quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Chave Puma

Esses eram os modelos utilizados pela Puma em suas chaves de porta. As chaves do contato eram idênticas ao da montadora de origem, sem as marcas destas. Em 1976 e 1977 os dois modelos de chaves conviveram até no mesmo tipo de maçaneta (conchinha), para depois passar a ser utilizada apenas a segunda chave, que na realidade era a chave do caminhão Mercedes Benz 6008-D, mesmo formato com o logo Puma. Isso se deve ao fato da fechadura conchinha, e a botão posterior (exclusivas Puma), utilizarem o miolo da chave do citado caminhão.
As anteriores, de 1973 a 1976 de botão, utilizavam o mecanismo e miolo da fechadura da tampa traseira do Fusca, por isso as chaves serem iguais ao do VW.
As mais velhas 1967 a 1973, utilizavam as maçanetas do Fissore e as respectivas chaves sem a marca da Vemag.
A boa notícia é que a SKILL EMBLEMAS estará lançando a réplica da chave posterior a 76, no 5° Encontro Nacional do Puma em Piracicaba, no próximo final de semana.

Puma animal

Notícia muito boa.
Na cidade natal de minha esposa, Guaíra-SP, norte do Estado de São Paulo, foi fotografado um Puma, o felino das Américas. Pelas fotos deve ser um exemplar jovem, que ainda resiste ao avanço do homem sobre as terras.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Feras e Gatas

A foto do Puma GT DKW no lançamento em novembro de 1966, já foi muito divulgada na Internet, mas sempre vale a pena ver a fera e a gata, igualmente bonita.

Puma de amigo (14)

O belo Puma GTE 1974 do meu amigo José Maria de Brasília-DF.

Piracicabanas (3)

Recebi a confirmação da presença no sábado, dia 11 de outubro, do Diretor Superintendente da Chamonix Cars (www.chamonixcars.com.br ), o Sr. Newton Masteguin, filho de Milton Masteguin, um dos gênios da Puma Indústria de Veículos.
Quem sabe o professor Miltão não aparece junto.

Piracicabanas (2)

Facilitando a vida em pesquisas, vai aí o mapa do autódromo de Piracicaba, para não ter desculpas de não comparecer. Click na imagem para ampliar.

Piracicabanas (1)

É nesse fim de semana, Puma e outros bichos na pista de Piracicaba, vai se SHOW! Click na imagem para ampliar. Localização visite o site do autódromo: www.ecpa.com.br .

Lanternas laterais GTE 1970, GTE 1971 a 72

As lanternas laterais de sinalização de direção foram uma exigência das normas norte-americanas, como mencionei anteriormente. A Puma visando o mercado exterior, teve que melhorar seu produto incluindo: acabamento interno melhor, agora com console; circulação do ar interno com tomada superior, para ser um ar mais limpo; volante todo preto, para evitar reflexos; pisca-alerta e lanternas laterais de direção com refletivo (olho de gato), exigências para circulação nos Estados Unidos. O novo modelo era chamado de Puma GT Exportação (GTE), que ostentava uma faixa na lateral do carro, subindo ao lado da porta, cortando toda a capota. As faixas nas laterais eram modas no final da década de 60, sendo que o Puma inovou o novo caminho da faixa. As faixas eram pintadas de cores contrastantes ao da carroceria, se o carro fosse branco poderiam ser pretas ou vermelhas. Caso o Puma fosse vermelho a faixa seria branca. Essa faixa era muito singular, tornando-se um símbolo de esportividade.
Os primeiros Puma que desembarcaram nos Estados Unidos tinham a lanterna lateral pequena, oriundas do JK, mas essas lanternas foram reprovadas na terra do Tio San.
As lanternas traseiras na cor vermelha, dentro das normas norte-americanas foram aceitas.
A partir de 1971, todos os Puma, já chamados de GTE, inclusive os destinados ao mercado nacional, tinham as lanternas laterais com o mesmo formato, sendo as dianteiras na cor âmbar e traseiras vermelhas, fabricadas pela Rossi. Essas lanternas equiparam os carros até 1972.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Puma na Austrália

Muito se comenta a respeito em sites do exterior sobre o Puma Australiano, falam que foram fabricados e exportados vias África do Sul, mas na realidade apenas um Puma foi para Austrália. Quando iniciou a fabricação na África do Sul, o empresário chamado Vic Borcherds tomou conhecimento da Puma brasileira. Tal como no Brasil, a África do Sul já estava produzindo o VW Fusca com muitas peças e conjuntos locais. Vic estava convicto que pudesse produzir os carros na África do Sul. Ele importou um Puma laranja para testar o mercado. O Puma brasileiro foi baseado no chassis do Karmann Ghia, mas para África que não tinha esse tipo de chassis, tiveram que promover mudanças. Foi comprado um chassis novo de Fusca e enviado ao Brasil para adaptação dos moldes da carroceria ao novo tipo de plataforma. Alguns meses mais tarde, o carro chegou em Durban. Este carro foi à primeira unidade Puma no mundo com mão direita, ele foi pintado de azul metálico. Um total de 357 unidades foram produzidas e vendidas em questão de 21 meses. Um destes Puma foi exportado para a Austrália para testar o mercado. Esse carro tem sobrevivido, e se mantém em condições com seu proprietário. Existem especulações que a Puma brasileira teria enviado à Austrália, um carro para teste de mercado. Qual das duas versões é a correta, por enquanto não sabemos, mas como esse mundo é muito pequeno, quem sabe, não aparece novas informações. Pois bem, esse proprietário do Puma GTE 1973 australiano, Jim Gibson mantinha correspondências com meu amigo brasileiro Dario Faria, por volta de 1990. A foto abaixo, onde aparece Jim ao lado de seu Puma, foi enviada por ele, mostrando que ele estava em um encontro do Australian Component Car Club, creio ser um clube de carros fora-de-série ou Kitcar.
Nem o Dario sabe ao certo o porquê Jim pintou seu carro de amarelo e retirou as bolhas do farol.
Na foto abaixo, onde mostra o adesivo Made in Brazil, ele escreveu atrás da foto quando enviou ao Dario: my car now yellow 24/09/94.
Notem a placa decorativa e sugestiva "73 CAT". E não me perguntem porque o mesmo carro tem os números das placas diferentes, quando era vermelho e depois como amarelo, porque eu também não sei. Perguntei ao Dario e ele também não sabia.
Será que esse Puma continua honrando os brasileiros na Austrália?

Feras e Gatas

A Gata está longe, ainda por cima com "zóiudo" na parada, mas a Fera GTE 1971 está bela e reluzente em todos os detalhes para deleite da galera. Reparem nas lanternas laterais de sinalização de direção, na frente amarela e atrás vermelha, como a legislação norte-americana exigia na época. Interessante que os veículos que eram exportados para Europa, não tinham essas lanternas laterais, em contra-partida, foram obrigados a passar as lanternas dianteiras da parte baixa da frente do carro, para a parte superior, pois a lei européia exigia que estivesse a 40 cm do solo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Puma GT 1968 (4)

A imagem extraída do filme História da Puma (em VHS), produzido por Jorge Lettry, mostra um GT 1968, curiosamente sem os pára-choques e seus apoios... infelizmente não temos a quem perguntar, mas deve ser o antecessor ao GT vermelho da revista ou quem sabe o mesmo carro, antes da definição dos referidos pára-choques. A imagem fotografada da TV é arte do meu amigo Dario Faria, quem sabe a Emily, filha de Lettry, não autoriza a digitalização do filme e que seja vendido a muitos interessados que ficaram sem seus exemplares. Se vocês quiserem, levanto essa bandeira e falo com a Emily.

Anuncio (8) Puma GTE e GTS

Anuncio e cartaz promocional veiculado em 1973.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Puma de amigo (13) Azul ou Verde

O lindo GTS 1980 azul, digo, verde do meu amigo Sergio Tempo de Curitiba.

Puma P-018 (2)

O belíssimo Puma P-018, o último projeto fabricado pela Puma em São Paulo. Milton Masteguin foi extremamente feliz no desenvolvimento desse projeto, o qual, sempre nos traz alegria em rever.
As fotos a seguir são de um P-018 dos últimos, aqueles que foram montados por fornecedores, que receberam da Puma como pagamento, mas nem por isso deixam de ser excelentes carros. Esse Puma está no Rio de Janeiro. As fotos do amigo Hélio Mendonça mostram todos os detalhes do maravilhoso P-018.

Reparem no amplo porta-malas, muito bom para um esportivo de dois lugares. O tanque de gasolina foi deslocado para a traseira, na frente do motor, posição similar aquela utilizada nas Kombis.
O motor continuava o mesmo boxer 1600 a ar, fraco e barulhento, prejudicou a aceitação do veículo, afinal em 1981, já tínhamos motores mais modernos e potentes. Na verdade faltou dinheiro e tempo para a Puma desenvolver o P-018, porque capacidade e tecnologia tinha de sobra.
Cinto de segurança retrátil original Puma.
Interior com muito conforto e painel completo.
O tradicional volante de três raios não deixou de equipar esse modelo.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

5° Encontro Nacional do Puma (2)

O pessoal do Sul do Brasil está chegando.....
Dia 11 e 12 de outubro de 2008 no Autódromo de Piracicaba (veja postagem anterior), vamos encontrar a turma de todo Brasil para a grande festa, que começou no ano de 2004 em Curitiba, com organização do Puma Club do Brasil, comemorando os 40 anos de fundação da Puma Indústria de Veículos Ltda.

Puma GTS 1976

Com o lançamento do GTE com chassis de Brasília (plataforma tipo 102) em março de 1976, o GTS também foi remodelado. Antes esses modelos utilizavam os chassis de Karmann Ghia (plataforma tipo 143), com assoalho mais estreito e algumas diferenças na posição da alavanca de marchas, freio de mão e túnel mais quadrado. Por ser mais largo, a carroceria sofreu mudanças de largura também e alguns detalhes do desenho foram alterados, principalmente na traseira.
O GTS seguiu a mesma linha, e como no modelo anterior, apenas cortaram a capota e reforçaram a estrutura. No desenho antigo, o simples corte da capota, não prejudicou a beleza das linhas do modelo, mas no novo GTS, um pouco mais largo, o desenho ficou estranho na traseira, não conjugando perfeitamente com a linha geral do carro. Logo foi apelidado de bunda caída, alusão à acentuada queda da linha do meio do carro para trás.
Imediatamente a vendas do GTS que vinham subindo a cada ano, se estabilizou em 1976, voltando a subir novamente em 1977, com o lançamento do novo GTS com traseira alterada.
Vejam os números de produção:
Mod/ano---1975--1976--1977
GTE----------859--1127--1471
GTS----------683---654--1194
A rejeição foi tão grande, que muitos proprietários dos GTS "bunda caída" após o lançamento da traseira "alta" em 1977, mandavam trocar a traseira inteira de seus carros para o novo modelo. Na Rua Fadlo Aidar, no bairro do Itaim, onde existia o portão dos fundos da Concessionária MM, era comum ver pilhas de traseiras "bunda caída" no lixo e ninguém levar.
Hoje em dia são poucos os Puma remanescentes com essa traseira, vindos de uma época de "mudanças".

O impecável Puma GTS 1976 que ilustra esta matéria, pertence ao meu amigo Albano de Itajaí-SC.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Feras e Gatas

Ferramentas Puma

Ontem conversando no Auto Show, soube que uma empresa está interessada na fabricação das ferramentas que acompanhavam os nossos felinos. Isso será muito bom para mantermos a originalidade de nossos veículos. Então, sobre esse prisma, colaborando com essa empresa, aí vão as fotos dos conjuntos de ferramentas Puma.
A Puma era preocupada com seu consumidor, fornecendo um jogo básico, mas completo para pequenos reparos, bem diferente do Brasília VW que minha mãe comprou em 1974, que veio somente uma chave de fenda, muito boa, mas era só uma chave.
Nos Puma, além de várias ferramentas, o jogo continha o guia de encaixe da roda. Um equipamento muito útil, porque o sistema VW de fixação das rodas era por meio de parafusos e não de prisioneiros, como na maioria dos carros. Também não tinha nenhum tipo de encaixe da roda na panela ou o salvador pino no tambor como nos Fiat 147, para apoiar a roda até a colocação dos parafusos. A Puma solucionou esse problema com a criação do guia, uma peça tipo punção, com rosca em uma das extremidades e ponta na outra. O proprietário rosqueava o guia no tambor de freio com as mãos e colocava a roda no lugar, depois fixava os três parafusos restantes e por último tirava o guia e colocava o parafuso que sobrou. Rápido, simples e pratico, bem diferente do usual pé de apoio no pneu, sentado no chão, para segurar o estepe até colocação do primeiro parafuso, muito comum nos Fuscas ou para quem não tinha esse guia. Sem o guia, essa operação com rodas de liga se torna bem mais difícil que com rodas estampadas de ferro. A bolsa para guardar o macaco e a barra de movimentação da chave de roda/chave de vela.
A partir de uma data não muito precisa, talvez nos GTI/GTC, o jogo fica mais completo. Na foto abaixo está faltando o alicate de bico.
O jogo de chaves do GTB não continha o guia de roda, por não ser necessário, a GM utilizava prisioneiros.