quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Eventos - XX Encontro de Autos Antigos do Rio de Janeiro

O evento realizado no Forte de Copacabana no Rio de Janeiro foi um sucesso de presença e público. Com um bom tempo e bela paisagem, adornadas pela grande variedade de veículos antigos, o XX Encontro de Automóveis Antigos do Rio de Janeiro, organizado pelo Veteran Car Club do Brasil - Rio de Janeiro e apoio da Federação Brasileira de Veículos Antigos, mostrou as preciosidades da coleção carioca. Os correspondentes do Puma Classic para o Rio, César Freitas e César Costa, fotografaram alguns dos 208 veículos expostos. Claro que vamos dar ênfase aos nossos Puma, para nós os principais da exposição.
Começamos pelo GTE Spyder 1972 do Carlos Alberto Torres, do Rio, carro verdadeiramente original e segundo César Costa (CC), nunca foi restaurado. Com a capota rígida, opcional naquele tempo, o torna ainda mais raro.
Outra raridade de capota rígida também é o GTS 1973 do meu amigo Maurício Pontual, do Rio, que sempre comparece com seu lindo amarelino.
Outro GTE Spyder 1972...
...E um GTS 1974.
O Puma GTE 1975 laranja (apesar do flash na foto) é do meu amigo Roberto Octavio.
Teve também a presença de alguns GTB.
Não poderia deixar de estar presente os dois Puma P-018, dos meus amigos Péricles Cruz e Maurício Pontual, Rio.
Segundo César Costa, as pessoas adoravam tirar fotografias dos carros de corrida, sempre com uma pequena multidão em volta, deixando de lado, certos famosos como Jaguar e outras raridades. E com o Puma de corrida do meu amigo Dinho Amaral, o preto fosco colorgin, destaque do mês no Encontro Mensal do Puma Clube do Rio de Janeiro.
Nos outros automóveis o destaque para a Berlineta Interlagos do Paiva, que correu pela equipe Willys na década de 60.
Um carro bem corrido pelo público foi a carretera Gordini do Nelson Cintra, que correu nos anos 60 também.
Nessa foto, o César Costa foi tirar a fotografia da Alfa Spyder (réplica argentina) do Dinho Amaral e não conseguiu segurar a máquina e virou para pegar o Alpine, também do Dinho. Também o apelido do César é "berlineta", vocês acham que ele ia deixar o foco aonde?
O Lavínia da FEI (Faculdade de Engenharia Industrial) de São Paulo esteve por lá. O protótipo tem motor do Charger R/T e foi um projeto de Rigoberto Soler no começo dos anos 70, construído nas oficinas da faculdade pelos alunos.
E agora começa as raridades estrangeiras.
Um verdadeiro Porsche 356 B conversível.
E os hots também estavam na festa...
...Assim como diversas motocicletas.
O corresponde César Freitas, o "César da Ilha". Suas fotos tem a sigla "CF" no nome.
E o correspondente César Costa, o "berlineta". Nas fotos dele a sigla é "CC".
A matéria que saiu hoje no jornal "O Globo".

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Mercado de veículos antigos

Todo mundo que tem um automóvel sempre está interessado em saber seu real valor, seja novo ou usado, principalmente os antigos. E é nesse segmento que vamos falar, automóveis antigos e seu mercado.
Claro que nem todos apreciadores de antigos estão preocupados se vai valorizar ou não, mas uma parcela bem grande se preocupa e muito. Afinal é um dinheiro investido sem muitas garantias, porque os ventos sopram para diversas direções. Se a pessoa tem seu dinheiro contado, esta situação fica mais agravante: - Será bom comprar um antigo?
Um antigo sempre será um bom negocio, desde que se tenha certo cuidado, como em todos os negócios. Ter o conhecimento da área ou do veículo que se proponha a adquirir é o "carro chefe". Aprender primeiro para depois se aventurar, minimiza os riscos, porque deles, ninguém está a salvo. O grande exemplo é a situação atual, onde os negócios de capitais em crise no mundo, tendem a interferir em todos os outros, principalmente naquilo que é supérfluo, sendo o primeiro dos bens a ser disponibilizado. Nisso, a oferta aumenta em demasia e os preços caem a todo vapor. Qual o antigomobilista mais experiente que poderia prever esta situação? Nenhum. Mas em geral o mercado de antigos é bem constante, onde existem variações de alucinados e desinformados, gerando prejuízos ou lucros imediatos.
No nosso caso, Puma, como qualquer outro antigo, atualmente o mercado está em baixa, com muitas ofertas, até de veículos que acreditávamos nunca mais estarem a venda, ocasionando assim, a queda nos preços. Um momento muito bom para comprar, quando se tem reservas que não haverá necessidade de usar tão cedo, porque à volta do crescimento dos preços deve demorar um pouco, se tudo correr normalmente. Vender, só em último caso, ou seja, a necessidade imprescindível de dinheiro ou o bem está gerando despesa desnecessária.
Na compra de um modelo, em primeiro lugar se deve gostar do veículo, comprar um bem sem gostar ou gostar pouco é coisa para negociante, que leva tempo para aprender o ofício de comprar e vender, além de ter que entender de antigo.
Depois da escolha definida, o tamanho do bolso é essencial, para saber as opções de escolha. Optar por um modelo mais raro é sempre melhor, mas não é a escolha correta, se o modelo raro vai lhe dar mais trabalho que satisfação ou correrá mais riscos que o necessário. Friso sempre, que as raridades valem mais, mas também são muito mais difíceis, por isso nunca comece por uma raridade, o risco de fazer bobagem ou ser enganado é grande. Um bom começo é um modelo de grande aceitação e com muitas informações.
O estado do veículo é outro fator primordial, não se devem comprar carros destruídos se for sua primeira vez, de preferência a carros originais em relativo bom estado e que tenha o maior número de peças originais restauráveis. Se não gostar de restaurações, aí é claro que deve procurar carros restaurados por profissionais da marca ou de antigos, porque nem sempre uma restauração é boa, mesmo que tenha sido feita por profissional.
Quando compramos o antigo é para curtir e ao mesmo tempo estamos investindo, mas sabendo sempre que antigo é sinônimo de originalidade, porque aquilo que é original, representa uma fase, uma época e ninguém pode questionar se ele é feio ou bonito, bom ou ruim, porque era o que tinha naquele tempo.
Portanto, sempre consulte amigos mais experientes ou verdadeiros profissionais para não transformar seu sonho e prazer em uma situação desagradável.

Artigo (18) Revista Exame - Eng. Ronaldo

Na revista Exame de setembro de 1977, sobre o desenho industrial brasileiro, o nosso amigo Ronaldo é entrevistado, colocando seu ponto de vista sobre o assunto. Para vocês terem a ideia da importância e respeito conquistado pela Puma, que tinha os melhores profissionais da área.

Foto do dia

Adoro esta foto. GTS junto com o GTE. Está errado? Realmente, fica estranho chamarmos um modelo com o nome de outro. Por isso, GTE Spyder NÃO é GTS!
A foto é do lançamento dos modelos GTC e GTI, os primeiros, que vinham com o spoiler e saia traseira pintadas em preto fosco automotivo. O grande logotipo PUMA na traseira, só apareceu em alguns veículos, logo sendo abolido, assim como a faixa lateral.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Artigo (17) Puma 1969

O artigo publicado na Quatro Rodas de dezembro de 1969, fazia um comparativo dos veículos brasileiros com os veículos argentinos para 1970. E entre os nossos, estava lá o Puma, só perdendo em preço para o FNM 2150; Galaxie; Veraneio; Galaxie 500 e LTD. O Puma era mais caro que Aero-Willys; Itamaraty; Dogde Dart e Opala 3800 Luxo. Esse último, meu pai comprou um novo nesse ano e poderia ter comprado um Puma, mas ele não me ouviu!

Anuncio de época (48) Kadron

Falaram há algum tempo para o Sandro (Smarca), que o escapamento Kadron para os Puma eram na cor preta e para as lojas na cor cinza. Eu discordei, todos os escapamentos Kadron tinham uma pintura preta, como mostra o anuncio, uma tinta especial que não queimava. O Josamar (ex-MM) me explicou outro dia como era feita essa tinta, mas não guardei.... Josamar, se puder comentar, a família Puma agradece. Esse anuncio foi veiculado em abril de 1968 e ainda não era o escapamento Puma, porque, segundo o Josamar, era feito na própria Puma, com silencioso sobre a aranha, como vi muitas vezes na época. Depois passou a ser lateral, com a mudança da carroceria em 1970.

Anuncio de época (47) Motoradio

Anuncio veiculado em dezembro de 1969. Não dá para acreditar que a gente tinha essas "coisas" como equipamentos eletrônicos para casa e automóveis. Na mesma época daquela música do Toni Tornado e nós cantávamos: " A gente sofre, não é só na BR3!!!

Quebra-cabeça (14) Segunda Chance

Como ninguém acertou, aí vai uma segunda chance, agora com o Puma de frente. Qual o ano desse Puma? Ainda valendo o chaveiro Puma Automodelli, para a primeira resposta correta. Como ninguém respondeu certo anteriormente, todos ainda tem chances. Pensaram que era moleza! Nem o Carlos Eduardo, do Puma GT 1969 (aquele que está na frente desse conversível), que me mandou as fotos e não sabia o que eu iria fazer, deve ter pensado que fosse tão difícil assim. E deve ser uma surpresa para muitos, mas quem acertar vai valer mesmo o chaveiro.
Mas não vou deixar de explicar as diferenças do Puma do Quebra-cabeça, que tem chassi Karmann Ghia para o modelo 1976, da foto ao lado com chassi Brasília. Portanto, o ano do Puma Quebra-cabeça, não é de 1976 para cima.
Click na foto para ampliar e ver as diferenças entre as duas carrocerias.

Feras e Gatas

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Reportagens (43) Motor 3 - 1980

A reportagem da antiga revista Motor3 de meados de 1980. Legal essa de meados, termo muito usado para quando não se sabe a data correta. Essa revista não tinha uma publicação periódica, como acontece com muitas hoje em dia, portanto não se coloca a data para não comprometer... Mas, eu lendo alguns artigos, cheguei a conclusão que deve ter sido lançada em agosto ou setembro de 1980. Traz a matéria de como preparar seu Puma com turbo compressor, e só foi publicada aqui, a título de curiosidade, não façam isso com seus Puma, isso era para aquela época, que se não desse certo, tudo bem, poderia comprar outro Puma zero quilometro.

Humor - Air Bag

Fora de área - Porsche CBP

Ontem no Sambódromo, encontrei meu amigo pumeiro Fernando de Itú-SP, que estava com uma réplica Porsche muito bem feita para vender. Perguntei por perguntar, mas já sabia a resposta pela qualidade do veículo: "- É CBP?". E a resposta foi afirmativa. A CBP, originalmente fabricante de capacetes, era do meu amigo João Perfeito, já falecido, que sempre conseguia fazer o que idealizava. Muitas coisa que sei atualmente sobre fora-de-série devo ao João, um grande amigo. Engenheiro mecânico, poeta (como costumamos chamar os sonhadores), era rápido em suas concretizações. Um projeto nascia e logo estava em pleno vapor para ser realizado e em pouco tempo era pura satisfação de ver, pronto para ser fabricado. Um grande defeito era a quantidade de projetos que tinha em mente, nem sempre possível a fabricação de todos. Assim foram muitos, de gaiolas de Autocross, Baja Bug, buggys, camionete Formigão, Prost (já que o Gurgel fez o CENA, depois chamdo de BR-800, o João fez o mini-carro dele e carinhosamente o chamou de Prost, que na época era o concorrente do Senna na F1), Réplica do Porsche Speedster, as réplicas do Porsche Super 90 (antes fabricadas pela Envemo, depois pela CBP), a van Futura até chegar nos 911. Foi a única fabrica que concluiu esse projeto Porsche 911 e entregava o veículo pronto, porque muitos fabricaram a carroceria e os proprietários depois não conseguiam montar por falta de peças de acabamento. Infelizmente, um assalto em sua fabrica, interrompeu esse ciclo.
Achei em uma velha e mal tratada revista Oficina, a publicação que consegui recuperar em partes.
Futuramente publico fotos dessa réplica Porsche do Fernando.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Puma de amigo - GT 1500 1969

Mais um Puma está nascendo. O GT 1500 1969 do meu amigo Hélio Mendonça, o Luby, do Rio de Janeiro está chegando para brilhar nas praias cariocas. O GT teve uma restauração minuciosa por longos meses, e o resultado só poderia ser espetacular. Irmão de outros dois GTE 1972, o GT vai mostrar suas diferenças para os irmãos mais novos, a começar pela altura e aparência de carro menor, depois vai suar para acompanhar seus irmãos, com 100 cc a mais no motor, mas no final, serão todos Puma e bem restaurados. Parabéns Luby!

Puma GT 1969 - n° 300

A foto enviado pelo meu amigo Ronaldo Brochado, mostra o momento de uma grande marca conquistada em pouco tempo de produção, por volta de 12 a 13 meses, desde o lançamento do GT 1500. A Puma ainda iria fabricar até o final do ano de 1969, mais 123 unidades... Para quem sabe como se fabrica um carro, esse número para um empresa pequena de 1969, é uma grande vitória. Daí surgiu a publicidade do Club dos 300.

Dia A Dia

Quem gosta usa. Enviada pelo meu filho Heitor, foto feita pelo amigo dele Márcio, na Av. Brasil em Campinas-SP. Os dois são os tradutores oficiais do Puma Classic, para o inglês, francês e alemão, agora também estão na reportagem, isso tudo sem eu pedir, imaginem se eu pedisse. Esses meus garotos... Já me falaram de um Puma conversível vermelho no caminho para a Unicamp, mas ainda não conseguiram fotografar.
Quem quiser colaborar esteja a vontade, o blog é de todos nós.