sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Faróis Auxiliares - Acessório da época

Os faróis auxiliares são mais antigos que possam imaginar. Devido a precária iluminação dos primeiros faróis elétricos, muitos optavam por colocar mais um ou três faróis auxiliares. Houve uma época em que os faróis de longo alcance, conhecidos por faróis de milha e os de neblina eram vendidos por unidade. Muitos compravam apenas um e colocavam do lado do passageiro para ajudar na iluminação, pois o lado motorista poderia ofuscar o veículo contrário. Um farol auxiliar muito conhecido e criado nos anos 40 foi o "caça-mulata", que era colocado na coluna do lado do motorista e tinha uma alça para seu manejo, podendo ser virado para os lados e iluminar as calçadas na noite escura. Daí a origem do apelido.
Nos anos 60 aqui no Brasil, os faróis auxiliares se tornaram uma febre e muitos motoristas adaptavam em seus carros para melhorar a iluminação dos veículos. Não existia uma regra, cada um colocava onde achava melhor, mas aos poucos a técnica começou a se espalhar. Faróis de longo alcance devem estar mais juntos  ao centro e parte alta do veículo, pois seu facho é longo e concentrado, nada abrangente nas laterais.  Para aumentar o poder de iluminação geral, incluindo as laterais, colocava-se os faróis assimétricos mais nas extremidades do veículo, como os faróis normais. Para utilização em neblina, os faróis devem ser específicos e instalados na parte inferior da frente do veículo, um em cada extremidade. Porque para uma perfeita utilização em neblina, o facho deve ser embaixo e espalhado, iluminando abaixo das partículas de água que formam acima de 60 cm,  assim não refletem a luz na cara do veículo e iluminam as laterais das ruas e estradas para orientar o motorista. 
No primeiro Puma GTE para exportação, em 1970, a fabrica instalou dois faróis de neblina sob os para-choques, aproveitando os parafusos de fixação desses. 
 Ainda não existiam os faróis totalmente retangulares e eram um pouco "grossos", deixando-os a frente da proteção dos para-choques.
 Com o passar do tempo, esses faróis ficaram mais "quadrados" e "finos" e a moçada instalava sob os para-choques do Puma. Como as linhas do Puma não se adaptavam muito bem com qualquer tipo de farol auxiliar, poucos foram os proprietários que faziam essa instalação, ao contrário de Fusca e Opala, que ornavam muito bem com eles.
 O farol de longo alcance tem a lente bem mais lisa que do assimétrico, para que o facho seja direto e longo. Nas ilustrações abaixo, todos os faróis são da marca Cibié.
 No farol de neblina a lente tem desenhos assimétricos para espalhar o facho de luz para as laterais.
 Esse farol é tipico daquela época, unindo longo alcance com neblina. Não era muito funcional e esteticamente não combinava com nenhum carro. Pouco se via nas ruas desse tipo de farol.
 Esse farol auxiliar assimétrico foi o mais comum, sendo utilizado por muitos. Ele não iluminava longe como o  de milha, mas reforçava a iluminação.
O popular "Pinicão" era um farol auxiliar de longo alcance. Alguns se gabavam que iluminava uma milha (1,6 km), um exagero, mas ajuda muito em estradas, quando não vinha veículo em sentido contrário, porque senão poderia causar acidentes, de tão forte que era sua iluminação.
 Os carros de corrida foram os mais adeptos da utilização dos faróis auxiliares. Existiam muitas corridas noturnas e isso era necessário. No Puma Espartano #48 tinha dois centrais de milha da marca Lucas e dois de neblina embutidos sob os para-choques dianteiros.
Hoje, em Puma restaurados pouco vemos a utilização desse acessórios. Eu disse acessório e não opcional de fabrica. Somente aqueles que participam de Rallyes é que instalam, como o meu amigo Halle com seu Puma Espartano. Quando da sua participação da última 1000 Millhas Históricas, ele colocou um suporte abraçando os para-choques, podendo colocar os longo alcance na melhor posição e sem perfurar o veículo.
 O mesmo caso do Puma GTE Rallye 1972 do Paulo Lomba, com suportes aproveitando os furos daa placa de licença. Só que a posição não ficou tão ideal como no Espartano.
 Um dos poucos modelos que fica muito bem com faróis de neblina é o P-018, mesmo assim são poucos proprietários que instalam.
 Nos casos de Puma Hot, que não existe compromisso com a originalidade, somados aos recursos atuais, com várias opções de faróis, sua harmonia fica mais fácil de ser conseguida.
 Outro modelo Puma que também não combina com faróis de neblina é o GTB S2. Sua grade comprida e estreita e se spoiler dianteiro deixam os faróis de neblina soltos e perdidos.
O Puma AMV já saiu de fabrica com os faróis de neblina. Mesmo tendo spoiler integrado na frente, os faróis não harmonizaram ao desenho.
 Somente com remodelação do AMV em 1990, os faróis foram embutidos e combinaram perfeitamente com a frente do Puma.
Assista o programa Auto Esporte falando sobre o tema.

4 comentários:

walter ramos disse...

Nessa matéria bem informativa , o que
dá o tempero final são os carros.
Cada um mais bonito que o outro, tanto os de versão esportiva como os de versão tradicional.
Quem gosta de PUMA , enche os olhos !

Valeu grande Felipe .

Walter

Tatu disse...

Matéria muito bacana e de utilidade, realmente os puminhas ficam esquisitos com os milhas por terem uma frente arredondada, já no S2 fica muito bom pela frente reta, de fato é muito raro ver algum farol auxiliar nas feras.

Abraço Nico

milton disse...

Mais uma bela aula que tive. Obrigado, Felipe.
Um abraço
Milton

Anônimo disse...

O GTB S2 de 87 usava faróis auxilires de fábrica.

A reportagem pode ser vista no acervo digital da 4 rodas. Qual era a marca que era utilizada? Era de neblina ou de longo alcance?
Junior