quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Para-choque Puma - Fabricação da reprodução

Os para-choques Puma inicialmente eram fabricados por estamparia terceirizada. A prensa batia em uma chapa de aço e estampava e cortava a peça, saindo pronta para cromação. Como o para-choque é uma peça muito fechada, na prensagem perdia-se 50% ou as vezes até 60% da produção. Se na hora de estampar não fosse extremamente precisa a batida, a peça saía torta e inaproveitável. Por isso, os para-choques Puma já custavam o dobro antes mesmo da cromagem. O custo desse processo é bem alto devido ao tipo de prensa utilizada e molde para estampar.
Hoje, existem pessoas que executam essas peças artesanalmente, na unha, como se diz popularmente, e para isso várias ferramentas são utilizadas, inclusive peças de fibra de carroceria para ajustes dos para-choques.
 O início é cortar a chapa de aço no formato do para-choque, no caso o dianteiro do Puma VW.
 Para a fabricação, é confeccionado um molde de ferro maciço no formato do para-choque (abaixo o traseiro). O molde visto de lado.
A parte superior desse molde...

 ... E agora seu fundo.
 Para acoplar ao molde, outro molde externo, de forma negativa, junta-se ao molde para dar forma a chapa que é colocada entre eles.
 Na junção desses dois moldes, a chapa é martelada para tomar forma.
 Esse processo é ajudado com uma morça de bancada. Na colocação a chapa estava reta e depois de modelada fica na forma de meio para-choque.

 Depois dessa etapa, o mesmo processo com a parte inferior do para-choque, dando a forma inferior. Junta-se as duas partes e começa o processo de solda MIG, que não deforma a chapa e une o aço.
 Após soldar, o lixamento das peças com muito cuidado para não deixar marcas e o envio para a cromação. Pronto, os para-choques exatamente como saiu de fabrica.
Temos que dar valor aos profissionais que ainda executam esse serviço e fica a pergunta: até quando teremos profissionais capacitados e com boa vontade apara esse serviço?
Agradecimento ao amigo Hélio Claro para as tomadas das fotos de todo o processo de fabricação.

13 comentários:

  1. Io ho conosciutto il Nino, che ha fatto le due para-choque dianteiro del mio Puma GTE80, ma fai tre anni che lei faleceu. Una pena.

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  2. Belissimo trabalho. Os moldes são feitos a mão, a chapa é batida na mão, a solda é feita na mão, assim como o acabamento. É um belo trabalho realmente de artista. E tem gente depois que acha caro...... Parabens à quem executa este trabalho.

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  3. realmente é um trabalho pra poucos, como eu sou meio metido a soldador e funileiro, tentei fazer um, conclusão ficou uma merda, acabei comprando um jogo pronto, e fiquei impressionado de como e liso, vale cada centavo, parabens aos artistas

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  4. Só sinto falta de réplicas dos parachoques da segunda série...

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  5. Tô precisando do jogo pra minha GTS 77. Onde encontro?

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  6. Parabéns ao artesão, belo trabalho.
    Rai

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  7. Quem fabrica estes mostrados nas fotos?

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  8. Contato para compra:
    felipenicoliello@gmail.com

    O salão e ferramental é do Hélio.

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    1. Estou precisando dos para choques do willys Interlagos 1965, vc pode me ajudar. Camargo de Curitiba.meu email: altacama@globo.com

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  9. Gostaria de saber se o parachoque do Puma GT 68 é o que tem a curva da frente mais "bojuda" ou mais "fechada". O primeiro parece mais grosso que o segundo devido ao curvamento, embora ao que parece ambos sejam quase iguais. Agradeço o esclarecimento, abraço

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  10. Difícil lhe responder, mas vamos lá:
    Os Puma até meados de 1975 tinham o para-choque arrendondados. A partir desse momento passaram a ter para-choques com vinco reto nas bordas.

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  11. E eu suponho que, justamente pelo fato de os para choques dos Pumas serem feitos hoje dessa maneira, eles não devem ser baratos, afinal, o caboclo cobra pela capacidade que ele tem de fazer a peça igual a que era quando saia da fábrica.

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