecem os principais produtos Puma, os automóveis esporte.

Por onde estará?

A foto foi tirada em outubro de 2004 na abandonada fabrica da Alfa Metais em Curitiba-PR. Carroceria nova de GTE até 1980, sem nunca ter sido usada. Nota-se que ela ainda tem as rebarbas provenientes da junção das partes do molde, ou seja nunca foi lixada.

História Puma - Projetos Avançados

Uma ideia do projetista da Puma, Paulo Sérgio Fonseca Alves em 1981 foi a criação de um caminhão fora-de-estrada ou para usos específicos. Um caminhão-trator como ele próprio designou a criação, que nem chegou a ser cogitado o desenvolvimento, mas os projetistas estão aí para isso, ter ideias, criá-las e desenhar. Talvez tivesse sido bom o avanço desse projeto, porque era um nicho de mercado pouco desenvolvido no Brasil, sem concorrência e ideal para uma pequena produção. O engenheiro Ronaldo (autor do projeto 4.T), que nessa época já havia deixado a engenharia da Puma, ao ver esse desenho do PS comentou: "Era quase assim o Puma 4.T com 1/2 cabine que vi no Aeroporto do Galeão no Rio de Janeiro em 1986. Era amarelo, da Shell e abastecia os jumbos 747. Com cabine mais estreita, sobrava espaço para carregar as grossas mangueiras de combustível."

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Puma pelo mundo - Bye, bye

O bonito GTE 1979 está a caminho da Alemanha. Vai representar o Brasil na Europa, nas mãos de um colecionador e piloto de ralis alemão. O Puma foi comprado no Brasil no começo do ano e depois de toda papelada pronta embarcou de navio há uns quinze dias.

Foto do dia

Quebra-cabeça (22) Resposta

A Resposta correta:
Piloto: Emerson Fittipaldi
Navegador : Roberto Alves Lima
Veículo: Gordini #2
Ano: 1965

O I Torneio de Rallye AUTOESPORTE, realizado dia 17 de outubro de 1965 contou 58 inscritos e 51 participantes, com 235,290 km, sendo a partida em frente ao Museu de Arte Moderna e a chegada na esquina da Marechal Câmara com Franklin Roosevelt. Os concorrentes seguiram pela Rio-São Paulo até a entrada para Tairetá, passando por Miguel Pereira, Sacra Família, Arcádia, etc., voltando ao Rio novamente pela Rodovia Pres. Dutra.
A dupla vencedora teve 37 pontos perdidos, dois a menos que o segundo colocado, o Fusca #139. Foi a prova de estréia em competições de um Brasinca 4200 GT #135, com Lavacchini e Ramunno, conseguindo a 7a. colocação, com 166 pontos perdidos. Houve a participação de muitos modelos, como JK, Simca, DKW, Willys Interlagos, Aero-Willys, entre outros.
Quem acertou a resposta depois de muita luta e acirrada concorrência foi o Stael Alves, que ganhou o chaveiro Puma da Automodelli.
Obrigados a todos pela participação. Semana que vem tem mais.

Inspeção Veicular (3)

Devido ao grande problema da vistoria veicular enfrentado pelos paulistanos, onde a maioria dos veículos antigos não passa na emissão de poluentes, muitos estão aderindo à placa preta. Hoje é mais fácil retornar o veículo a originalidade, do que ficar tentando passar na vistoria e mesmo passando o problema continua ano que vem. Já os veículos "placa preta" estão isentos desta vistoria. Nada mais justo, porque são veículos que preservam a história automobilística do país e não rodam mais que dois mil quilômetros por ano, isto se forem a constantemente a eventos na cidade de São Paulo. Para aqueles em que a originalidade está longe de ser conseguida, só resta a diversas tentativas e acertos de carburação e motor.
Hoje o Puma Clube está recebendo uma quantidade enorme de pedidos para obtenção do Certificado de Originalidade, coisa que muita gente não ligava, como o caso do meu amigo Luiz Devecz Junior, que possui um Puma GTE 1976 1a. série muito original há mais de vinte anos e sempre participou dos eventos e encontros, pois é sócio do Puma Clube há algum tempo. A placa preta para ele não era tão importante, afinal o que ele mais primava era passear com seu Puma, ter o prazer de dirigir. Hoje, para não sofrer desgaste com essa vistoria, solicitou a vistoria e na última terça-feira recebeu seu certificado.
Fotos Wanderley Bendazzoli

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Dia do Automóvel no Brasil (1)

Hoje, 13 de maio, Dia do Automóvel, instituído em 11 de maio de 1934, pelo então presidente Getúlio Vargas, através do Decreto 24.224 como sendo a data comemorativa. A data foi escolhida em razão que no dia 13 de maio de 1926, aconteceu a inauguração da primeira estrada pavimentada no Brasil, ligando o Rio de Janeiro, a capital do Brasil, com cidade de Petrópolis. A rodovia foi construída por iniciativa do Automóvel Clube do Brasil e era em placas de cimento.
O primeiro automóvel montado no Brasil, um Ford T 1921, iniciava a longa trajetória até chegarmos a indústria nacional.
Apesar disso, o Brasil era um importador de automóveis, e assim chegavam em nossos portos, imponentes veículos como o Packard 1930.
Graças a política de incentivos a indústria nacional, criada pelo presidente Juscelino Kubitschek, nascem as primeiras indústrias de automóveis. Em 19 de novembro de 1956, sai das linhas de montagem da Vemag, o primeiro automóvel fabricado no Brasil, um utilitário de uso misto, como era classificado, chamado Perua DKW-Vemag. Em 1958 sofreu modificações na carroceria e em 1961 passou a ser chamar Vemaguet, como vemos na foto abaixo na porta da fabrica no Ipiranga em São Paulo.
Apesar de ter sido iniciada a fabricação em série em 5 de setembro de 1956, antes da Perua DKW-Vemag, a Romi-Isetta não recebeu a classificação como automóvel pelo G.E.I.A. - Grupo Executivo da Insdústria Automobilística.
O VW Sedan já rodava pelo Brasil e em final de 1959 sai da fabrica de São Bernardo do Campo o primeiro Fusca brasileiro, para ganhar o Brasil e conquistar o coração de milhões de brasileiros.
Abaixo vemos um Fusca 1966 última série.
Mas a luta do Fusca não era tão fácil assim, o valente DKW, posteriormente chamado de Belcar-DKW oferecia atrativos tão bons quantos o do Fusca, começava uma boa briga pela preferência do consumidor. Na foto o último modelo do Belcar fabricado.
No começo dos anos 60, a Willys já oferecia um modelo grande de luxo, o Aero-Willys, junto no mesmo segmento, aparecia o Simca (na foto abaixo ano 1966). Os dois disputavam essa faixa, contra os modelos importados.
O segmento era tão disputado que tanto a Willys quanto a Simca lançaram modelos super exclusivos, como o da foto o Simca Presidente e...
...Na Willys o Itamaraty Executivo, a unica limosine fabricada em série no Brasil.Também tínhamos desde o começo os esportivos, representados inicialmente pelo Willys Interlagos, no modelo Berlineta (abaixo), coupê e...
... Conversível, como este da foto, que era do cantor Roberto Carlos.
A indústria nacional começou a crescer rapidamente e com ela os pequenos fabricantes como o Brasinca 4.200 GT. Na foto um modelo raro conversível de 1966.
Os esportivos traziam outras paixões, da qual o Brasil não desapontou: a construção de carros de corridas. Foram inúmeros modelos e protótipos, iniciados pelo Willys 1300 Protótipo.
Mas não era só de automóveis que a indústria brasileira vivia, duas grandes montadoras americanas, GM e Ford, até quase o fim da década de 60, só fabricavam utilitários e caminhões, como a perua Chevrolet C-1416 abaixo.
O grande preferido dos brasileiros desde o pós guerra, principalmente no interior do país era o Jeep Willys, um todo-terreno, pronto para ganhar as estradas de terra do Brasil, que eram a maioria. Abaixo vemos um modelo pouco conhecido o Jeep Willys Biquíni de 1966, porque tinha capota conversível.
Um país repleto de praias começava adotar a criação californiana, os Buggys. E um dos primeiros modelos foi o Bugato Gurgel de 1970, junto com os famosos Kadron e Glaspac.
Outro modelo pouco conhecido, um misto de jipe e buggy foi o Lorena, também de 1970.
A Ford iniciou sua fabricação de automóveis com um modelo de alto luxo, lançando em 1967 o Galaxie. Em 1970 apresentava um mais luxuoso ainda, o Landau LTD.
E assim a indústria brasileira pegava fogo, com diversos lançamentos entre o final dos anos 60 e começo dos 70.
As montadoras já apelavam para os modelos esportivos, sem grande aceitação, mas formadores de opinião. Como vemos abaixo o Corcel GT em primeiro plano e o Dogde Charger em último.
O lindo Charger que só não teve aceitação maior, devido ao alto preço de aquisição e manutenção.
Modelos como o Ford Belina Luxo, com apliques imitando madeira, começavam a conquistar os consumidores.
O maior sucesso em esportivo nos anos 70 sem dúvida foi o Puma. De beleza incontestável agradava a todos, de crianças a senhores, todos admiravam o Puma.
Em 1971 oferecia a versão conversível, que foi um grande sucesso nas cidades praianas.
E as montadoras no calcanhar do sucesso do esportivo Puma, cada vez mais investiam nas séries "GT" de seus veículos.
Com toda essa euforia dos começo dos anos 70, ainda tínhamos um sobrevivente lutando por espaço no mercado, o FNM 2150 de 1971, pois o Aero-Willys tinha deixado a linha de montagem devido a forte concorrência.
As fabricas trabalhavam a todo vapor em 1970/71.
Os pátios ficavam lotados.
E os caminhões-cegonha bloqueavam as estradas.
Esse foi começo da grande indústria brasileira de automóveis, hoje em as melhores do mundo.