quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Artigo (62) - Encontro Nacional do Puma

A menção na revista Classic Show n°70 deste mês sobre o 9° Encontro Nacional do Puma, realizado no Guarujá em 12 e 13 de outubro de 2013. Neste número também traz uma bela reportagem sobre carrinhos de brinquedo, a "Revolução do Plástico", escrita pelo meu amigo Sérgio Campos.
A excelente revista sobre antigomobilismo de vez em quando fala sobre eventos de Puma em pequenos artigos, mas até hoje, desde sua criação há quatorze anos, nunca fez nenhuma reportagem sobre algum veículo ou história Puma. E não foi por falta de solicitação.
Já passou da hora!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Foto do dia - GT 1600 1970


Onde está o PumaWally?

A foto foi publicada no blog do meu amigo Flavio Gomes como Foto do dia. Aqui ela está em outra coluna. A imagem mostra Emerson Fittipaldi desfilando em caminhão junto com uma réplica do seu Lotus, em comemoração ao Campeonato Mundial de F1 de 1972. A carreata saiu do Aeroporto de Congonhas em São Paulo em direção ao centro da cidade. O local da foto é Av. São João esquina com  a Av. Ipiranga.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Placa preta Destoante

Há pouco mais de um mês, o Jornal do Carro, suplemento do jornal O Estado de São Paulo publicou a matéria intitulada "Conversível diplomado". Nome pomposo e com muita credencial ao veículo estrela da reportagem. Aliás, merecedor, não somente por ser o número 2, mas também pelo seu estado de conservação.
 Ao primeiro olhar e para quem não é especialista, esse Karmann Ghia conversível 1967 remete ao leitor a uma época nostálgica. Tudo perfeito, bonito, bem conservado, com cara de Karamnn Ghia antigo e todo original. Original?! Seria se não fosse pelas rodas e calotas.
 Na matéria é citado que seu interior na cor bege não é original.
 Volante, painel, botões, instrumentos, tudo correto. O emblema VW no esguichador de para-brisa que era um acessório colocado em lojas independentes.
 Para completar, o Jornal mostra o Certificado de Originalidade emitido pelo Fusca Club do Brasil.
 Também cita um provável futuro Karmann Ghia.
 Fico me perguntando: qual seria o proposito para trocar as rodas, calotas e faixas brancas largas? Até aí cada um com seu conceito, mas não poderia ostentar a placa preta, já que esse item é excludente, nem vai para avaliação. Alem disso, como um exemplar com o interior todo alterado pode somar pontos para passar na avaliação? Teria que tirar nota máxima em quase todos os outros itens de avaliação. Há avaliadores que não aceitam qualquer mudança nos bancos, reprovando direto. Veja nas imagens abaixo da revista Quatro Rodas, no teste do Karmann Ghia 1967. Ele tem rodas com janelas, que foram introduzidas em 1965, calotas com emblema VW pequeno e faixas brancas estreitas. Apesar de ser coupê nas fotos, o modelo conversível exibia as mesmas rodas, calotas e pneus.
Não estou nem aí para esse Karmann Ghia n° 2 estar certo ou errado, vai ser mais um entre tantos. O clube emissor pode se defender que  não estava assim na avaliação ou que foi de diretoria anterior, também pouco importa. O que venho criticar é a reportagem que, como um veículo de comunicação, deve checar todas as informações antes de qualquer publicação, pois estará divulgando algo errado. Quantas pessoas guardaram esse jornal para se balizarem em suas restaurações? É certo afirmar que as pessoas creem em tudo que a imprensa fala e divulga, portanto, temos que tomar cuidado para não distorcer a história.
Karman Ghia com rodas fechadas e faixas brancas largas, somente até 1964. Karmann Ghia com calotas do Fusca alemão de 1950, nunca existiu!

Sessão Tela Puma - GTE 1972

Fiquei devendo a publicação em dezembro passado, mas vai agora. Quem já viu sempre é bom relembrar o excelente vídeo do meu amigo Renato Bellote. O bonito GTE é de outro amigo, Paoluccio. Juntou o Puma do Paoluccio com o Bellote só poderia dar uma digna Sessão Tela Puma.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Entrevista - Maxicar

Vejam a minha entrevista "10 Perguntas ao presidente" com a colunista Fátima Barenco no site Maxicar. Reclamações direto com a Fátima, elogios pode ser comigo, aqui nos comentários; lá nos comentários do Maxicar; por e-mail; WatsApp; Facebook; carta; fax; bip; vídeo-texto; telex; telegrama; código morse; sinal de fumaça ou pessoalmente.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Puma pelo mundo - Puma P-018

A informação veio do meu amigo Péricles Cruz do Rio de Janeiro: "Na página sobre Envemo Super 90 no Facebook saíram publicadas duas fotos sobre um Chamonix Super 90 Conversível vermelho, que está à venda na terra do Tio Sam (E.U.A.). Mas o interessante é o carro branco que está ao lado!"

Lindos carros. O P-018 parece estar perfeito estado e o capricho de colocar tapetes embaixo dos pneus mostra ser um raridade por lá. Se o P-018 já é raridade aqui, imagine nos States.

Foto de época - Cambé-PR

A foto enviada pelo meu amigo Danilo Heitor Crosxiati mostra um simpático bar com sugestivo nome de Garota de Ipanema. O bar está ou estava localizado nos anos 70, na cidade de Cambé, cidade da região metropolita de Londrina, no Paraná, a cerca de 500 km da praia mais próxima, mas a badalação era de praia. Na porta do bar, como em qualquer pointer do Rio de Janeiro naquela época, um Puma "tubarão" e um raro Gringo. 
Não, não era um automóvel gringo, estrangeiro, o seu nome era esse mesmo. Fabricado no Rio de Janeiro, pela Spiller Mattei Indústria e Comércio de Fiberglass Ltda., sua produção foi pequena e hoje pouco conhecido. Utilizava a plataforma VW sem corte e poderia ser comprado na forma de kit car. Segundo seus idealizadores, seu estilo foi baseado no Citroën 15 CV Traction Avant Cabriolet. Se não falasse, nunca ninguém descobriria. Seria melhor não fazer a associação.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

50 anos - Nascia a Puma







Um novo ano

Um novo de ano de muitos festejos e novidades está começando. Agradeço a todos pelas felicitações de Natal, Aniversário e Ano Novo e espero que cada um de vocês tenha a maior de todas as alegrias: o amor no coração. E lá dentro desse coração mora o Puma.
Feliz Ano Novo e vamos começar a comemorar os 50 anos do nascimento do Puma.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Foto de época - GTS 1977 dourado

O meu amigo Glauber Acquati mandou a foto de um GTS 1977 que foi do amigo dele, o Peppe, no ano de 1987. Ele diz que era moda naquele tempo os espelhos tipo BMW e as maçanetas de Alfa, mas mantinha os faróis amarelos, de uma moda mais antiga (1973 a 1979). A cor não dá para saber qual é, devido a qualidade da imagem, mas pode ser o Ouro Puma Metálico ou Ouro Imperial Metálico GM 1977.

Puma Hot - GTE 1978

O Puma GTE 1978 é de Luciano Rebouças Guimarães, de Salvador-BA, que o deixou ao seu gosto. Sua história de mais um apaixonado pelo Puma, das muitas histórias que conhecemos, as quais existem por causa da atração que o felino nos transmite.
 Ele nos conta sua história:
Adquiri há quatro anos, onde fiz algumas modificações para deixar ao meu gosto, com aspecto de esportivo mais atual, porém, mantendo as linhas originais. Gosto muito do Puma Classic de onde tiro muitas dúvidas. 
Pretendo parar o Puma no final de 2014 para uma pintura geral, corrigindo também algumas imperfeições na fibra. Talvez mude a cor para o laranja ou branco. O vermelho é muito bonito mas tem uma associação com a Ferrari muito grande, coisa que por sinal fico irritado, quando chamam de "ferrarizinha". Não que eu tenha alguma coisa contra Ferrari. Chego até a brincar respondendo: - Trata-se de um Puma, se fosse prá chamar de Ferrai, eu compraria uma" rsrsrs. Sonho ter um Puma desde a infância, lembro-me como hoje a primeira vez que andei em um, eu tinha 17 anos. Um dos gerentes de uma empresa que eu era estagiário tinha um GTE na cor branca, do mesmo ano do meu. Peguei uma carona até o ponto de ônibus e desse dia em diante ficou a certeza que um dia teria o Puma. Demorou 20 anos, mas cheguei lá. Esta paixão já está transferida para minha filha de 4 anos, que sempre pede para levá-la à escola de Puma.
 O que vocês acham: O Luciano deve trocar a cor do Puma?


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Puma pelo mundo - GTE 1971 na França

Este Puma GTE 1971 esteve à venda no ano passado em uma loja na cidade de Sorocaba-SP e anunciado nesse site grafado nas imagens. Muitos me perguntaram se não era um Espartano, mas logo demonstrei aos amigos que jamais poderia ter sido o raro modelo, pois a inclinação do vidro traseiro está mais para Ferrari Dino, do que para o Espartano 1971 de capô grande. Além disso, existem muitas modificações que não existiam naquele tempo e se por um acaso este Puma foi um Espartano, agora já era, nunca mais voltará a ser. 


Ontem eu recebi um e-mail do meu amigo Antônio Mendes, de Fortaleza-CE, proprietário da Antique Auto Parts. Nesse contato ele me fala que no mês de julho deste ano, chegou a atender um pedido de peças "Made in Ceará" para o senhor BH Wattinne da França: uma plaqueta de identificação, calotinhas, emblema do capô e duas caras da fera para serem aplicadas nas laterais do seu Puma. Ficou feliz por registrar a primeira exportação de sua empresa. E o Antônio continua: - Contudo, durante esta semana recordei desse pedido e solicitei ao Sr. Wattine que contasse um pouco mais da história de como seu Puma chegou a França. E assim o fez, me enviando fotos de sua bela garagem.
Vocês não podem imaginar, nem eu imaginava olhando as fotos do site de venda,  tamanha a modificação na carroceria do Puma GTE. Com as fotografias enviadas pelo Sr. Wattinne, em melhores ângulos, vemos que o Puma estufou nas laterais. 
Minha opinião? Tem pessoas que quando morrem deixam um vazio muito grande na gente. Agora, tem certas pessoas que quando morrem fazem um baita favor.


A história do Sr. Wattinne, com as palavras corrigidas na redação:
Não é muito fácil para mim, porque esqueci todo meu português desde que morei na Bahia.
No verão de 2012, eu vi o anúncio do Puma no Maylaski Automóveis em Sorocaba.
Levou quase nove meses para finalizar o preço, registro da loja ao sistema RADAR, as formalidades brasileiras para exportação, etc., até chegar na minha casa!
A loja só pode entregar o Puma até o Porto de Santos, apenas no início de abril de 2013.
Foi em um navio de Santos até o Panamá e um segundo navio do Panamá até Zeebrugge na Bélgica, próximo a minha casa na França.
Eu peguei o Puma só em junho de 2013.
Já paguei os impostos alfandegários do Puma na França e agora eu posso registrá-lo com placas francesas. É triste para o brasileiro não ter o registro de 1971, que naturalmente não posso guardar. 
Já testei o Puma na estrada. Eu precisava limpar os carburadores, porque o motor não girava muito bem. Realmente o estado dos carburadores era deplorável, talvez porque estivesse guardado por muito tempo sem funcionar. Também troquei o distribuidor por um novo.
As diferenças de carroceria foram efetuadas por um artista que já é falecido. O último dono não conheceu ele, que me forneceu fotos do estado em que estava quando comprou. Quando comprou o Puma, ele estava jogado em um terreno sem cobertura. Mesmo assim o proprietário não queria se desfazer do veículo. Ficou cinco anos para deixar no estado final. Eu nunca vi nada parecido ou similar.
Você talvez se pergunte por que eu queria comprar (ainda mais importar) um Puma.
A razão é simples, eu vivi em Salvador, na Bahia entre 1972 e 1973, onde eu vi pela primeira vez um Puma e gostei muito.
Infelizmente naquela época eu tinha uma criança de um ano, não sendo muito prático com só dois lugares. 
Nesse tempo, eu tinha um Fusquinha e depois um Fuscão, também amarelo.
Abraço
BH Wattinne

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Puma GT DKW 1967 - A Catedral - parte 1

O Puma GT DKW 1967 n° G1043 pertence ao Dr. Zanetti, que ganhou de seu pai ao entrar na faculdade de Medicina. Em outubro de 2007, ele deixou o Puma nas mãos de Hélio Claro para restauração, o qual somente desmontou algumas partes.
 Extremamente original, o GT DKW ainda exibia a placa amarela, que deixou de existir em 1994.
 No porta-malas vemos o detalhe do quantil já utilizado nos primeiros modelos.
 Esta imagem do forro de porta já foi utilizada para ilustrar matéria sobre o assunto, para demonstrar como era a forração. Nela falta apenas o friso cromado superior.
 Apesar dos bancos terem encosto de cabeça, sua estrutura e desenho ainda permanecem originais.
 A parte interna da porta, onde vemos que a estrutura de aço é bem diferente dos modelos GT 1500.
 Opcionalmente, o proprietário poderia escolher o console grande, que além de charmoso, ostentava um lindo cinzeiro.

 O painel de imitação de jacarandá contornado por friso de alumínio polido, assim como a tampa do porta-luvas, mantém suas características, instrumentos e botões originais.
 Os instrumentos eram da linha DKW, mas o conta-giros central, exclusivo Puma.
 Apesar das marcas do tempo, amarelado e com manchas, o teto ainda era o original, com o friso central.


 O detalhe do botão de abertura do porta-malas.
 Apenas as bolhas foram retiradas no passado.
 As calhas de chuva e quadros de portas, originais.
 Limpadores exclusivo da linha Puma, tinham como base, os encaixes das hastes e pinos da linha DKW.
 O motor 2 tempos DKW, com bomba d'água - exclusivo Puma - devido ao deslocamento do radiador.

 Após o curto período na oficina do Hélio no Ipiranga, o Puma foi removido para a Rubbo SP, na Vila Maria, em São Paulo-SP.
 Onde seria feita a restauração da carroceria e pintura.
 E o Puma começou a ser desmontado.

 Seu chassi foi retirado da carroceria para ser encaminhado a um especialista em mecânica DKW.

 E a carroceria recebia o tratamento ideal para recuperação da fibra.


Após algum tempo, a carroceria pronta, ficou esperando a restauração da mecânica, com isso houve a paralisação dos serviços e ganhou o injusto apelido de Catedral - porque nunca fica pronta.
Mesmo sem  eu ou o proprietário gostar desse apelido, o Catedral será conhecido mundialmente, por causa do seu apelido e sua interessante  história, que começou hoje.