sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Feras e Gatas

Cuidado que a gata está bem acompanhada do papai Reinaldo, meu amigo de Vitória-ES, posando ao lado do seu GTB S2.

Foto do dia - Emblema GTB

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Número de Chassis - Identificação

Muitos me perguntam sobre número de chassis, diversos tipos de perguntas. Vejo que pouca gente conhece a sequência numérica adotada pela Puma.
Vamos as explicações.
O GT Malzoni e Puma GT DKW adotam a letra inicial "G" começando pela milhar. Então o primeiro foi n° G-1.000. O número do motor acompanhava o número do chassis. Nos primeiros Puma VW de 1968 iniciou-se o registro em livro - aquele que está até hoje com o Rossatto -para controle de fabricação. Para estas anotações foram adotados os números dos produtos, que começou no 001. O número do chassis sempre começou com SP 143... e alguma coisa. Era o chassis do VW Karmann Ghia cortado em 25 cm. O número do motor era a nomenclatura regida pela Volkswagen. Cada letra do motor representa um tipo, mas isso é outro assunto.
Nos Puma até meados dos anos 70, ainda com chassis Karmann Ghia, continuava o mesmo tipo de numeração.
A partir da adoção do chassis do VW Brasília, o número passou a começar por SP 102... e alguma coisa. O motor passou a ser nova concepção e nova sigla da VW.
No Puma GTB, que utilizava chassis próprio, a Puma adotou a série P8 - 0001, sendo "P" de projeto e 8 o número deste. No motor Chevrolet, a Puma gravava o mesmo número do chassis, afinal o motor Chevrolet vinha sem número.
Assim com o no GTB, o Puma GTB S2 começou com a sequência P15 - 0001, da mesma forma "P" de projeto e número deste desde da fundação da fabrica.
O Puma P-018, que utilizava o chassis do VW Brasília, tinha a sequência de numeração dos GTE e GTS, mudando apenas o número do produto que era específico do P-018. O motor do VW Brasília do P-018 também recebia a nomenclatura VW.
Após o fechamento da Puma em 1984, alguns P-018 foram montados no galpão da Lapa em São Paulo, por um diretor da fabrica e outros em Capivari-SP, onde a Puma planejava montar uma fabrica. Nestes casos o número do chassis começam com "W" e alguns podem ter outra nomenclatura, por serem edições especiais. Mas nunca poderão ter a nomenclatura "SP", apenas as primeiras 25 unidades montadas na Presidente Wilson receberam esta nomenclatura. Foram fabricados 51 a 55 Puma P-018, porque a partir do vigéssimo sexto, não há mais registro no livro da fabrica.

Puma pelo mundo - GTS 1978

O Puma GTS 1978 é do meu amigo Jürgen e está na Alemanha. As fotos enviadas pelo meu amigo Ulrich Aeckerle, alemão residente em Campinas-SP, nos conta que a placa deste Puma é a placa preta deles, ou seja, Histórica, o "H" na placa nos indica isto.
O mestre Jürgen é uma espécie de consultor sobre Puma na Alemanha e tem um galpão muito bonito onde restaura os felinos. Apaixonado pelo Puma está sempre pelo Brasil, interessado na história e nos modelos da marca. Com isso, não poderíamos ter outro representante tão digno na Europa.

Fotos do dia

A modelo que recebeu o alto cachê sobre direitos da imagem acima é o Puma GT 1500 1969 do meu amigo Léo Gaúcho de Brasília-DF. O local, a bela Florianópolis-SC em 10 de outubro de 2010, no VII Encontro Nacional do Puma. O autor, Leandro de Londrina-PR, o "Lelê" que pegou um belo ângulo. O editor, de São Paulo, este só procura melhorar o que já é bonito. Para as pessoas que não conhecem a "turma" deve estar dando um tremendo nó na cabeça, o carro de Brasília em Florianópolis, de propriedade de um gaúcho, com foto de um paranaense de Londrina! São essas coisas que movem os encontros nacionais, pessoas de todo o Brasil e este ano tivemos a presença do mestre em Puma, o meu amigo alemão Jürgen, que circulou em Florianópolis, com o último Puma AM4 fabricado, emprestado pelo meu amigo Carlos Figueiredo de Campinas-SP.

Dia após Dia

"A segunda surpresa na Urca foi quando vi um Puma GTS 1978 ou 1979, abandonado na rua, todo destruído por vândalos. E o porteiro do Edifício da frente disse que o dono já recebeu propostas e não vende o carro por nada. Valeu Felipe, Obrigado pelos ensinamentos. Abraço Rafael Maia"
Olhando o Puma em questão apenas pela foto neste ângulo, fica difícil precisar o ano, se é 1978/79 ou 1980, afinal o primeiro detalhe que olhamos é a maçaneta e nos três anos existiram com esse tipo. Precisaríamos olhar o painel para ver se são botões de tecla no canto esquerdo ou de puxar ao centro do painel. Mas tem outro detalhe importante que denuncia seu ano: as rodas. E por elas comprovamos que se trata de um GTS 1978, pois seus raios são curvados e não retos como no modelo 1979 em diante.

Pelo retrovisor de um Puma

A bela foto vem do Rio de Janeiro é claro, tirada pelo meu novo amigo Rafael Maia:
"Bem, como prometido em e-mails passados, aproveitei a tarde de sol aqui no Rio, para passear com meu felino, e tirei a foto do meu Puma GTS 1978 para você, aqui na Ilha do Governador mesmo, onde moro. Comprei esse carro há 2 meses e tenho interesse de colocar a placa preta, ainda não fiz nada no carro, até porque não entendo nada de Puma. Nestes dois meses venho lendo tudo que posso e aprendendo muito, principalmente no Puma Classic.
Neste passeio que fiz com minha namorada, em quase toda orla do Rio, de São Conrado até Praia de Botafogo, quando passei pela Urca tive duas surpresas. A primeira quando vi pelo meu retrovisor o bondinho do Pão de açúcar, então tirei uma foto para a seção: 'Pelo retrovisor do meu Puma'. Abraço Rafael Maia"
A segunda surpresa do Rafael estará na próxima postagem...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Sessão Tela Puma (4)

O pumaclassiqueiro Thiago Eiidy Silva, que é um grande fã de Puma, me mandou o clip da Pitty, onde aparece um Puma e um Fusca da década de 60. Ele gostou porque achou meio vintage.
Vamos conferir!

Detalhes GTE / GTE Spider 1971 a 1972

Neste modelo vemos o painel com os instrumentos opcionais, temperatura e pressão de óleo, ao lado do velocímetro e contagiros respectivamente. Ao centro marcador de combustível. O painel era revestimento de imitação de madeira de jacarandá com o lugar já apropriado para a colocação do rádio. Para sair de fabrica colocavam uma tampa revestida em courvin com o emblema da cara da fera. O console também exclusivo desses dois anos vinha até o painel, com porta-luvas lateral, apoio de braço e cinzeiro oriundo da Kombi antiga pintado de preto fosco. As maçanetas de levantamento dos vidros do VW Variant, TL e 1600 4 portas eram modernas e se adequavam as máquinas de levantamento dos vidros do VW Sedan, porém em lados invertidos. Os bancos contavam com ilhozes para ventilação.
O desenho da lateral era simples e com uma única costura à máquina e puxadores exclusivos Puma, que eram contornados por um friso de alumínio. Os bancos podem não ser muito confortáveis, mas que eram charmosos, não tem dúvida. Eram revestidos de courvin, com uma capa de fibra de vidro corrugada em gel preto no encosto, contornada por um friso de alumínio. Contava com reclinadores manuais que eram acionados no encosto. Também já possuíam apoio de cabeça, uma exigência do mercado norte-americano.
No motor 1600 cc, a caixa de ventilação dos cilindros era na cor alumínio uso geral, com emblema Puma ao centro. Distribuidor centrífugo, dínamo e filtros de 100 mm exclusivos Puma. Na foto um GTE Spider, aparecendo em primeiro plano, a pintura do painel traseiro em preto fosco automotivo, lanterna da placa do VW 1600 4 portas, suporte da placa de licença em alumínio e a soleira do motor em alumínio frisado.

Museu de Caçapava (2)

Por Dario Faria
Estas informações encontrei na Internet, não sei se são verídicas ou confiáveis. As fotos do motor do Tucker no Museu Eduardo Matarazzo são de meu amigo Odair Ferraz.
No final do texto diz ser o último fabricado, mas o número da carroceria do Tucker que está em Caçapava é 1035 ... Então não deve ser o último carro. A história abaixo é duvidosa, mas algum dia a verdade virá a tona... Um abraço, Dario Faria.
"Projetado pela fábrica Tucker, logo após a II Guerra Mundial, e foi um dos automóveis mais revolucionários da época, possuindo itens de segurança tais como cintos de segurança, carroceria deformável em caso de colisão, que foram adotados somente no final do século XX. Além disto, possuía um farol no centro da parte dianteira que virava de acordo com o volante (item adotado nos anos 70 por alguns veículos da linha Citroën), e um motor traseiro de helicóptero.
Preston Tucker, o proprietário da fábrica, após a falência de sua fábrica, tentou uma ultima tentativa, atraído pela noticia de que o Brasil estaria interessado em implantar uma indústria automobilística, veio para cá e abriu um escritório no Rio de Janeiro. Trouxe um projeto de um veículo nacional chamado “Carioca”. Conta-se que ele teria tentado várias vezes agendar uma audiência com o então Presidente Juscelino Kubitcheck, porém este informado pelos assessores do histórico mal sucedido do industrial, não chegou a atendê-lo.
Preston Tucker quando veio para o Brasil trouxe um dos Torpedo para demonstração, mas acometido por um câncer no pulmão, veio a falecer em 1956. Existem relatos de que o “Torpedo” foi rifado na Praça da Sé em São Paulo , e por muitos anos foi visto estacionado na Rua Piratininga no bairro do Brás, na época um reduto de lojas de autopeças e desmanches.
Após a morte de Preston Tucker este “Torpedo” teve os seguintes proprietários: Agop Toulekian, Orlando Bombarda e Eduardo Matarazzo.
Por alguma razão Eduardo Matarazzo vendeu esta preciosidade ao colecionador Roberto Lee, entretanto sem o motor que está preservado no museu.
Roberto Lee foi proprietário de um famoso museu de automóveis em Caçapava (SP), que com a sua morte (foi assassinado pela sua companheira Elza Lionneti do Amaral) ficou em estado de abandono. O Tucker Torpedo por incrível que pareça ainda permanece neste museu, e acredita-se que seja o último fabricado (de uma série de 51 automóveis)."

Foto do dia - As grandes Feras

Por Ronaldo de Almeida Brochado
- Quanta história viva... ele ainda comenta que em 1959 eles dois -'de calças curtas'!- acompanharam uma subida na Estrada Velha de Santos onde o Marinho, em DKW alemão, vinha peitando uma Ferrari e um Porsche...
Isso eram corridas... Sempre imprevisíveis.

Emerson Fittipaldi e Jan Balder

Detalhes GTE / GTS 1976 a 1978

As fotos de 1977 mostram os detalhes originais para os modelos Puma GTE / GTS de 1976 2a. série até 1978 1a. série.
Aqui vemos os bancos com courvin nas laterais e tecido ao centro, forro de porta em courvin com costura eletrônica, volante de dois raios e console em plástico injetado.
Mais um detalhe do volante, instrumentos e botões. A maçaneta de levantamento dos vidros já do modelo Chevrolet Opala, com máquina do vidro traseiro desse mesmo carro ou do Chevette.
O porta-malas com o jogo de ferramentas, triângulo e correia. Dois reservatórios de líquido de freio e reservatório de água para o para-brisa com o motor elétrico atrás, o mesmo da linha VW 1977.
O motor com caixa de ventilação dos cilindros na cor alumínio uso geral, filtros pequenos e altos, alternador, distribuidor centrífugo, mangueiras para o ar quente e entrada do combustível pela frente da caixa de ventilação, com o filtro de combustível depois da bomba. Vareta do óleo tipo a do VW Brasília cortada.

Evento de época - II Puma Day 2005

O II Encontro Nacional do Puma realizado nos dias 29 e 30 de outubro de 2005 em Campinas-SP, organizado pelo Puma Club do Brasil - Campinas, através dos meus amigos Carlos Figueiredo e Christian Lovato, contou com uma prova de Super Slalon e exposição de Puma.
Um pouco antes da prova a expectativa para ver sua realização autorizada.
As inscrições estavam abertas a todo tipo de veículo antigo. A grande maioria era Puma, com um número surpreendente. Era outros tempos.
E o meu Puma GTE 1974 estava lá com o número 12, em homenagem ao amigo Fabio Sotto Mayor.
As gêmeas GTE 1975 de um colecionador de São Paulo. Quem cuida dos veículos deste colecionador e leva os carros para as provas é o meu amigo Alberto da Suspentécnica, que conheço desde garoto, quando a Suspentécnica ainda era na minha rua, sob o comando do seu tio.
Outro Puma, agora GTE 1971 do mesmo colecionador.
Uma parte da turma, que no ano seguinte fundaram o Puma Clube, com exceção do Andraus, mineiro de Ituiutaba e Marcelo Mosca de Sorocaba-SP.
Aqui na foto mais dois amigos Cleber e Marcelo José, junto com meus pupilos Carlos Almendra e Leandro (Lelê de Londrina), dois feras em assunto Puma. Faltou o terceiro pupilo Matheus Contim, também fera, que aparece em outras fotos. Os três tinham na época por volta de 24 anos e já sabiam muito.
O Puma AMV do meu amigo Marcelo José.
Vocês vão cansar de ver fotos da gêgêtê.
O Puma GTB S2 do meu amigo Marcos Facão.
O Puma GTB S2 Daytona do meu amigo Matheus Contim.
O GTS do meu amigo Pedro.
A réplica do Porsche 718 RS 60 Spyder do meu amigo Paulo Figueiredo, o Paulo "Loko". Foi para andar na pista.
Os veículos a espera da liberação da pista que não secava.
Meu filho Bruno no comando do Puma.
Reparem no GTE Spider "carioca" na frente do gêgêtê.
Horas de agonia, a pista na cara da gente, mas nada de liberação.
A entrada para pista, no melhor estilo norte-americano.
O Puma de corrida e o 718 do Paulo "Loko".
E a segurança estava lá para impedir a entrada.
Finalmente foi liberada, mesmo com chuva, apenas para dar algumas voltas sem cronometragem dos tempos. A Goodyear não queria correr riscos, porque a pista estava com muita água e a organização da prova achou por bem suspender a prova.
O miolo do super slalon. Teve gente derrubando cones adoidado. Apesar disso, de não ter a prova, nos divertimos muito e demos muitas risadas com as rodadas na pista. Quando entrei na direção do meu Puma, meia volta e a correi pulou fora. Parei e na própria pista, encaixei a correia daquele jeito de pular na polia e continuei. Depois a oficina montada no Campo de Provas pela Suspentécnica deu todo apoio para a regulagem da correia.
Depois, no dia seguinte, houve uma exposição de Puma no Shopping Galeria em Campinas -SP. Olhem que colorido bonito e quantos Puma!
Uma festa alegre, quase todo mundo se conhecia através dos grupos de discussão na Internet.
Teve até banda de musica da Guarda Municipal de Campinas.
A feira de peças criava discussões sobre peças Puma e logo recorriam ao Felipe do cachimbo para a devida verificação. Percebe-se a falta de óculos e braço curto. Interessante em ver fotos antigas, que quando estava separando esta, com os meus amigos Costa (D) e Mário Josino de Fortaleza-CE - dois sócios fundadores do Puma Clube - percebi a pessoa ao fundo, de camisa azul, e para minha surpresa atual era o Carmelo dono do segundo GT 4R (azul), que na época eu nem o conhecia.
Nesta foto outra surpresa: Porsche Puma ou Puma Porsche? Nada disso, é o meu amigo Dinho Amaral do Rio de Janeiro-RJ que estava indo encher sua latinha de cerveja.
O comandante do evento, o meu amigo Carlos Figueiredo de Campinas-SP, na cerimônia de entrega dos troféus aos premiados na exposição. Ao seu lado Newton Masteguin e mais uma surpresa aparece na foto: o meu amigo Rubens Rossato de Curitiba-PR ao fundo.
O meu amigo Matheus Contim de Sorocaba-SP recebendo o troféu de Destaque na categoria Hot, pelo seu GTB S2 Daytona.
E foi chamada a gêgêtê para receber mais um troféu em sua categoria, Melhor Puma Coupe Restaurada.
O meu amigo Tarzan com seu "Negrinho" veio de Foz do Iguaçu-PR para levar o troféu Maior Distância Percorrida ao Evento, acabou dividindo com seu amigo Fernando, que resolveu vir junto de Foz.
Mais um grande amigo, Péricles Cruz, do Rio de Janeiro-RJ ao lado dos sorocabanos Matheus e Cleber.
O Puma GTS 1973 com capota rígida original é do meu amigo Maurício Pontual do Rio de Janeiro-RJ
Todos amigos...
Muito amigos mesmo.
O vídeo abaixo não me recordo quem filmou, peço perdão, mas para uma época em que fotografávamos no máximo em 300 K para ter espaço no chip e no computador, filmar era para poucos e sem a qualidade de hoje em dia.