sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Reportagens - Jornal Estado de São Paulo

No domingo dia 14 de setembro de 2014, no jornal o Estado de São Paulo saiu uma matéria sobre os 50 anos da Puma Indústria de Veículos Ltda. 
A boa matéria conta bem sucintamente a história, afinal ela é muito grande. 
 O interessante não é a publicação, mas a fotografia principal, onde vemos dois Puma GTE 1973 em um salão de automóveis, onde os outros carros são europeus. Concluímos se tratar de alguma exposição em que a Puma participou na Europa.
 E no detalhe temos a certeza de ser Puma para o mercado europeu. Vejam as lanternas dianteiras "bicudas" diferentes nas utilizadas no Brasil. Já falei, mas repito, isso se deve ao fato das "nossas" lanternas serem mais difíceis de encontrar na Europa, afinal a Puma utilizou as mesmas da Honda CB 360 de 1972. Mais tarde, 1976, a Honda incluiu essas lanternas no modelo CG. Para a Europa, as lanternas bicudas com aro cromado, comuns em qualquer modelo de motocicleta, poderiam ser substituídas sem problemas, não necessitando da importação do Brasil e nem estoque de peças no concessionário europeu.
A "nossa" lanterna, vinda da CB, utilizada apenas a lente...
...Pois a parte traseira era um soquete universal e a lente fixada na carroceria através de parafusos.

CB 360 1972

CG 125 1976

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Eventos - 100 milhas na Serra do CAAT

Por Aldo D. Toledo Fusco
No dia 31 de Agosto de 2014, o clube de Autos Antigos de Taubaté  -  CAAT, realizou o 4º CAAT on the Road - 100 milhas na serra.
É uma prova de 168 km com 4 horas de duração por estradas vicinais da Serra da Mantiqueira. Este ano a largada foi em Tremembé, passando por Pindamonhangaba, Santo Antonio do Pinhal, São Bento do Sapucaí, Campos do Jordão e finalizando em Taubaté, no Estado de São Paulo.
Tivemos a participação de 8 Pumas que concluíram a prova sem nenhum problema, inclusive um GTS chegou em 5º lugar entre os 49 que largaram. 
Fica o convite para todos participarem no ano que vem, no dia 23 de agosto.
A seguir as imagens das feras participando. As primeiras são da largada, em seguida na zona rural e as últimas da chegada. 


















quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Puma 50 anos - Flashs da História Puma

Linha de Montagem do Puma GT (DKW)

Hoje, 2 de outubro de 2014 comemoramos os 50 anos de fundação da Puma Veículos e Motores, a maior e mais completa fabricante brasileira de veículos automores.
Para isso preparei esses flashs dos acontecimentos ao longo dos anos de sua existência, os mais relevantes e sem contar a rica história da Puma nas pistas de competições.

1964 –  Nasce a idéia e a base do protótipo. Em 2 de outubro de 1964 é fundada a Lumimari.
1965 –  Inicia a produção do GT Malzoni.
1966 – A Lumimari muda de nome para Puma Veículos e Motores Ltda. e é apresentado no Salão do Automóvel o Puma GT.
1967 – Começa e termina a produção do Puma GT com mecânica DKW, que ganha o Troféu Quatro Rodas de melhor designer nacional. Inicia-se o projeto do Puma GT 1500.
1968 – O Puma GT 1500 é apresentado em maio daquele ano e entra em produção.
1969 – Em junho é atingida a marca histórica das 300 unidades produzidas em 1 ano de produção do modelo GT 1500, que viajou à Europa para apresentação em diversos países, percorrendo 25.500 km entre 9 países. A Puma projeta e fabrica em tempo recorde, um modelo esporte exclusivo para a revista Quatro Rodas, o Puma GT 4R. Apenas cinco unidades foram construídas.
1970 – Nasce o Puma GTE 1600 que participa de uma exposição em Nova York. É apresentado o Puma conversível no Salão do Automóvel. A Puma adota o novo chassi de Karmann Ghia com suspensão dianteira por pivô, eixo mais robusto, bitola mais larga, freios a disco na dianteira e rodas de 4 parafusos.
1971 – Começa a produção do Puma GTE Spider e a Puma fecha um contrato com a empresa Heliogás para a fabricação de 400 cabines especiais para caminhão em dois anos, nascendo assim o caminhão Puma. A Puma apresenta o Puma Chevrolet, o modelo P-8. Em setembro de 1971 o Puma atinge a milésima unidade, após três anos de produção. A Puma ganha o I Rally da Integração Nacional (do norte ao extremo sul). O Puma GTE participa do 5‘ Rallye Internacional TAP, na Europa.
1972 – Os modelos Puma GTE e GTE Spider são exportados regularmente para a Suíça e outros países. No Salão do Automóvel a Puma apresenta os novos modelos coupê e conversível, além de mostrar o novo protótipo do Puma Chevrolet chamado de GTO. Adoção de novas injetoras de fibra de vidro para fabricação das carrocerias e máquinas de aplicação de Gel-Coat, idênticas ao da fabricação do Chevrolet Corvette. Com pouca divulgação é lançado o modelo GTE Rally, com o intuito da homologação do modelo para competições em rallys.
1973 – O Puma GTE com nova carroceria e interior totalmente novo começa a ser produzido. O GTE Spider passa a se chamar GTS, também recebendo as mesmas alterações do coupê. O Puma GTO muda de nome para GTB e é apresentado no Salão de Bruxelas com pequenas alterações em relação ao GTO.  A Puma licencia a empresa sul africana Bromer Motor Assemblies para a fabricação do modelo GTE. Para isso a fabrica brasileira fez a adaptação da carroceria para a utilização do chassi do VW Sedan, o único modelo existente naquele país. Os modelos Puma são um sucesso no Salão de Amsterdam.
1974 – O sonho do veículo urbano é apresentado no Salão do Automóvel: o Mini-Puma, com suspensões, chassi e motor Puma. Inicia-se a produção do Puma GTB.
1975 – A Puma concentra-se no aumento da produção dos veículos e do novo produto para o ano seguinte. A razão social muda para Puma Veículos e Motores S.A., abrindo seu capital na bolsa de valores. O projeto do veículo urbano é engavetado por falta de financiamento.
1976 – Em março é apresentado o novo Puma, com novo chassi (do VW Brasília) e novo carroceria para os modelos GTE e GTS. A razão social muda novamente, agora para Puma Indústria de Veículos S.A. e a produção aumenta gradativamente.
1978 – Os modelos são alterados em certos detalhes para aumentar a produção e melhorar o produto, visando o mercado externo.
1979 – É apresentado o novo modelo GTB da Série 2, o Puma GTB S2 o veículo mais luxuoso do Brasil na época. O Puma GTB convive a mesma linha de produção do S2 somente no começo do ano e depois é encerrada sua produção. É apresentado o novo caminhão Puma 4.T, para 4.000 kg, atendendo o uso urbano nas pequenas entregas.
1980 – No segundo semestre, um facelift nos modelos GTE e GTS são realizados para atualização dos produtos. Seus nomes são alterados: GTe passou a ser GTI e GTS para GTC. Novos contratos para exportação são realizados. Um modelo diferenciado foi desenvolvido pelo concessionário MM para atender seus exigentes clientes e o mercado japonês. Baseado no GTI e GTC , o modelo Export era fabricado na Puma com exclusividade para a MM no mercado brasileiro. É lançado o primeiro micro ônibus a álcool, fabricado pela Puma com base no caminhão 4.T e carroceria Caio. Começam os testes do projeto P-016, com mecânica central refrigerada a água e chassi próprio. São exportados 150 veículos entre GTI e GTC para o Estados Unidos e não são aceitos devido a mudança da legislação americana e retornam ao Brasil. A Puma participa do Rally Trans Chaco no Paraguay com dois modelos GTI.
1981 – Lançado o Puma P-018 com desenho inovador, mas mantendo a mesma mecânica. A Puma participa do projeto da Copel, o caminhão Elétron movido a eletricidade. Uma grande enchente na fabrica abala a empresa.
1982 – O sonho continua, a Puma tenta fechar um acordo com os japoneses da Daihatsu para fabricação do veículo urbano, baseado no Cuore da japonesa. Mas o governo não deu o aval para o contrato. É engavetado o projeto do Puma P-016 depois de dois anos de exaustivos testes.
1984 – É encerrada a produção na Avenida Presidente Wilson, no Ipiranga, em São Paulo-SP.
1985 – Algumas unidades do modelo P-018 são produzidas no galpão do bairro paulistano da Lapa e outras nas instalações da fabrica em Capivari-SP, onde seria a futura fabrica.
É lançado o Puma P-018 Conversível com diferenças nos faróis e lanternas traseiras, em relação ao modelo coupê.
1986 – A empresa é vendida a um grupo paranaense que funda a Araucária S.A. e muda a fabrica para Curitiba-PR.
1987 – A produção da Araucária é iniciada com o modelo GTB S2 ASA (de Araucária S.A.). Produz os modelos GTI e GTC na forma de Kit, onde o comprador levava a mecânica usada que era revisada e montada em carroceria nova. A empresa não conseguia comprar a mecânica zero km da VW por causa da dívida com a montadora alemã, que ainda não tinha sido paga.
A empresa trabalha nos modelos baseados nos P-018 e P-018 conversível para fabricar um modelo exclusivo para exportação, chamado de Al Fassi, que acabou ficando apenas nos protótipos.
1988 – Araucária é comprada pelo Grupo Alfa Metais  e licencia a Alfa Metais Veículos para a fabricação dos modelos Puma. É lançado o Puma AMV baseado do GTB S2; AM1 baseado no P-018 e AM2 baseado no modelo conversível com mecânica a ar. A Alfa Metais paga a dívida com a VW e volta a receber motores e chassi.
1989 – A Alfa Metais lança o Puma AM3 Coupê e AM4 Conversível com mecânica refrigerada a água, mas continua com chassi de Fusca e um sub-chassi para aclopamento do motor AP. O caminhão 4.T continua sendo fabricado.
1992 – O caminhão muda e agora é chamado de 914.
1994 – Encerrada a produção dos veículos esportivos. A produção dos caminhões e ônibus permanecem com novos modelos CB 7900 e CD 7900.
1999 – É encerrada as atividades da empresa com mais de 23 mil veículos produzidos ao  longo de 35 anos.




Galeria do Rinaldi - GTE dourado


sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Eventos - VII Puma Jundiaí 2014

No dia 14 de setembro de 2014 aconteceu o encontro anual do Puma Club de Jundiaí-SP.  Como sempre com a presença de muitos veículos Puma, dando um colorido todo especial ao evento. 
Veja todas as imagens registradas pelo meu amigo Henri Biedermann aqui.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Foto do dia - Making Of Puma

As fotos para a reportagem da revista Classic Show deste mês foram feitas no kartódromo da Granja, em Cotia-SP e eu acompanhei os trabalhos.
Da esquerda para direita: Sergio Campos, proprietário do Puma GT; Felipe Nicoliello, do Puma Classic; Atos Fagundes, da revista Classic Show; Luís Eduardo, proprietário do GT Malzoni e Gustavo Cruz, do Puma Clube.

Reportagens - Expresso Motor

Saiu no Expresso Motor, suplemento do jornal Expresso Popular de Santos-SP, a matéria sobre Puma escrita pelo meu amigo Eduardo Rodrigues.


Foto de época - GTE 1977


Este Puma é do Lucas Maestri Fanarof, que nos conta uma historinha sobre o carro:
Cara, essa história é longa, esse Puminha era do meu falecido avô, Adiodato Maestri, desde zero km. O último ano de vida dele, ele me deu o Puma e eu prometi cuidar, restaurar e NUNCA vender. Já tive várias oportunidades de vendê-lo por dinheiro alto, mas a resposta sempre foi NÃO, antes mesmo da pergunta final. Enfim, um dos meus melhores amigos e meu mecânico possui um Puma Tubarão 1970 e um Puma amarelo conversível que comprou por R$ 500,00, isso mesmo, R$ 500,00!!! Ele pretende restaurar o GTS. Uma de nossas metas é juntar o povo daqui do Rio Grande do Sul, amantes e donos de Puma para conseguir reerguer o Puma Clube de Porto Alegre. Peço a divulgação no Puma Classic, que sou fã há tempos. Forte Abraço! 
Lucas - contato:  lucas_fanarof @ hotmail.com
Está dado o recado, moçada de Porto Alegre, vamos nos unir para fortalecer a marca Puma. 
Lucas comece a promover mini-encontros em alguma praça da cidade para vocês se conhecerem, eu ajudo na divulgação. 





MENOS UM - GTB S2 Branca

No dia 10 de agosto de 2014, no evento de Autos Antigos da Faculdade Fundação de Santo André, realizado na cidade de Santo André-SP, o meu amigo Edevaldo fez a imagem abaixo brincando comigo sobre qual seria o modelo de carro. 
 Logo depois, outro amigo, Carlos Hansen também registrou o fato, agora pegando os detalhes.
Gostem ou não está aí o registro e podem falar o que pensam a respeito, "Comentários" está aí para isso.




Desrespeito - História Puma

O meu amigo Valmir Valentim Gomes esteve em Foz do Iguaçu e passeando pelo Shopping notou que havia uma exposição de veículos antigos, não eram muitos, uns dez, mas o que chamou atenção dele foi o GTC amarelo com um cartaz ao lado explicando a história Puma. Claro, como sabe que eu gosto dessas coisas fotografou e logo já estava nas minhas mensagens. Vejam:
 Falar sobre esse carro, que conheço o proprietário, pessoa muito correta e um bom amigo, eu não falo mais. Já falei sobre aquilo que fez no Puma em 2008, mas cada um com seu conceito. Agora coisa que não aceito e o Desrespeito aqui é o CARTAZ. O leigo que lê a história, correta, apenas com um erro - o Puma foi o terceiro carro de fibra e não o segundo, este foi o Willys Interlagos e o primeiro o Moldex - imagina que o carro ao lado e no cartaz é um modelo Puma e, na verdade, pouco lembra um Puma. Tanto que nem podemos saber se tratar de um GTS ou GTC. Tudo bem, quer ter o carro todo alterado, problema de cada um, mas não coloque esse cartasz ou troque a foto por outra de um modelo original. Até que seria melhor, assim as pessoas veriam as modificações realizadas pelo "estilista".
 Modificações que não deixou um canto sem mudança...
 ... Até a mecânica, a qual vemos pelo capô transparente o motor AP 1800.
 Só mesmo os apaixonados pelo Puma podem reconhecer um detalhe ou outro original que sobrou.



Comunicado sobre Importações de Veículos - FBVA