quarta-feira, 4 de março de 2009

Fora de área - Hofstetter

Em meados dos anos 80, conheci a fábrica dos Hofstetter na Vila Olimpia em São Paulo. Perceba que na janela do motorista tinha uma pequena janelinha, para poder pagar o pedágio, senão teria que abrir a porta. Motor central VW AP com turbo era um verdadeiro esportivo.
Alguns dizem que o Hofstetter foi derivado de um concept feito pela Bertone sobre a plataforma de um Alfa Romeo 33. Como todo concept car são feitos para demonstração e raramente chegam a produção, o Carabo, nome dado ao carro, também não foi produzido.
Na minha opinião, o Hofstetter foi derivado do Maserati Boomerang, alimentado por um motor V8 de 310 cv e 4.7 litros. Projetado por Giorgetto Giugiaro em 1971 e apresentado como conceito, ou seja, um carro com diversos problemas à solucionar. Em 1972 a Italdesign, escritório do Giugiaro, apresentou no Salão de Geneva o carro pronto, com todos os problemas solucionados, mas também não entrou em produção e só existe esse único exemplar no mundo.
Em um site enviado pelo meu amigo Luby, sobre os fora-de-séries americanos, entre suas 63 páginas encontrei uma que tinha o Hofstetter e outra com o Puma e na mesma página um Hofstetter Cortada, segunda geração, 1991. Vendo estas páginas percebemos que os brasileiros apesar de terem feitos poucos carros, damos de dez a zero em design nos fora-de-série americanos, na mecânica o placar é ao contrário. Outro dia no Sambódromo Paulistano tinha um desses Kit Car americanos bem detonado para vender, era um Sebring.

Reportagens (19) Seis Nacionais na Prova dos 3

A reportagem da Revista Quatro Rodas de janeiro de 1969, traz um comparativo dos automóveis nacionais, analisados por Stirling Moss, Karl Ludvigsen e Gordon Wilkins. O motivo dessa reportagem seguida da Automobile Quartely é pelo fato de algumas fotos, comum nas duas reportagens terem sido efetuadas no mesmo local, aqui no Brasil. Pela Quatro Rodas as fotos de Hiroto Yoshioka e pela Automobile Quartely, fotos de Karl Ludvigsen, em visita ao nosso país, onde fez muitas fotos, inclusive na fábrica Puma. Aproveitando a deixa, ouvi rumores que o acervo de Karl Ludvigsen que está sendo vendido na Inglaterra, poderá vir para o Brasil, por intermédio de uma grande empresa estatal. Portanto essas fotos foram feitas aqui e o modelo fotográfico maravilhoso chapa (sim, porque na época era chapa e não placa) 23-23-35 era de propriedade da Puma e este não saiu do Brasil.

terça-feira, 3 de março de 2009

Reportagens (18)

A reportagem da Automobile Quartelly de 1969 é um show de figurinhas para quem não sabe inglês, sabendo melhor ainda, conta um pouco da história Puma e seu modelo GT 1969.

Confronto de Gerações (2)

Na segunda publicação ( a primeira está aqui ) do Confronto de Gerações, traz agora o modelo GTE (chassis de Brasília) e o P-018. Podemos perceber que formula e as linhas são as mesmas, mas os traços bem diferentes. Os modelos fotografados são o GTE 1980, bege trigo II, do Irineu Desgualdo Jr., e o P-018 1981 prata, do Fernando "Ferri" Alvarez.

Fora de área - Abarth e Farina

A reportagem da Revista Quatro Rodas de fevereiro de 1967, enviado pelo meu amigo Marcos Rozen, mostra dois bólidos que não se tornaram ícones dos automóveis esportes, mas tinham muita engenharia (era assim que se falava) e belos desenhos. De tanto ver e outras maravilhosas máquinas na época, Rino Malzoni e Anísio Campos não poderiam ter escola melhor.



Eventos

É bom ir se preparando, Águas de Lindóia vem aí!
Pelos preços que estão em Lindóia, não se esqueçam de deixar uma reserva para o Puma 45 anos dias 11 e 12 de outubro em Foz do Iguaçu - PR.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Puma pelo Mundo...

O Puma GTS está a venda no Arizona, USA através do eBay, por US $6,100.00. No descritivo do anúncio fala que o ano é 1968, mas deve ter havido algum engano, porque este GTS só pode ser 1974/75 ou 1976 1a. série e não acredito em documentos"ajeitados" como existe alguns casos aqui. Em 1968 a Puma ainda não exportava e não existia conversível, somente chegou em 1971. Tanto lá como aqui, ao longo do tempo esses carros sofrem inúmeras alterações na originalidade e nesse caso não foge a regra, mas mantém ainda as maçanetas originais, frisos no para-brisa e bancos, para citar as modificações mais promovidas no Brasil. Outro detalhe interessante que identifica o GTS como sendo 1974 é sua fechadura do porta-malas, modelo ainda antigo.

Foto de época

As fotos enviadas pelo Dario Faria devem ter sido tiradas em 1994, porque vemos carros com placas amarelas e placas cinzas, o ano de mudança em São Paulo, já que as fotos foram feitas no estacionamento do Shopping Center Norte de São Paulo.
O Puma GTE pode ser 1974/75 ou 76 1a. série, por não estar original nos detalhes, fica difícil a identificação. Estão vendo a importância da originalidade? O carro parece que ainda não tinha sido acabado de montar, pela falta das borrachas dos faróis, grade dianteira e capa dos para-choques. Interessante é a montagem da lanterna de placa, oriunda do VW1600 (Zé do Caixão), a pessoa achou que dessa maneira era mais correta a colocação... completamente errado.

Novo blog

O Carlos Eduardo, aquele do Puma 1969 vermelhinho das corridas de Estreantes e Novatos, montou o blog Oficina Mecânica GP . Vamos lá visitar nosso amigo.