quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dia A Dia

Encontrado em uma sexta-feira no estacionamento do Ceagesp em São Paulo, na feira de Plantas e Flores. Será que saiu carregado?
E pelo jeito é sócio do Puma Clube, de quem é o Puma?

E-mails e Comentários

Moçada,
Peço desculpas se não respondi alguns e-mails. Tenham paciência que responderei todos sem problemas.
Quanto aos comentários, nem sempre consigo ler todos, se ficou alguma pergunta em algum comentário para trás, solicito que encaminhe para o e-mail felipe at pumaclube.com.br (o "at" é para substituir o arroba e evitar spans, coloquem @ no lugar do at).
Não se esqueçam que sou sozinho, não tenho equipe de jornalismo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Foto do dia - Três Feras

"Caro Felipe,
Saudações antigomobilisticas.
Inicialmente, queira aceitar meus cumprimentos pela passagem de mais um aniversário desse belo "site", e pela admiração por essas fantásticas máquinas que são os PUMAS.
Também sou antigomobilista e fã de Pumas. Atualmente estou concluindo a restauração do meu GTE 1979 ( ou melhor restauração nunca se finaliza) já tive outros, mas por motivos de mudanças de cidades, no momento estou curtindo e meu " Flecha Ligeira".
Nosso trabalho é muito importante na preservação da memória antigomobilistica do nosso país. Transportando para o futuro o nosso passado vitorioso.
Mais uma vez parabéns.
Aqui coloco-me à disposição.
Cordial abraço,
Comte. Heriberto Gomes
Clube de Carros Antigos do Rio Grande do Norte
Natal - RN."
Heriberto, digo Comandante Heriberto, obrigado. Deixa eu dar uma voltinha em uma das feras do fundo da foto? Meu sonho... Acredito que seja de muita gente.

Capacete de época - José Martins

Outro achado na garagem do meu amigo José Martins, o capacete com que corria no Puma Espartano no começo dos anos 70.
Hoje vendo tudo que utilizavam na época na questão segurança, chamamos eles de loucos, por correrem com esses equipamentos, mas o que faltava naquele tempo era conhecimento e tecnologia de materiais. Não somente nos capacetes, mas no protetor da carroceria (santo-antonio), nos freios, nos pneus, no sistema anti-fogo, etc., isso sem falarmos das pistas, que eram cheias de improvisos, ou seja, vamos fazer assim, pois acho que vai dar certo. Isso no Brasil e no mundo, por isso perdemos muitos pilotos importantes. Hoje devemos glorificar os heróis que serviram de cobaia para chegar na tecnologia que temos hoje.

Alargador de bitola para Rodas 5 furos

Todos conhecem os tradicionais alargadores de bitola, conhecidos por "alargadores de rodas". Muito utilizado no final dos anos 60 e começo dos 70. Eram fabricados em magnésio e podia-se escolher entre meia polegada até duas. A versão moderna da foto abaixo já é feita em alumínio.
Agora quem conhece esse alargador?Encontrei na garagem do meu amigo José Martins. Eu nunca tinha visto um igual e segundo o Zé, este da fotografia era o dianteiro. Fabricado em ferro fundido, ele cobria todo o tambor de freio, além de alargar a bitola. Está certo que não alargava muito, mas deixava o tambor com cara de freio "bravo". Aí os "play-boys" pintavam de vermelho para chamar atenção aos freios.
Ainda segundo o Zé Martins, o traseiro alargava um pouco mais. Claro que para utilizá-los havia a necessidade da troca de parafusos para mais compridos, como qualquer alargador.
O problema é que aumentava o peso não suspenso do veículo. Apesar do Zé Martins ser piloto, o alargador ele só utilizava no carro de rua. Mais uma que aprendi com meu amigo.

Tapete Puma

Muitos sabem que a Puma utilizava o carpete buclê, conhecido popularmente por "cabelo de nega". Se tornou famoso nos anos 70 pela sua beleza e durabilidade. As pessoas pregam esse tópico, mas nem sempre foi verdade.
No começo, com o Puma GT DKW (abaixo), o carpete era o normal de veículos e o local de pisada dos pés, continha um retângulo de borracha, para não haver desgaste prematuro. Um capricho da Puma, preocupada com o produto. Certa vez, pelos idos de meados dos anos 70, um amigo acarpetou todo seu Fusca com o buclê. Ficou lindo e quando entrei em seu carro falei: "-Você deveria colocar um tapete de borracha para não estragar o carpete." Ele respondeu de imediato: "- Gastei uma fortuna para acarpetar para pisar em borracha?!"
No Puma GT VW de 1968 a 1970, a mesma formula utilizada, com o desenho da borracha no formato do chão do chassis. O carpete ainda era o comum.
Em 1970 com o lançamento do GTE, a qualidade do acabamento ficou superior ao modelo anterior e para isso os materiais também melhoraram. O carpete mudou para o "cabelo de nega" e o courvin para o tipo "couro de porco". O pisante de borracha continuou no mesmo local, mas o que compunha esse tapete, não era o "cabelo de nega" e sim um carpete comum.
Já em 1973 com a nova carroceria, a borracha do tapete aumentou de área, ficando um pouco mais próxima ao banco. Agora não tinha mais jeito, tem que pisar na borracha com a sola inteira.
Abaixo o detalhe do tapete com debrum nas extremidades, a parte de borracha no local que sofre mais desgaste e o restante em carpete comum. Já nas laterais, no túnel e atrás dos bancos o carpete era o "cabelo de nega", bem mais bonito.
Da mesma forma do lado do passageiro. As duas fotos dos tapetes foram tiradas de um GTE 1974 de extrema originalidade, que em breve voltará a circular pelas ruas.
No GTE 1975 a mesma formula.
Só a partir de 1976, na segunda série, com a carroceria de vidro lateral, o local da borracha diminuiu, somente no lado do motorista, mas continuou a figurar.
Agora vocês chorem, porque achar esses tapetes é algo para Indiana Jones.

3° Aniversário do Puma Classic

Hoje, 15 de fevereiro de 2011 é o aniversário do PUMA CLASSIC. Agradeço a todos o sucesso alcançado com mais de 800.000 acessos desde a sua criação. Para um blog com tema bem específico, o número é bem considerado. Tudo graças a vocês que sempre nos prestigiaram, sim, nós, eu e a Puma Veículos e Motores, porque Puma é o único assunto.
Vamos continuar nosso caminho, que muitas publicações ainda estão por vir, sempre com a colaboração de todos vocês.
Muito obrigado.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Foto do dia

Que pobreza! Se fosse Puma teria uma variedade de cor bem maior.

Eventos - AMAAC - Uruguay

"O Puma está no cartaz do evento da AMAAC - Uruguai.
Ele é internacional mesmo! Abçs, Ronaldo Brochado"

Reportagens - Revista Táxi!

A revista Táxi de circulação nos táxis especiais e comuns que atendem os aeroportos é dirigida a leitura de bordo. Sinceramente não conhecia e recebi um e-mail solicitando ajuda para a matéria. Como de prache não recusei, mesmo sem conhecer o título. Aí me mandaram um questionário para eu responder, que reproduzo abaixo. Todas as fotos exibidas na revista são do Puma Classic sem a marca d'água, assim como as consultas históricas e nenhum crédito. Até aí tudo bem é assim mesmo, não adianta esperar, mas o que me surpreendeu demais foi o por quê de tantas perguntas pessoais, se em nenhum momento da reportagem citam meu nome ou qualquer coisa pessoal. Vai ver que não gostaram da minha história...
Revista Táxi
1. Como você conheceu a marca Puma?
Através da Revista Fatos e Fotos de abril de 1968. Foi apresentado o Puma GT VW em substituição ao Puma GT DKW. Fiquei apaixonado pelas suas linhas, na época eu tinha 13 anos.
2. Como surgiu a paixão pela marca Puma?
Como eu morava no Ipiranga e vivia no Itaim-Bibi, onde meu pai tinha a empresa, sempre topava com algum Puma. No Ipiranga por ser o local da fabrica Puma e eles sempre levavam os carros ao Museu do Ipiranga para fotos, perto da casa dos meus pais. No Itaim era o mais famoso concessionário Puma, a Comercial MM, onde além dos Puma para venda e manutenção, tinham também os Puma de corrida. Como a paixão à primeira vista pelo protótipo de 1968, continuei adorando o automóvel esporte.
3. O que faz do Puma um carro especial?
Seu carisma é grande por causa do desenho e da fantástica mecânica VW que criou fãs pelo mundo. Associar a mecânica VW com um belo desenho foi a formula exata para criar adeptos até hoje em todo mundo. Por se simples e de fácil “preparação”, a mecânica VW que já ocupava lugar de destaque entre os jovens e mecânicos, juntou com o baixo peso e aerodinâmica muito boa para criar a formula do sucesso. O Puma foi grande vencedor das pistas brasileiras.
4. Como você adquiriu o seu primeiro veículo Puma?
Foi em janeiro de 2004 quando o amigo cirurgião plástico Bartuira resolveu voltar a andar com seu Puma.. O Puma GTE 1974 dele desde zero km estava parado há dez anos, quando levou para uma manutenção nos mecânicos amigos em comum. Quando vi o Puma lá depois de muito tempo sem o ver, fiquei alucinado e logo mandei um recado ao Bartuira se queria vender. Ele fez o preço e eu aceitei. No começo era para matar uma paixão de criança e passear aos finais de semana com minha esposa. Mas por influência do meu cunhado Jaymir, que freqüentava o meio do antigomobilismo, do qual eu tinha me afastado desde 1994, resolvi restaurar o Puma para levar a exposição de Águas de Lindóia, a pedido do Jaymir. A restauração não era para ser total, mas também por influência do meu filho e com sua ajuda, o Puma foi todo restaurado em 72 dias e colocado a placa preta, para em 21 de abril de 2004 estar entrando na exposição, da qual recebeu o Prêmio Esportivo da Década 70.
5. Você trabalha com esses veículos ou são apenas uma diversão para você?
Apenas uma paixão, minha profissão é paisagista. Comecei cedo a gostar de veículos antigos, os Hot Rod foram meu início, sendo que em 1975 comecei a colecionar Fusca da década de 50, em uma época que colecionar automóveis era somente para os modelos mais famosos ou que tivessem pertencido a personalidades.
6. Quais as principais características dos veículos Puma?
Bom desempenho com economia, estabilidade, posição de direção esportiva, baixa manutenção e ter a aparência de um verdadeiro esportivo italiano.
7. Nos dias de hoje como é a procura por veículos Puma?
Na Internet nos sites de anúncios de antigos ou no boca a boca de amigos.
8. Qual o valor estimado dos veículos Puma?
Depende muito do modelo, estado geral e ano. Quanto mais antigo é mais raro e caro. Um bom Puma o preço vai oscilar de R$ 15.000,00 a 35.000,00, podendo ir até os R$ 50.000,00 dependendo da raridade do modelo ou nível de restauração.
9. Entre os veículos existe algum modelo mais raro?
Hoje os mais raros são os primeiros: o GT Malzoni 1965 ou 1966 e o Puma GT DKW 1967, que variam de preço na casa dos 80 mil reais. Depois vem o modelo GT VW de 1968 a 1970, que podem variar de 15 mil sem restauração a 45 mil restaurado e original. Existem os modelos especiais, como o Puma GT 4R de 1969, que foram fabricados apenas cinco unidades, sendo três como encomenda da revista Quatro Rodas para ser sorteado entre os leitores da revista. Os outros dois eram para uso da diretoria da Puma, que acabaram vendendo os carros. Hoje, os três dos sorteios estão restaurados e os outros dois sendo finalizadas suas restaurações. Outro modelo especial é o Puma Rally 1972 a 1973, uma pequena série fabricada para homologação do veículo no Campeonato Brasileiro. Hoje apenas dois sobrevivem.
10. Qual a principal diferença entre um veículo puma e um veículo produzido por outras montadoras da época?
Na época o Puma era bem moderno, porque ele nasceu nas pistas e continha toda a tecnologia utilizada nos carros de corrida. Era leve, tinha boa estabilidade, usada rodas de liga leve (magnésio) e tala larga, não enferrujava por ser de fibra de vidro, bancos com reclinadores, painel completo de instrumentos, escapamento esportivo e muitas pequenas inovações. A mecânica VW era desenvolvida pela Puma, sendo que o Puma foi o primeiro veículo no Brasil com motor boxer a utilizar a dupla carburação, desde seu lançamento em 1968, muito antes da própria VW, que lançou a dupla carburação em seus veículos somente em 1975.
11. Os artigos colecionados por você referentes à marca Puma, serão futuramente utilizados em algum empreendimento?
Quem sabe um dia eu consiga escrever um livro.
A Puma foi o maior fabricante de veículos genuinamente brasileiro. Fabricou carros esportivos, caminhões 100 % nacionais (desde o projeto), exportou para quase todo o mundo e teve o primeiro projeto de veículo urbano também 100 % nacional, apresentado no Salão de 1974, o Mini-Puma, que não foi adiante por falta de incentivos governamentais. Sem falar nos projetos menores como o Puma Camping; indústria de resinas e derivados; projetos para a construção civil, etc.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Puma+Arts

Arte acima foi baseada na arte criada por Alberto para a revista Quatro Rodas de abril de 1976. Dois momentos, duas criações.
Aproveitando a deixa, na época que publiquei essa reportagem aqui não comentei nada e ninguém falou, mas é muito interessante o título da matéria e os Puma desenhados: "PUMA GTE JULGADO PELOS SEUS DONOS" e no desenho só Puma GTS.

Curiosidades - Nota Fiscal Puma

Algumas curiosidades nesta nota fiscal emitida pela Puma Veiculos e Motores S.A. em 27 de setembro de 1974. A primeira é a venda de carroceria completa. Estranhou? Mas era normal, dependendo da batida de um Puma, tinha que trocar a carroceria toda e aproveitar as portas e capôs, as vezes dá mais trabalho que comprar novas, porque teria que ajustar, tendo que tirar ou fazer enchimento. Na época, tinha peças novas, então não justificava todo o trabalho, bota tudo novo. Outra curiosidade é o valor pago de impostos: CR$ 3.295,31 para um valor total de nota de Cr$ 13.669,44, ou seja, mais de 24% de impostos diretos. Tudo isso em cruzeiros, a moeda corrente da época. Uma boa grana de impostos, já o preço da carroceria era proporcional ao preço de um Puma novo: Cr$ 38.000,00.

Espartano - Recriação (5)

Hoje o serviço do Espartano não aparece tanto, mas levou o dia inteiro. A solda de toda a traseira, colunas e travessa, agora no lugar correto, como o meu amigo José Martins pediu. Ele vai ficar louco, dizendo: "- Eu não pedi nada!!!"rsrsrs
Depois foi executada a abertura da saia traseira por onde vão sair os enormes escapamentos criado pelo meu amigo Miguel Crispim, como na foto de abertura desta.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Espartano - Recriação (4)

Vários detalhes terão que ser revistos, um deles a tomada de ar, na qual o Benê está trabalhando para o acerto final e perfeição nos detalhes.
Se é uma recriação tem que ser perfeita, se fosse uma réplica, aí qualquer coisa valeria.
Executados os furos para encaixe das lanternas traseiras, além dos para-lamas já alargados no final de semana passado.
Também da semana passada a volta do "bigode". Alguém no passado fez barba, cabelo e bigode, e sumiram com ele. A primeira parte foi feita, agora vem o delicado trabalho de acerto final das formas.
Se vocês olharem na primeira foto ou nas publicações anteriores, vão ver que as colunas ficaram muito fundas e o vigia muito em pé. O fato foi alertado pelo ex-proprietário do #48, o meu amigo José Martins. Como já disse, recriação tem que ser perfeita. Fui na casa do meu amigo que tem aquele Espartano azul de rua e pedi para conferir algumas medidas. Sempre muito receptivo, me ajudou nas observações dos detalhes. Mede daqui, dali, confere, olha, enfim, copiar em fibra de vidro é muito fácil, reproduzir uma peça sem molde é um trabalho desgastante. Continuando na luta, cheguei com as medidas para ver estampado um sorriso amarelo no rosto do Benê, afinal já estava tudo colado e teria que cortar de novo e posicionar corretamente a travessa de apoio do vidro traseiro. Já que tem que fazer, mãos a obra, marquei tudo e fui embora almoçar. No final da tarde, o grande Benê já tinha colocado tudo no lugar e ponteado para minha conferência e o resultado está aí, perfeito! Só teremos que encurtar o capuz em 1 cm.

Eventos - 5° Passeio a Santos - Paella 2011

Já na quinta edição e sempre no verão, o passeio a minha terra natal Santos-SP é sempre alegre e com muita diversão. A comida nem se fala, a paella servida é um sonho, junto com a receptividade e companhia da turma do CAAS - Clube do Automóvel Antigo de Santos transforma o evento em um maravilhoso passeio. Sempre saímos do posto de combustível na Rodovia Imigrantes, logo depois do pedágio, seguindo pela rodovia até a Santa Casa de Santos. Lá a turma do CAAS encontra conosco, engorda o cordão com mais Puma e vamos até São Vicente pela orla marítima com batedores da polícia. De São Vicente, voltamos para Santos, sempre pela orla, até a Ponta da Praia para enfim estacionarmos e almoçarmos a deliciosa paella. Para quem pode ficar em Santos, no domingo 20/02 pela manhã participaremos do encontro na Praça Mauá, no centro de Santos, evento promovido pelo CAAS.
Parabéns ao Puma Clube e CAAS - Clube do Automóvel Antigo de Santos pelo evento que está se tornando tradicional.

Dia após Dia

O Puma GTS 1977 foi fotografado no Rio de Janeiro pelo meu amigo Marcelo Gargaglione, dono de um GTB S2 e GTE 1971. Com um perfil desse, pumeiro clássico, claro que ele ficou com dó e fotografou. Não me informou o local e nem se está parado a muito tempo no mesmo local, mas se estiver andando, fica no dia após a espera de uma restauração.As rodas não são originais, nem os espelhos...

... Mas dá um bom caldo, gostei.
Semana passada dei uma sumida porque estive passando uma pequena férias no Rio de Janeiro e vi pelo menos dois Puma nessas condições, um amarelo estacionado em Ipanema e outro andando em Laranjeiras. O Rio é um paraíso para os antigomobilistas, depois do Rio Grande do Sul. Andando pelo tracional bairro carioca de Santa Tereza vejo um casarão à venda, com cara de abandonado, lá no fundo da garagem, uma rara pick-up Gurgel X-20, parecendo ter sido iniciada a restauração e paralisada. Meus olhos de felino não deixam passar nada.

Nota de Falecimento

O grande piloto Luiz Pereira Bueno nos deixou essa manhã em Atibaia-SP, vítima de uma doença no pulmão. Foi cremado hoje às 16:00 no Cemitério da Vila Alpina em São Paulo-SP.
Por Ronaldo Nazar
Luiz Pereira Bueno nasceu em São Paulo, 16 de janeiro de 1937.
Cresceu em volta de carros e oficinas mecânicas.
Começou sua carreira em 1958 nas mil milhas Brasileiras em Interlagos ao lado de outra lenda do automobilismo, Bird Clemente. Integrou o departamento de competições da Willys Overland do Brasil desde o seu inicio, sob a tutela de Christian Heinz o "Bino". Dali formaram a maior e melhor equipe de competições que o Brasil já possuiu. Após a morte prematura de Christian nas 24 Horas de Le Mans de 1963, Luis Antonio Greco assumiu o comando da equipe e formou um verdadeiro time de "Ases". Além de Luizinho integravam a equipe, Bird Clemente, José Carlos Pace, Wilson Fittipaldi JR.Emerson Fittipaldi,Chico Lameirão, Carol Figueiredo.
Luizinho iria colecionar uma série imensa de vitórias nas principais provas brasileiras.Venceu Mil Milhas, 24 horas , 500 km, 1000 km, 12 horas, 3 horas de velocidade.
Foi campeão brasileiro por 5 vezes. 1967,1968,1972,1973,1975.Fo i para a Europa e participou da temporada de F Ford em 1969 tendo como chefe de equipe Stirling Moss. Foi vice campeão, mesmo tendo começado a correr no meio do campeonato. Participou da primeira temporada de F Ford no Brasil o Torneio BUA .
Venceu a etapa do Rio de Janeiro. Participou de forma brilhante da temporada de Formula 3 no Brasil correndo contra Alan Jones, Toni Trimmer, José Carlos Pace, Wilson Fittipaldi, as feras da categoria na época. Correu 2 provas de Formula 1 ambas realizadas no Brasil .
A primeira em 1972 quando foi disputada a primeira corrida de F1 no País. Pilotou um March 711 formando dupla de equipe com Ronnie Peterson.Nos treinos para a corrida Luiz bateu o recorde do anel externo de Interlagos feito que permanece até hoje. Em 1973 participou correndo com um Surtees em companhia de José Carlos Pace. Foi co-proprietario daquela que foi a grande equipe de competição do Brasil nos anos 70.
Na equipe Hollywood, imortalizou o Porsche 908, o Opala , o Marverick Berta , e o protótipo Berta Hollywood.
É o piloto que uniu a era amadoristica de Chico Landi, ao profissionalismo que tem inicio em Emerson Fittipaldi.
Enfim o Peroba, como ficou conhecido nas pistas, devido à sua grande resistência fisica , parte deixando um fabuloso legado no automobilismo brasileiro.

Dia A Dia

Está certo que esse Puma GTI ou GTS modificado não prima pela originalidade, mas em dia de chuva em São Paulo, um Puma no dia a dia. Uma rara peça ele leva consigo para deixar qualquer "pedezoitista" (apaixonado pelo P-018) morder as orelhas e gritar: "- Me dá?! Me vende?!" Para quem não conhece são as maçanetas redondas exclusivas do Puma P-018.