Muitos estão preocupados com o destino desses veículos, porque já se é sabido, que nenhuma fábrica brasileira preserva seus modelos. Mas vamos convir, que esses veículos permaneceram abandonados lá no Museu durante muitos anos, e em nenhum momento houve uma preocupação da Ford para quebra do comodato devido às condições despendidas aos veículos. Se agora a Ford consegue retomar, pelo mesmo se preocupou em retomar, acredito que saibam o valor que tem esse acervo, principalmente o Willys Capeta, protótipo feito pela Willys em 1964 (portanto antes da compra da Willys pela Ford), que sempre muito foi comentado, desde sua apresentação no Salão do Automóvel, que recebia o título da imprensa de ser “o progresso da engenharia do automóvel alcançado no Brasil”. A única preocupação fica por conta da venda desses veículos ao exterior, sumindo de nossas vistas.
O capeta era um esportivo maior que o Willys Interlagos, um verdadeiro GT, com motor do Aero-Willys 2600, preparado para ganhar maior potência, com cambio de quatro marchas sincronizadas. Ele iria abrir novos horizontes no mercado nacional, iniciado pelo Brasinca 4200 GT (Uirapuru). Por ser fabricado por uma grande montadora, com custos inferiores e qualidade melhor, poderia ter uma produção maior, que a produção dos pequenos fabricantes. Uma das barreiras enfrentadas pela engenharia da Willys era o motor, porque o Aero tinha um motor pesado e pouco potente. Inicialmente o projeto era para ser com esse motor devido aos custos, tanto que o carro que estava em Caçapava tinha motor 2600. Mas eles não acreditavam que o Capeta poderia honrar a denominação de esportivo com esse fraco motor, relutando em lançar o veículo, até surgir uma alternativa. Como a Willys era muito avançada, tinha inúmeros projetos em andamento, sendo que seu principal alvo ainda era o novo Renault (que mais tarde a Ford lançaria como Corcel), ficando o projeto engavetado.




































