terça-feira, 16 de setembro de 2008

Puma de amigo (12) GTB 1978 Prata Continental

O Puma GTB 1978 do meu amigo Paulo tem uma história parecida com o meu GTE. Quando ele comprou o carro, no Rio de Janeiro, pensou na aquisição apenas pelo gosto de ter um sonho de criança, curtir o carro, sem grandes ambições... mal sabia ele o que estava comprando. Feliz da vida trouxe o carro para São Paulo e começou sua busca por peças para restauração. Foi quando ele caiu em nossas mãos (aí a história se difere um pouco da minha, porque minha escola é mais antiga). Na época não tínhamos ainda o Puma Clube, e as conversas aconteciam informalmente no Auto Show no Sambódromo Paulistano e através do fórum do Clube do GTB na Internet. Quando vimos sua aquisição, um GTB perfeito, sem modificações, quase totalmente original, não hesitamos: vai ser restaurado rigorosamente na forma original. E assim começou a restauração, com a ajuda de muitos amigos, da excelente oficina Rubbo SP e com muito esforço, dedicação e concordância do Paulo. Já amigo velho de guerra, apesar do pouco tempo, o Paulo se juntou a nós na Fundação do Puma Clube. No ano de 2007, o GTB estava pronto, mas não participava de grandes exposições por não ter a placa preta, o desejo de brilhar era grande. Em Janeiro de 2008, começou o processo de avaliação para obtenção do Certificado de Originalidade, e eu com muita honra, fui um dos avaliadores desse belo exemplar. O primeiro Puma a receber a placa preta do Puma Clube e acreditamos ser o primeiro GTB em todo Brasil. Já em Abril de 2008, lá estava ele, brilhando nas passarelas de Águas de Lindóia, esperando o tão sonhado Troféu Destaque (aí a minha história volta a ser igual). Tinindo, perfeito em todos os detalhes como queria o Paulo. E novamente entro na história desse carro, participei da rígida comissão julgadora de Lindóia (eram 17 jurados da ala veículos nacionais), e eu, mais que todo mundo, ali na boca da botija, vendo as análises dos jurados, sofri muito até saber que o GTB tinha conseguido o desejado prêmio. Por mim, eu daria todos os prêmios para o GTB, mas eu era um entre dezessete. Fizemos a tabulação e saiu o resultado, foi um grande alívio, saber o GTB havia conseguido, mais emocionante que a notícia que recebi da premiação do meu GTE em 2004, porque era um esforço de uma classe de amantes de Puma que participou ou conviveu com o projeto. Em minha época, eu pregava a originalidade quase que solitariamente.
Agora o destino desse GTB está na trilha do meu GTE, são referências para outros veículos e deixaram de ser nossos brinquedos. Orgulhosamente ficamos sem brincar!

Puma de amigo (11) GTC 1982 amarelo

O Puma GTC 1982 do meu amigo Eduardo Lauria, foi restaurado pelo meu amigo Ferri, antigo proprietário. O belo Puma conversível estampou a capa da Revista Old Cars.

Tampa do vão do rádio

Os Puma GT 1969 e 1970 e os GTE e GTE Spider de 1971 e 1972, não vinham com rádio original de fábrica, isso quem decidia a colocação e o modelo a ser instalado era o proprietário. O buraco no painel já vinha de fábrica, devido a dificuldade de cortar a madeira com o painel instalado, facilitando a vida das lojas de acessórios e preservando os felinos. Para tanto, a Puma colocava em seus carros a tampa do vão do rádio, muito simpática e com um belo emblema. As imagens são a colaboração dos meus amigos Leo Gaúcho (Brasília-DF) e Hélio (Rio de Janeiro).

Equipamentos Obrigatórios

O Puminha sempre utilizou os mesmos equipamentos obrigatórios correspondentes ao ano da linha VW, do qual era derivado. O macaco era o mesmo dos KG e depois passou a ser o mesmo da linha boxer VW mais luxuosa.
O jogo de ferramentas era bem completo, não deixando ninguém na mão. Também não havia socorro gratuito nas estradas e um bom motorista não saía sem seu jogo de ferramentas.
O macaco da linha luxuosa VW era igual ao do Sedan, com uma única diferença, tinha a borracha para segurar o pino de encaixe no chassis do macaco. Isso ajudava a não fazer barulho, quando da vibração do ferro com ferro na posição fechado. Essa borracha grossa e dura era instalada antes da solda da base do macaco, não sendo possível sua colocação posterior. Esse tipo de macaco foi até 1979, sendo substituído pelo macaco do Brasília de 1980.
O triângulo de segurança era a melhor marca do mercado e desenho inovador, igualmente utilizado na linha VW.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Puma GT 1968 (2)

Com a colaboração do meu amigo carioca Péricles Cruz, que em seu currículo teve algumas raridades Puma, transcrevo suas palavras sobre a saídas de ar no painel do GT 1968:

As "saliências no painel" como você disse, são as mesmas utilizadas no FNM 2000 JK fabricado até 1968. Ficam na mesma posição no painel do JK, ou seja nas extremidades, só não têm os puxadores do lado. Descobri isto porque o GT4R também utilizou estas saídas de ar.
Grande abraço
Péricles
Painel do Puma GT 4R

Anuncio (5) Pirelli CN-36 1978

CN-36, esse modelo de pneu ficou famoso, pelo desenho, performance, durabilidade e principalmente por ser original PUMA. Chegou para substituir os Pirelli Cinturato nos modelos Puma, por volta de 1976, se a memória não falha, mas bem que a Pirelli poderia nos dar uma força nos dados corretos, não acham? Hoje muitos Puma ainda ostentam esse modelo de pneu no estepe, guardados pelos seus proprietários como um troféu da originalidade de seus carros. O anuncio saiu na Revista Quatro Rodas de Novembro de 1978, mostrando o modelo de pneu correspondente ao veículo que utilizava. As medidas dos pneus CN-36 nos Puma era 185/70x14 na dianteira e 195/70x14 na traseira.

Feras e Gatas

Puma+Arts

O desenho que fiz em 2004, reproduz a foto da reportagem de uma revista de variedades de 1967 ( o Leo está investigando), sobre o Puma GT (VW) ou Puma II como era chamado na época. O carro fotografado era o primeiro protótipo e trazia algumas singularidades como as saídas do ar quente do motor e a ponteira do escapamento.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Puma GT 1968

Quando nasceu, o Puma GT (VW) surpreendeu muita gente, com linhas atraentes e de uma beleza incontestável.
Suas suaves linhas transmitiam fluidez aos olhos do admirador, e ao mesmo tempo mexiam com o coração de um apaixonado por velocidade.
A difícil tarefa de substituir o belo Puma GT (DKW) foi atingida com sucesso, a maior dificuldade foi nossa atualmente, o de preservar um autêntico exemplar do primeiro Puma VW. Hoje em dia não sobraram muitos e os poucos foram alterados ou estão em estado deplorável.
Mas há alguns dias, recebi a feliz notícia do "surgimento" de um exemplar quase perfeito. Quase porque falta a restauração, mas ele já mostra singularidade que pouca gente viu na vida.
Antes de falar do magnífico Puma, primeiro quero agradecer as fotos do meu grande amigo Hélio Mendonça, o Luby do Rio de Janeiro e ao seu amigo César da Ilha, o feliz proprietário da raridade. Digo raridade, porque os Puma DKW e até os Malzoni GT, temos alguns exemplares sobrevivendo e em muito bom estado, já com o GT VW 1968, não podemos dizer o mesmo. Até terça-feira passada eu não conhecia nenhum GT 1968 integro em suas particularidades, como por exemplo, o singular painel. Muitos carros foram alterados e quando restaurados, acabam exibindo o painel do Puma GT 1969.
Vocês podem ver que as entradas de ar foram alteradas e não existem mais as bolhas dos faróis, lanternas do C-1416, volante original e as rodas de Kombi (5"x14") com calotas, coisas muito simples de reverter à originalidade.
Mas quando falamos no painel... a coisa muda, é lindo, perfeitamente original. Lembram na postagem "Painel Puma" que publiquei dias atrás, lá está uma pequena e única foto de um painel de Puma 1968, pior, em preto e branco. Agora sim dá para detalhar todos os itens da riqueza desse painel. A começar pelo revestimento, utilizando uma chapa metálica, cromada e frisada, que vai de uma ponta à outra do painel, idêntica a chapa utilizada no Malzoni GT, que herdou esse estilo do Fissore, mas cada qual com sua chapa de tamanhos diferentes. Essa chapa era com frisos estampados e paralelos, a cada 0,5 cm aproximadamente, dando a impressão de ser inox. No espaço reservado aos instrumentos, um aplique de madeira de lei jacarandá, dando sofisticação ao modelo. Os instrumentos existentes nesse Puma, não são originais do 68 e sim do 69, porque os 68 saíam com instrumentos do Karmann-Ghia. Posteriormente em 1969, a Puma desenvolveu instrumentos próprios. À esquerda dos instrumentos vemos um peça circular parecendo uma luz de cortesia de ônibus, na realidade essa peça era a saída do ar para o interior do veículo, sendo controlada pelo botão de puxar/empurrar ao lado da peça, como nos Puma mais novos. Existia uma saída de ar de cada lado e o motorista podia direcionar o ar girando a bola. O botão vermelho que vemos abaixo do painel é do pisca-alerta, que deve ter sido colocado posteriormente por obrigação da lei que entrou em vigor a partir de 1970.
O rádio era nessa mesma posição, pois o carro não tinha console, mas este não vinha de fábrica, no lugar vinha uma tampinha com emblema Puma, assunto para outro dia.
O teto já era o famoso dividido com friso no centro, o Puma do César da Ilha ainda preserva o mesmo teto e o friso, escondido na foto, mas está lá. O vinil do teto era branco e furadinho, como nos Fuscas, só mudou com a chegada do GTE em 1970, passou a ser preto liso (Corcel).
O capô dianteiro abria no sentido normal, diferentes da maioria dos Puma, um detalhe que só chegou no GTE.
Reparem que nos GT o acesso à parte elétrica dos instrumentos era pelo porta-malas e não por baixo do painel. Um detalhe que a foto não mostra, mas onde fica o estepe, a caixa da frente da suspensão era idêntica ao Fusca, com aquele degrau, onde no Fusca vai o reservatório de óleo do freio e até com aquela tampa redonda parafusada para mexer na caixa de direção. Não tinha acesso ao faróis pelo porta-malas, como em qualquer Puma, as laterais eram fechadas ( detalhe que perdurou até 1971).
Agora podemos dizer que existe realmente um Puma GT 1968 e torço muito pelo César, para que ele represente muito bem a categoria GT 1968.

Anuncio (4) Solex

O anuncio publicado em revistas especializadas, mostra a foto de um Puma GT 1968, e foi assim que nasceu o primeiro automóvel brasileiro com dupla carburação no Brasil, antes mesmo da VW.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Puma GT (DKW)

Lançado em final de 1966, o Puma GT (DKW) teve vida curta, por motivos do encerramento das atividades da DKW-Vemag em 1967, era sucessor do Malzoni GT e foi substituído pelo Puma GT (VW).

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Fora de área - Bugatti EB110 Clube


Peço aos amigos que leiam a reportagem que saiu na revista portuguesa Motor Clássico n° 14 e me expliquem, porque não entendi "lhufas" e reparem no endereço de e-mail.

Puma GT 1969

Na última postagem de Feras e Gatas, o Leonardo perguntou sobre a cor do modelo da fera, "se era o amarelo canário?" Aqui publico outra foto, do mesmo ano, 1969, com a cor mais definida. Se era esse nome eu não sei, porque "canário" é muito genérico e em muitas coisas se usa essa nomenclatura, inclusive em objetos, móveis e tintas de parede.
Temos uma grande dificuldade de conseguir catálogos dos anos 60, somente algumas cores ainda constam nos catálogos e ainda assim mesmo da linha VW. O meu conselho é você desenvolver a cor através das fotografias, é difícil e oneroso, mas viável.

Anuncio (3) Puma - ...o melhor do Brasil

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Feras e Gatas

Puma+Arts

Wallpaper GTE, criação Alexandre Vigas.

Puma de amigo (10) GTB 1978 vermelho

O GTB 1978 do meu amigo Fernando Asche, no detalhe mostrando o capricho do chassis, com a cor original do motor Chevrolet 250S, o vermelho marte.