sexta-feira, 10 de junho de 2011

Eventos - Puma Treffen 2011 (3)

As belas fotografias do meu amigo Halle que participou do Evento Europeu de Puma, o Puma Treffen realizado na Alemanha demoraram mas agora estão aí.
Um GTE possivelmente 1979 ou 1980.
O Puma GTS modificado pelo importador alemão em 1980.
O segundo GTB S2 da Europa, agora nas mãos do Jürgen, que participou do Encontro Nacional do Puma em Florianópolis em outubro de 2010. Ele está abrindo o S2 e nessa altura já estava com muitas peças originais levadas pelo meu amigo Uli de Campinas-SP. Qualquer coisa que falte na restauração do Puma, o Jürgen vem buscar, ele está sempre por aqui.
Esse GTB S2 é aquele que estava nos Estado Unidos à venda no e-Bay no ano passado, agora na Alemanha.
Esse GTS me parece ser também do Jürgen, digam aí o blogueiros de plantão.
Outro GTE, que dificilmente conseguirei reconhecer o ano exato, mas vou chutar de 1976 a 1980. rsrsrs
Esse eu chuto perto o ano: GTE 1979!
Um belo "Tubarão" 1973 ou 1974.
O Puma GTE 1980 do meu amigo Martin Ringoot, que viajou rodando com o Puma da Holanda até o evento.
Outro "Tubarão" acho que 1974 ou 1975, com diversos acessórios, começando pelos espelhos F1 nos para-lamas.
Teto solar parecido com o teto Webasto KG vendido no Brasil, se não for o próprio.
Bancos concha e interior em couro bege claro.
A cor não é original, pelo menos não no Brasil, mas é muito bonita.

Anuncio (98) Panorâmico

Esse era um dos distribuidores dos vidros da Fanavid, fabricante dos vidros Puma.

Dia A Dia - Puma 914


"Felipe, olha que eu encontrei em Palmas-TO, uma capital de apenas 20 anos. Será que foi o meio de transporte que construiu a cidade? rsrsrs Pumabraço, Adão Emílio"
Meu amigo Adão Emílio de Jundiaí-SP, o Puma 914 fabricado pela Alfa Metais deve ter ajudado na construção da cidade, mesmo que seja um caminhão 1992, 1993 ou mais novo, ele certamente contribuiu para a realização desse projeto e ainda continua inteiro!
E está com faixa de "vende-se", e para os interessados não se esqueçam que o telefone é de Palmas do Tocantins, coloquem o código da cidade antes do telefone... Tá, vou facilitar, o código é 63. Depois da compra não esqueça de me avisar.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reportagens - Quatro Rodas Salão 1978

Na revista Quatro Rodas de novembro de 1978 mostra as novidades para 1979 no Salão do Automóvel, com um título bem insinuante: "O Show dos Especiais". As grandes montadoras estavam lá, mas não tinham grandes novidades. Os fora-de-séries sim estavam a todo vapor, com muitos lançamentos. Começando pela Puma com seu GTB S2, um dos principais lançamentos, nem por isso a revista deu grande destaque, preferindo o Ventura de desenho discutível, já que era um VW SP2 modificado. Pegaram um SP2, promoveram diversas modificações e copiaram em fibra de vidro. O para-brisa, vidros laterais e toda estrutura era a mesma do SP2. As novidades: o Dardo da Corona; Tarpan (Bianco); Santa Matilde; Concorde; Lafer TI; jipe Jeg; pick-up Formigão (Paulo Renha); Miura (com motor Passat); Adamo GTL (nova carroceria); GTM Malzoni Conversível (Kiko Malzoni); Centauro (Humberto Malzoni Cassella); Lince; Falcão Super. Os três últimos nem chegaram em linha de produção. O grande Gurgel não poderia deixar de surprender com suas novidades e apareceu com GTA que tinha um reboque articulado.
As montadoras nacionais pouco brilharam nesse Salão, com pequenas alterações em seus modelos.
E em plena ditadura militar, nosso então presidente Geiser compareceu e como sempre olhou todos os modelos, mas apoio ou investimento na indústria nacional que é bom nada!

Onde está o PumaWally?

Anuncio (97) Laguna

Quem lembra da oficina do Paco no bairro do Aeroporto em São Paulo? Perto de onde hoje está a oficina do meu amigo Domingos Avallone da Sportdaf. O Paco era muito conhecido na Puma e fazia modificações como ninguém, era um mestre na fibra de vidro e em Puma.

Artigo (33) Quatro Rodas - Correio Técnico - GTB

Na coluna Correio Técnico da revista Quatro Rodas de novembro de 1978, portanto quase no final da produção do GTB, um leitor pergunta a velocidade máxima de diversos automóveis, incluindo o Puma GTB. O que quero mostrar com isso, não é a velocidade do Puma, mas sim como o leitor e a própria revista se referem ao nome, sendo Puma GTB e nunca Puma GTB S1. O nome S1 foi dado popularmente em uma era mais moderna, para diferenciar os dois modelos de antigos, Puma GTB e Puma GTB S2.

Anuncio (96) Wega

A Revescar fabricante dos volantes Wega escolheu o Puma para servir de modelo para propaganda de seus volantes em 1978.

Trilhos dos bancos Puma (2)

Como alguns amigos comentaram na publicação Trilhos dos Bancos Puma, a parte traseira do trilho era apenas uma lingueta de encaixe. Já tínhamos falado sobre isso na matéria Bancos Puma e volto as fotografias para deixar claro, que isso era original, mas são poucos Puma que ainda sobrevivem com essa lingueta e encaixe no assoalho do chassis. Muitos tiveram o assoalho trocado e mudavam o sistema ou a lingueta apodreceu e ficou sem encaixe. E para ser sincero, não gosto desse sistema, aliás odeio, é terrível encaixar o banco pesado em dois furos pequenos no assoalho, deveria ser bom e prático quando novo e perfeito, mas se a lingueta dá uma amassada, já não entra, se fica folgada o banco vai ficar bamba. Olhem a pinta da lingueta na foto abaixo e vejam se não concordam comigo. Conselho: deixem os parafusos que são bem melhores.
Aqui um dos furos de encaixe no assoalho.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Perguntas e Respostas - Placa Preta

Felipe, bom dia!!!
Leia o e-mail abaixo.
Rodas não originais, é item excludente para PP?
Abs.
Marcelo
----- Mensagem encaminhada -----
Aos amigos, Agradeço sinceramente e fico lisonjeado com todos os comentários, elogiosos ou críticos recebidos.

Somente lembro que a vistoria para o certificado de originalidade foi realizada por ninguém menos que o grande jornalista e advogado José Roberto Nasser, curador do Museu do Automóvel de Brasília e um dos primeiros e maiores, senão o maior, entendido, conhecedor e incentivador do automobilismo NACIONAL. Como ele próprio definiu, em esclarecedora palestra realizada no próprio museu sobre tudo o que diz respeito à Placa Preta, a liberação do certificado de originalidade para um veículo que use rodas de liga leve como as da Brasília, ou qualquer outro acessório comprovadamente da época, torna-se apropriada com a justificativa que significa uma "licença poética" (metaforicamente falando) concedida ao veículo.
Entretanto, reconheço que podem existir opiniões discordantes. Como dizia Nelson Rodrigues: "A unanimidade é burra!".
Por fim, agradeço mais uma vez a todos os amigos e incentivadores que ajudaram nesta conquista.
Como o Marcelo Brassan falou: "A primeira placa preta a gente nunca esquece !!!"
Minha resposta:

Caros amigos,
Vejam esse caso que está circulando na Internet em grupos de discussões, sobre o Roberto Nasser conceder placa preta para carros com rodas NÃO originais. Mesmo sendo um item de época, encontrado em lojas independentes, não foi fabricado e projetado pela VW, podendo ser visto também em diversas outras marcas de veículos.
Não é o primeiro caso em Brasília-DF, tenho conhecimento de outros veículos na mesma situação, com rodas esportivas de época vendidas em lojas de acessórios, com a placa preta concedida pelo respeitabilíssimo curador do Museu de Brasília.
Acredito que o nosso querido e muito competente Roberto Nasser deve ter cadastramento direto no Denatran em Brasília, não estando sobre as ordens da respeitável Federação Brasileira de Veículos Antigos, mas isso contribuirá com a desmoralização da placa preta.
Se for definido que acessórios de época podem ser aceitos, vai virar uma festa, porque quem será autoridade no assunto para dizer a época correta da fabricação do acessório? Quando muito teremos uma ideia do período, mas nunca a exatidão, dando margem para diversas discussões e inclusões de acessórios que nada representam o período histórico. Não existe registro com as datas de fabricação dos produtos de fabricas independentes de acessórios. Já temos que "engolir" polainas, frisos, bagageiros, etc., que não se encaixam no paragráfo excludente e são tolerados, agora vamos ter que aceitar rodas também?! Daqui a pouco, como licença poética, virão as cores, motores, e modificações nas carrocerias, afinal muitos faziam isso também no passado.
Teve um caso de um Puma GTE 1977 na cor branco perolizado que foi recusada a placa preta pelo Puma Clube, por causa da cor inexistente no ano de 1977. O proprietário se dirigiu ao Fusca Clube do Brasil e uma comissão julgadora decidiu por considerar a cor de época e concedeu a placa preta. Que comissão mais perneta é essa?! Não por se tratar de Puma que tenho considerável conhecimento, mas sim porque não existia no MUNDO essa cor branco perolizado em 1977. Ela surgiu apenas em 1979 nas mãos da Dacon, um concessionário VW e Porsche.
Daqui a pouco, a placa preta servirá apenas para se evitar o CONTROLAR aqui em São Paulo, porque no restante do Estado e do Brasil, ninguém dará o devido valor, para um item que gastará hoje, uma pequena fortuna cobrada pelo Departamentos de Transito, despachantes, clubes e troca de placas. Isso tudo para ter um item questionável: será que é mesmo placa preta?
Atenciosamente,
Felipe Nicoliello
Vice-presidente
Puma Clube

terça-feira, 7 de junho de 2011

Trilhos dos bancos Puma

Nos bancos Puma os trilhos são exclusivos da marca. De funcionamento simples e eficiente eram aparafusados diretamente no assoalho do carro. Não tinham suportes ou armações para distanciar do solo, por causa da pequena altura, suficiente apenas para o assento. Os trilhos eram independentes um do outro em cada banco, por serem aparafusados tinham a posição correta de fixação, não havendo necessidade de uma ligação entre eles, como na maioria dos automóveis.
No detalhe o trilho com a peça que é fixa no assoalho do chassis e a guia que vai fixada na armação do banco. Na fotografia indica o movimento para correr o banco e posicionar sua regulagem.
A alavanca de travamento do trilho, para deixar o banco na posição escolhida. Essa alavanca tem vários encaixes para ser travada em uma posição.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Dia A Dia

Quem gosta usa. Usa tanto que há cinco anos, o Puma GTE 1977 estava bem mais novo, como mostram as fotografias abaixo.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Puma GT 4R

Falamos muito sobre o Puma GT 4R, aquele esportivo fabricado especialmente para a revista Quatro Rodas em 1969 para ser sorteados entre seus leitores. Todos sabem que oficialmente foram fabricados apenas três para o sorteio e um para a Puma, que ficaria em propriedade de Rino Malzoni. Mas esse automóvel foi vendido a uma senhora pela grande insistência em comprá-lo. Sabemos onde estão o n°1, 2 e 3. O quarto GT4R foi parar aonde? Claro na Bahia e hoje pertence a um colecionador de lá. A história desse GT 4R, o meu amigo Carlos Seixas conta em seu blog Pit Stop Bahia, mas devo fazer uma correção na matéria, não era o automóvel encomendado pelo fazendeiro rico para presentear sua amante, esse o n°5 está em Minas Gerais, que foi do meu amigo Péricles do Rio de Janeiro. E como sempre bato o martelo, que o Puma GT4R tinha duplas lanternas redondas na traseira, oriundas do Corvair americano, sempre o sobre friso cromado. Nesse as lanternas atuais são alternativas, que foram colocadas exatamente no lugar das originais. Portanto GT4R não é com lanterna de Variant!

Foto de época - GTE 1978 e GTI 1981

As fotografias são do meu amigo Ricardo Rigon de Curitiba-PR. O primeiro um Puma GTE 1978, que era do pai de um amigo dele. A foto foi tirada em Camboriú-SC. Reparem na originalidade do GTE, com as lanternas traseiras bi-colores (toda vermelha), rodas com o miolo cinza e o restante já sabem, 1978 é um problema...
O Puma GTI - que o Ricardo não sabe o ano, mas é 1981 modelo 1981 - foi da sogra dele por volta de 1986, quando a família morava na cidade de Canoinhas-SC. Nesse também muito original inclusive com o barrado preto no spoiler dianteiro e saia traseira. Também as lanternas laterais de sinalização são embutidas, o motivo de eu saber o ano do GTI, porque se não fosse embutidas na carroceria, somente colocadas sobrepostas seria 1980 modelo 1981.

Pelo retrovisor de um Puma

O click foi dado pelo meu amigo João Carlos Monteiro, da turma do Puma Clube do Espírito Santo no caminho de um passeio.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Puma P-018 Conversível

Falei que nem eu acertaria! As fotografias foram enviadas pelo meu amigo Newton Masteguin, proprietário da Chamonix Cars e filho do Sr. Milton Masteguin, antigo sócio-proprietário da Puma Indústria de Veículos S.A.:
"Caro Felipe:

Foram feitos apenas cinco P-018 Conversível, com essa frente, que é a original, sendo que um havia ficado para minha irmã e montamos ele na Chamonix em 1990, pintado de amarelo e, meu pai guardou essa carroceria para montar para ele. Tem inclusive a armação da capota. Abraços Newton"

A melhor notícia é que o Newton está disposto a vender a última carroceria fabricada, que tem as portas, os dois capôs e a armação da capota e a meu pedido, irá emitir um certificado de originalidade. Esse Puma deverá ser montado em um chassis de Brasília, com suspensão traseira de Variant II (de arrasto), faróis de Fiat 174 e lanternas traseiras de Monza. O restante é exatamente igual ao Puma P-018. Mas tem que montar original, por ser um dos únicos e o último, merece muita atenção. O valor pedido pela carroceria é de R$ 15.000,00, muitos poderão achar muito caro, mas em se tratando da raridade certificada, vale a pena. A documentação que será um problema, porque não haverá possibilidade de lacrá-lo como P-018 1984. Pode ser como um protótipo ano 2011 ou comprar um P-018 1984 ou 1985, tirar a carroceria coupé e montar a nova carroceria conversível no carro. A brincadeira não saíra muito barata.
Até então tínhamos notícia desse Puma P-018 conversível, que sofreu algumas modificações no para-choque dianteiro, spoiler, rodas...
...e principalmente na traseira, imitando um Ferrari. Não tenho conhecimento do proprietário e não sei qual o ano desse veículo, isso foi em 2005.
Atualmente surgiu outro P-018 Conversível em Curitiba-PR, com fotografias que circularam o nosso meio, enviadas pelo meu amigo Ricardo Rigon. As fotos foram feitas na Estofaria Verona de Curitiba e segundo meu amigo Sérgio Tempo, o Puma foi restaurado na Master Fibras, do meu amigo Rubens Rossato. Esse é um Puma All Fassi, aquele da negociação com Muhammad Ali (Cassius Marcellus Clay Jr.), fabricado pela Araucária, que na verdade era basicamente um P-018 Conversível.

Então só sabemos da atual existência de dois veículos. Onde estarão os outros três? Vai ver que aparecerá na Bahia...